A bolsa de valores ganhou 0,17% nesta segunda-feira (9), ficando com 123.019,38 pontos. O movimento ficou na contramão de Nova York, que acabou com os principais índices no negativo, com exceção do Nasdaq, que ainda se beneficia da insegurança dos consumidores em sair às compras, preferindo se resguardar na tecnologia.
Por aqui, o ministro da Cidadania, João Roma (Republicanos-BA), disse que o valor do novo Bolsa Família só será definido mesmo entre setembro e outubro e que, segundo ele mesmo fez questão de frisar, o montante ficará dentro do Teto de Gastos, algo caro aos agentes do mercado financeiro.
Vale lembrar que esta semana tem divulgação de IPCA e ata da reunião da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom).
Voltando aos Estados Unidos, mais um dado sobre a evolução do emprego no país se mostrou surpreendente. A oferta de empregos nos Estados Unidos, medida pelo relatório Jolts (Job Opening), revelou 10,1 milhões de vagas em aberto em junho. Foi bem mais do que o esperado pelo mercado.
Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 122.258,47 pontos (-0,45%); e na máxima, 123.597,30 pontos (+0,64%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 25,400 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (2): +0,17% (123.019,38 pontos)
- semana: +0,17%
- agosto: +1,00%
- 2021: +3,36%
Juros
- D1F22: +0,04 p.p. para 6,53%
- D1F23: -0,04 p.p. para 8,22%
- D1F24: -0,06 p.p. para 8,83%
- D1F25: -0,09 p.p. para 9,13%
- D1F26: -0,11 p.p. para 9,31%
- D1F27: -0,11 p.p. para 9,50%
- D1F28: -0,16 p.p. para 9,65%
- D1F29: -0,11 p.p. para 9,75%
- D1F30: +0,00 p.p. para 9,42%
- D1F31: -0,19 p.p. para 9,97%
Dólar
O dólar começou a semana subindo. A moeda norte-americana ganhou 0,21% e passou a valer R$ 5,2363.
- segunda-feira (9): +0,21% a R$ 5,2473
- semana: +0,21%
Euro
- segunda-feira (9): +0,20% a R$ 6,1582
- semana: +0,20%
Criptomoedas*
- Bitcoin: +7,54% a R$ 242.515,20
- Ethereum: +8,06% a R$ 16.563,53
- Tether: +1,84% a R$ 5,25
- Cardano: +6,37% a R$ 7,81
- Binance: +5,96% a R$ 1.862,61
*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)
Bolsa em Nova York e cenário mundial
Os índices em Nova York fecharam em direções opostas nesta abertura de semana, depois de uma sexta-feira bastante frutífera.
Os preços do petróleo seguem despencando, já que o aumento dos casos de Covid-19 reforçam a preocupação com uma desaceleração na demanda. Há estoques em excesso nos Estados Unidos.
As ações vinculadas à recuperação econômica, como empresas de cruzeiros e companhias aéreas, caíram. “A Covid-19 está pesando muito nos mercados financeiros”, disse Jim Paulsen à CNBC. Ele é estrategista-chefe de investimentos do Leuthold Group. O aumento de casos continua a pressionar as partes cíclicas do mercado de ações, incluindo setores cíclicos como energia e indústrias e ações de pequena capitalização”.
Mas há dados positivos.
A oferta de empregos nos Estados Unidos, medida pelo relatório Jolts (Job Opening), surpreendeu positivamente e revelou 10,1 milhões de vagas em aberto em junho, no país, ante 9,483 milhões de maio (revisados de 8,123 milhões). O consenso do mercado era por 9,281 milhões milhões de postos de trabalho.
A divulgação é do Departamento de Trabalho dos EUA. Os maiores aumentos foram registrados em os maiores aumentos em serviços profissionais e empresariais (mais 227 mil vagas); comércio varejista (133 mil vagas); e alojamento e alimentação (121 mil).
A taxa de contratações subiu para 4,6%, de 4,2% anterior. A de demissões ficou em 3,8%.
Assim, reforça-se a questão sobre o tapering, que é a redução de estímulos econômicos do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano). O presidente do Fed de Atlanta, Raphael Bostic, quer que a instituição já inicie o processo. Entretanto, o aumento de casos de Covid-19 no país coloca a questão em dúvida.
Os investidores agora estão aguardando os principais dados da inflação dos EUA programados para divulgação esta semana. O índice de preços ao consumidor e o índice de preços ao produtor estão programados para sair quarta e quinta-feira, respectivamente.
Do outro lado do mundo, dados da China na segunda-feira mostraram que o crescimento das exportações do país desacelerou inesperadamente em julho, enquanto as importações também perderam ímpeto. Isso em meio ao avanço avassalador da variante delta da Covid-19 no sudeste asiático.
Nova York
- S&P: -0,09%
- Nasdaq: +0,16%
- Dow Jones: -0,30%
Europa
- Euro Stoxx 600 (Europa): +0,06%
- DAX (Alemanha): -0,10%
- FTSE 100 (Reino Unido): +0,13%
- CAC (França): -0,06%
- IBEX 35 (Espanha): -0,15%
- FTSE MIB (Itália): +0,54%
Ásia e Oceania
- Shanghai (China): +1,05%
- SZSE Component (China): +0,77%
- China A50 (China): +1,70%
- DJ Shanghai (China): +1,20%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,40%
- SET (Tailândia): +1,21%
- Nikkei (Japão): mercado fechado
- ASX 200 (Austrália): 0,00%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,30%
Brasil: ambiente político e econômico
A maior obsessão de Jair Bolsonaro (sem partido) é tentar se reeleger. Para isso, diante do fracasso que foi sua gestão na pandemia de Covid-19, o governo federal aposta em um novo e turbinado Bolsa Família.
