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Bolsa ganha 0,76% nesta sexta, mas não evita outra semana negativa, com menos 2,59%

Bolsa ganha 0,76% nesta sexta, mas não evita outra semana negativa, com menos 2,59%

A bolsa de valores fechou esta sexta-feira (20) com alta de 0,76%, indo a 118.052,77 pontos. O Ibovespa acompanhou a alta em Nova York, cujos índices principais fecharam o dia no azul, mas, da mesma forma, tanto lá quanto aqui, ficaram negativos na semana. A bolsa brasileira acumulou queda de 2,59% nesta semana.

Enquanto lá fora, os agentes de mercado respiram um pouco mais aliviados com a possibilidade do Federal Reserve (Fed) adiar o início do tapering, a retirada de estímulos, por aqui, o presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), deu uma boa notícia, de olho na claque, mas que pode aliviar o fiscal país: quer vetar o fundão eleitoral de R$ 5,7 bi.

Paralelamente, a variante delta segue singrando sem barreiras pelos mares das economias abertas mundo afora, aumentando o ritmo de contaminações diárias, especialmente naqueles que ainda se recusam a tomarem a vacina.

Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 116.040,34 pontos (-0,96%); e na máxima, 118.307,96 pontos (+0,98%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 30,100 bilhões.

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Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (16): -1,66% (119.180,03 pontos)
  • terça-feira (17): -1,07% (117.903,81 pontos)
  • quarta-feira (18): -1,07% (116.642,62 pontos)
  • quinta-feira (19): +0,45% (117.164,69 pontos)
  • sexta-feira (20): +0,76% (118.052,77 pontos)
  • semana: -2,59%
  • agosto: -3,08%
  • 2021: -0,82%

Juros

  • D1F22: -0,02 p.p. para 6,69%
  • D1F23: -0,05 p.p. para 8,42%
  • D1F24: -0,11 p.p. para 9,19%
  • D1F25: -0,13 p.p. para 9,56%
  • D1F26: -0,15 p.p. para 9,78%
  • D1F27: -0,15 p.p. para 9,98%
  • D1F28: -0,19 p.p. para 10,11%
  • D1F29: -0,17 p.p. para 10,25%
  • D1F30: -0,23 p.p. para 10,36%
  • D1F31: -0,18 p.p. para 10,44%

Dólar

O dólar caiu nesta quinta. A moeda norte-americana desceu 0,70% e passou a valer R$ 5,3848.

  • segunda-feira (16): +0,68% a R$ 5,2807
  • terça-feira (17): -0,20% a R$ 5,2701
  • quarta-feira (18): +1,99% a R$ 5,3749
  • quinta-feira (19): +0,89% a R$ 5,4228
  • sexta-feira (20): -0,70% a R$ 5,3848
  • semana: +2,66%

Euro

  • segunda-feira (16): +0,13% a R$ 6,1941
  • terça-feira (17): +0,09% a R$ 6,1997
  • quarta-feira (18): +1,61% a R$ 6,2997
  • quinta-feira (19): +0,34% a R$ 6,3205
  • sexta-feira (20): -0,29% a R$ 6,3019
  • semana: +1,88%

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +6,28% a R$ 261.928,91
  • Ethereum: +4,78% a R$ 17.477,42
  • Tether: +1,90% a R$ 5,38
  • Cardano: +3,98% a R$ 13,33
  • Binance: +6,63% a R$ 2.414,78

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

Os principais índices subiram hoje, apesar da semana negativa, impulsionada por temores de que o Federal Reserve retire os estímulos.

Esta semana, o petróleo bruto WTI caiu cerca de 9% e o Brent, outros 8%. Tudo conjuminou para uma semana de derrotas.

O resultado dos pedidos de seguro-desemprego nos Estados Unidos, divulgado ontem, reforça a tese de que o Fed está próximo de retirar os estímulos da economia, já que a recuperação do mercado de trabalho é ponto-chave para esta decisão.

