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BTG Pactual (BPAC11) reavalia tese de investimentos para Oi (OIBR3)

BTG Pactual (BPAC11) reavalia tese de investimentos para Oi (OIBR3)

O BTG Pactual (BPAC11) atualizou sua tese de investimentos para a OI (OIBR3) após a empresa divulgar na última semana seu plano estratégico para 2022-2024.

O BTG Pactual (BPAC11) atualizou sua tese de investimentos para a Oi (OIBR3) após a empresa divulgar na última semana seu plano estratégico para 2022-2024.

Comparando as estimativas da empresa com o que o BTG previa anteriormente em seu modelo, as principais métricas operacionais e de crescimento estão praticamente em linha com as projeções.

“No entanto, a queima de caixa em 2021 será maior do que o esperado anteriormente. Além disso, existem alguns passivos que impactarão negativamente o fluxo de caixa da empresa de 2022 a 2024 e que não consideramos antes, principalmente depósitos judiciais, passivos de pensões e custos adicionais com empréstimos-ponte”, afirma o BTG.

Os analistas estimam o valor da firma (EV) da InfraCo em R$ 35 bilhões (R$ 32 bilhões – part. do acionista), o que avaliaria a empresa em 16,5x 2022E EV/EBITDA. “Após revisarmos as estimativas da ClientCo e a situação do endividamento, chegamos a um valor de part. do acionista de R$ 250 milhões (EV de R$ 10 bilhões e dívida líquida de R$ 9,8 bilhões)”, diz o BTG.

Assim, foram incorporadas estas estimativas ao modelo do BTG e, com isso o preço por ação da Oi chegou a R$ 2,30. O que sugere um forte potencial de valorização em relação ao preço de fechamento desta quinta-feira (29), que estava em R$ 1,21.

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Perspectivas para a Oi

A Oi encerrou o 1TRI21 com dívida bruta de R$ 28,2 bilhões e posição de caixa de R$ 3,0 bilhões.

Assim, o BTG estima que entre o final de 2021 e o início de 2022 a empresa levantará R$ 26,4 bilhões com a venda de sua divisão móvel e uma participação na empresa de infraestrutura.

“Vale lembrar que, dos R$ 10,6 bilhões recebidos pela Oi da InfraCo, estimamos que R$ 6,9 bilhões irão para o caixa da Oi, já que o restante será utilizado para pagar o contrato da Globenet entre 2022 e 2024 (R$ 3,75 bilhões)”, afirmam os analistas.

Parte do dinheiro arrecadado será usado para pagamento de algumas dívidas da empresa, especificamente a dívida com o BNDES e com bancos e ECAs, que somam R$ 17,8 bilhões.

O excesso de caixa gerado pela venda de ativos, no valor de R$ 8,6 bilhões, será adicionado ao caixa da empresa, que aumentaria para R$ 11,7 bilhões, diz o BTG.

Dessa forma, a Oi ficará com dívidas , que somam um valor total de R$ 14,6 bilhões.

Por último, com base nas novas estimativas, a dívida líquida da empresa atingirá um pico de R$ 11,4 bilhões em 2024 e cairá posteriormente.

Alavancagem foi a grande alteração

Com poucas mudanças nas projeções, o que realmente mudou, segundo o BTG, foi a alavancagem da Oi. “Estimamos que a ClientCo encerrará 2024 com uma dívida bruta de R$ 14,7 bilhões”.

Assim, o BTG estima que ao final de 2024, a ClientCo terá um caixa líquido de R$ 3,2 bilhões, resultando em uma dívida líquida de R$ 11,4 bilhões.

Pelas premissas dos analistas, isso corresponderia a uma dívida líquida/EBITDA de 4,9x, ainda inferior aos 6,6x divulgados pela empresa.

Se for ajsutado o EBITDA da ClientCo para considerar sua participação na InfraCo, a alavancagem cai bastante, passando para 2,7x dívida líquida/EBITDA.

Oi projeção BTG