O novo programa social, que irá substituir o atual Bolsa Família, atenderá pelo menos 10% famílias a mais, de acordo com promessa do ministro Roma. Serão em torno de 16 milhões de famílias atendidas. Hoje, esse número é de 14,5 milhões.
Mas o incremento não está apenas no número de beneficiados. A Medida Provisória (MP) sobre o repaginado benefício, que deve levar o nome de Auxílio Brasil, foi entregue hoje ao Parlamento, recebido pelo aliado e presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), mas não fala de valores. Sabe-se, entretanto, que haverá um aumento de 50%, ou “um pouquinho mais”, como deixou claro Bolsonaro.
“A medida visa dar transparência e responsabilidade aos gastos, aí incluído o viés social do nosso governo. Sabemos que pandemia trouxe inflação para alimentos no mundo todo, então não podemos deixar desassistidos os mais vulneráveis”, disse Bolsonaro ao entregar a MP.
Seu ministro Roma, por sua vez, fez questão de salientar que nenhum aumento do benefício levará ao estouro da regra do Teto de Gastos.
O sucesso da empreitada passa ainda pela questão dos precatórios, que o ministro da Economia, Paulo Guedes, pretende parcelar, para abrir espaço no orçamento. Mas esse parcelamento depende de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC), que o governo deve enviar ainda essa semana ao Congresso.
Na questão dos dados, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-S) da FGV subiu 0,97% na primeira leitura de agosto, com alta de 9,23% nos últimos 12 meses.
A próxima divulgação do IPC-S é no dia 16.
Já o Índice Geral de Preços – Disponibilidade Interna (IGP-DI), da FGV, subiu 1,45% em julho, ante 0,11% de maio. A alta é de 15,91% no ano e de 33,35% em 12 meses. Um ano atrás, o índice acumulava 10,37% em 12 meses. Os preços das commodities, afetadas por geada e seca, influenciaram o resultado, informa o relatório.
“Os preços do milho avançaram 4,62% e da soja 2,84%. Com o aumento dos preços das commodities usadas como ração, aves subiu 5,41% e leite, 6,52%, também apareceram com destacada influência para o resultado dos preços ao produtor”, afirma André Braz, coordenador da pesquisa.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) subiu 1,65% em julho, após queda de 0,26% em junho.
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) variou 0,92% em julho, contra 0,64% em junho.
Com tudo isso, o boletim Focus elevou as projeções de inflação e da taxa Selic para este ano. Porém, manteve as estimativas para o dólar e para o Produto Interno Bruto (PIB).
De acordo com o documento, a inflação foi revista para 6,88% ao fim do ano. Na semana passada, a projeção era de inflação a 6,79%. E há quatro semanas, a pesquisa apontava para 6,11% ao fim de 2021.
Com relação à taxa Selic, o boletim agora informa que deve chegar ao fim do ano em 7,25% ao ano. Na semana passada, estimava-se uma taxa de 7% ao ano. Há quatro semanas, a estimativa era de 6,63%.
Na última reunião, semana passada, o Comitê de Política Monetária (Copom) acelerou a Selic. O comitê elevou em 1 ponto percentual e agora a Selic está em 5,25% ao ano.
Para o PIB, o boletim manteve a projeção de 5,30% da semana passada. Há quatro semanas, era calculado que a economia poderia crescer 5,26%.
Já o dólar, manteve a projeção de R$ 5,10 ao fim do ano, da semana passada. Há quatro semanas, a projeção era de dólar a R$ 5,05.
Bolsa: ações
Das 84 ações negociadas na bolsa, 60 subiram, 3 ficaram estáveis (ECOR3, LAME4 e MRFG3) e 21 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 109,01 (-0,63%)
- Petrobras (PETR4): R$ 28,19 (-0,70%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 23,70 (-0,04%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 31,20 (+1,17%)
- CSN (CSNA3): R$ 43,33 (-0,21%)
Maiores altas
- Minerva (BEEF3): R$ 8,85 (+4,00%)
- BTG Pactual (BPAC11): R$ 31,30 (+3,92%)
- Suzano (SUZB3): R$ 56,37 (+3,81%)
- Ultrapar (UGPA3): R$ 17,75 (+3,80%)
- Marfrig (MRFG3): R$ 19,52 (+3,66%)
Maiores baixas
- JHSF (JHSF3): R$ 7,54 (-2,20%)
- Eletrobras (ELET3): R$ 40,47 (-1,89%)
- Lojas Americanas (LAME4): R$ 6,60 (-1,79%)
- CVC (CVCB3): R$ 20,22 (-1,70%)
- Yduqs (YDUQ3): R$ 26,75 (-1,65%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +0,11% (53.143,19 pontos)
- IBrX 50: +0,01% (20.734,54 pontos)
- IBrA: +0,13% (5.008,72 pontos)
- SMLL: +0,50% (2.950,71 pontos)
- IFIX: -0,32% (2.769,53 pontos)
- BDRX: -0,12% (13.607,75 pontos)
Commodities
Petróleo Brent (outubro)/barril
- segunda-feira (9): -2,35% (US$ 69,04)
- semana: -2,35%
Petróleo WTI (setembro)/barril
- segunda-feira (9): -2,64% (US$ 66,48)
- semana: -2,64%
Ouro (dezembro)/onça-troy
- segunda-feira (9): -1,85% (US$ 1.730,55)
- semana: -1,85%
Prata (setembro)/onça-troy
- segunda-feira (9): -3,73% (US$ 23,42)
- semana: -3,73%
Com Wisir Research, BDM e CNBC