Na ata da última reunião do Fomc, comitê de política monetária do banco central americano, ficou claro que o tapering (retirada dos estímulos) já vem sendo discutido, com grande chance de ocorrer ainda este ano.

Mas tem a variante delta da Covid-19, que tem se mostrado mais eficiente na infecção de humanos por todo o planeta, mostrando que a luta contra a doença e a pandemia pode durar ainda bastante tempo, mesmo com a vacinação avançando.

O diretor do Fed de Dallas, Robert Kaplan, disse que é a delta que pode fazer o tapering demorar um pouco a ser iniciado.

“Com a redução do Fed chegando enquanto a variante delta continua se espalhando, a transição do regime de liquidez para mais mercados de meio de ciclo significa que podemos experimentar uma jornada mais acidentada à frente”, disseram os estrategistas de ações do Barclays em uma nota reproduzida pela CNBC. “A narrativa do mercado pode, portanto, ficar mais cautelosa, pois as preocupações com as taxas de crescimento, a variante delta e o erro de política podem ser adversos, em um momento em que a sazonalidade e os aspectos técnicos são desfavoráveis”.

O mercado está de olho no Simpósio de Jackson Hole, que reunirá os dirigentes do Fed entre os dias 26 e 28 de agosto. A previsão é que o anúncio do início do tapering seja nestes dias.

Entretanto, os EUA estão enfrentando uma crescente terceira onda de Covid-19, com média de 150 a 160 mil novos casos diários e voltando a contar mais de mil mortos por dia.

A preocupação já é realidade. A delta tem causado estragos na vida dos norte-americanos e pode, sim, afetar a economia, como já se viu na queda das vendas do varejo local.

As vendas no varejo dos Estados Unidos recuaram 1,1% em julho na comparação com junho, pior que a projeção de queda de 0,3%. Na comparação anual, a alta é de 15,78%, ante 18,73% da leitura anterior.

Mais gente temerosa com a doença é mais gente ficando em casa e deixando de consumir – e trabalhar.

No Reino Unido, as vendas no varejo caíram em julho 2,5% em relação ao mês anterior, de acordo com o Office for National Statistics. Economistas argumentam que o tempo chuvoso e a escassez global de chips tiveram impacto sobre o comportamento dos consumidores britânicos no mês passado.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P 500: +0,81%
  • Nasdaq: +1,19%
  • Dow Jones: +0,65%

Nova York (semana)

  • S&P 500: -0,59%
  • Nasdaq: -0,70%
  • Dow Jones: -1,11%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,55%
  • DAX (Alemanha): +0,27%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,41%
  • CAC (França): +0,31%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,15%
  • FTSE MIB (Itália): -0,04%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): -1,94%
  • DAX (Alemanha): -1,06%
  • FTSE 100 (Reino Unido): -1,81%
  • CAC (França): -3,91%
  • IBEX 35 (Espanha): -0,94%
  • FTSE MIB (Itália): -2,76%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): -1,10%
  • SZSE Component (China): -1,61%
  • China A50 (China): -2,85%
  • DJ Shanghai (China): -1,24%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -1,84%
  • SET (Tailândia): +0,58%
  • Nikkei (Japão): -0,98%
  • ASX 200 (Austrália): -0,05%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,20%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): -2,53%
  • SZSE Component (China): -3,69%
  • China A50 (China): -5,41%
  • DJ Shanghai (China): -2,80%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -5,84%
  • SET (Tailândia): +1,63%
  • Nikkei (Japão): -3,45%
  • ASX 200 (Austrália): -2,20%
  • Kospi (Coreia do Sul): -3,49%

Brasil: ambiente político e econômico

Em audiência sobre reforma tributária no Senado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que prefere não realizar uma reforma tributária a aprovar uma proposta que piore o sistema de tributação brasileiro.

