Na primeira quarta-feira com a volta do futebol na TV, as siderúrgicas roubaram a cena durante o pregão, entusiasmadas com as notícias de reajustes nos preços do aço. O dia serviu também para corrigir parte do susto pregado pelo coronavírus na China. No meio da tarde o susto teve sotaque brasileiro: a notícia de um primeiro caso registrado em MG, mais tarde negado pelo Ministério da Saúde.
Na China, no entanto, 17 mortes já foram confirmadas pelo vírus, além de outros 440 casos diagnosticados. Estados Unidos, Japão, Tailândia, Taiwan e Coreia do Sul também confirmaram de contaminação.
O Ibovespa encerrou em alta de 1,17% a 118.391 pontos e o volume financeiro foi de R$ 21,915 bilhões.
O dólar reverteu parte das perdas na semana, mas ainda segue registrando forte alta em janeiro. A moeda norte-americana fechou em baixa 0,72%, a R$ 4,17.
O dia teve fraca agenda de indicadores, destaque para o índice de atividade nacional do FED de Chicago, com leitura mensal de -0,35 em dezembro, contra consenso de avanço de 0,30.
O índice de preços de imóveis teve variação mensal de +0,20% em novembro, em linha com as estimativas. As vendas de casas usadas nos EUA, atingiram 5,54 milhões em dezembro, pouco acima do esperado de 5,43 milhões. Com isso, a variação mensal foi de 3,60% em dezembro, bem acima da expectativa.
Na política, destaque para a pesquisa do Instituto MDA, encomendado a pedido da Confederação Nacional de Transporte, que mostrou um aumento expressivo na popularidade do presidente Jair Bolsonaro.
A aprovação pessoal do presidente saltou de 41% em agosto para atuais 47,8%, enquanto a desaprovação caiu de 53,7% para 47% na pesquisa realizada em janeiro.
Em NY, as bolsas desaceleraram e devolveram os ganhos na última hora do pregão. Ainda se verifica uma certa cautela excessiva pelos desdobramentos do problema epidêmico na China, oportunizando aos investidores uma realização de lucros. Dow Jones, -0,03%, S&P 500, +0,03% e Nasdaq, +0,14%.






