A MRV (MRVE3) entregou resultados sólidos e de acordo com o esperado no quarto trimestre de 2020, diz o BTG Pactual (BPAC11).
O lucro líquido foi de R$ 196 milhões (+ 30% a/a; 2% acima da expectativa), implicando em ROE de 14%.
A receita líquida foi de R$ 1,70 bi (+ 20% a/a e em linha com a projeção), enquanto a margem bruta foi de 31% (também em linha com a estimativa).
O Ebitda ajustado atingiu R$ 246 milhões (margem de 14,5%), enquanto o lucro líquido ficou em R$ 196 milhões (+ 30% a/a; 2% acima do BTG), impulsionado por um ganho de US$ 16 milhões na venda do projeto “Deering Groves” pela AHS (subsidiária da MRV nos EUA).
A AHS roubou a cena na frente operacional
A MRV registrou números operacionais sólidos no 4T20, principalmente impulsionada pela AHS (R$ 271 milhões em vendas), enquanto as “operações principais” foram um pouco fracas, com R$ 1,8 bilhão líquido em vendas.
A empresa registrou boa geração de caixa de R$ 240 milhões (implicando um rendimento de 3% FCF), também impulsionado por R$ 93 milhões com a venda do projeto da AHS.
Recomendação de compra para MRV
Segundo o BTG, o 4T20 foi sem surpresas, mas a recomendação continua de compra.
De acordo com os analistas, as construtoras de baixa renda podem ver alguma pressão de margem nos próximos trimestres (maiores custos de construção), mas a visão do setor de longo prazo continua positiva (sólida demanda + boa lucratividade).
Assim, o BTG mantém o preço-teto para MRV de R$ 23.