Guedes ponderou que parte das críticas ao texto para o Imposto de Renda está vindo de segmentos que passarão a pagar IR com as mudanças.

Ele definiu essa piora movimentos como aumentar imposto, tributar gente que não pode ser tributada, prejudicar Estados ou municípios.

O ministro ainda reiterou que pode apoiar qualquer proposta de reforma, desde que haja compromisso com responsabilidade fiscal e que não haja aumento de carga tributária.

Para Guedes não pode ter aumento de arrecadação: “prefiro correr o risco de perder um pouco de arrecadação. Já que a arrecadação está crescendo muito no atual sistema, prefiro ir para um sistema melhor e ficar com um pouquinho menos. Convido os Estados a mergulharem no mesmo espírito. Tenham iniciativa e simplifiquem o ICMS”.

Já o mercado está reprecificando o risco-Brasil. De acordo com matéria do jornal Valor Econômico, isto ocorre por conta das ameaças de explosão do texto de gastos. Isto poderia gerar mais risco fiscal ao país.

Há a percepção de que o arcabouço fiscal criado em 2016 está dando um grande passo atrás, diz o ex-diretor do BC e sócio da Ibiúna Investimentos, Mário Torós.

Ainda de acordo com o jornal, as condições financeiras do país passam por uma piora. O que acaba levando a redução de boas perspectivas econômicas. O que pode impactar mais é o alto risco fiscal e um cenário econômico internacional mais adverso.

De acordo com a Folha de S.Paulo, crise e gastos preocupam investidor e afetam mercados. Com isso, o mercado já começa a falar em desembarque do governo Bolsonaro.

Analistas têm precificado as dificuldades impostas pelo risco de uma deterioração do quadro fiscal.

Uma boa resposta nesse sentido deu o presidente Bolsonaro, que acenou com o veto integral do fundão eleitoral de R$ 5,7 bilhões, o que daria respiro fiscal, embora comprometesse as eleições. O novo valor para financiar campanhas acabaria sendo determinado pelo Orçamento 2022, em nova votação no Congresso Nacional.

No campo dos dados, números chegam da bolsa. Com um aumento significativo de pequenos investidores na Bolsa, o número de inadimplentes também aumenta. De 2017 para 2021, a B3 (B3SA3) chegou a quase 4 milhões de investidores. Este é um valor seis vezes maior do que em 2017.

No início desta semana, a B3 divulgou a lista de inadimplentes de agosto. Foram 54 páginas e mais de 2.200 nomes, a maior já publicada até então. Na última divulgação, em junho deste ano, foram 37 páginas de inadimplentes e surpreendeu bastante o mercado. Anteriormente, essas listas periódicas tinham no máximo três páginas.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 68 subiram, 1 ficou estável (SANB11) e as outras 15 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Vale (VALE3): R$ 97,55 (+0,04%)
  • Petrobras (PETR4): R$ 26,60 (-0,15%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 29,79 (-0,37%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 22,62 (-0,57%)
  • Suzano (SUZB3): R$ 56,85 (+2,10%)

Maiores altas

  • Sabesp (SBSP3): R$ 36,55 (+10,86%)
  • Ecorodovias (ECOR3): R$ 9,92 (+4,53%)
  • Yduqs (YDUQ3): R$ 26,00 (+4,42%)
  • Sul América (SULA11): R$ 29,65 (+4,04%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 15,53 (+4,02%)

Maiores baixas

  • Natura (NTCO3): R$ 52,91 (-1,14%)
  • Rumo (RAIL3): R$ 18,12 (-0,77%)
  • Minerva (BEEF3): R$ 8,32 (-0,72%)
  • Lojas Renner (LREN3): R$ 39,20 (-0,63%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 22,62 (-0,57%)

Maiores altas da semana

  • Sabesp (SBSP3): R$ 36,55 (+8,84%)
  • Qualicorp (QUAL3): R$ 20,58 (+8,54%)
  • Cemig (CMIG4): R$ 12,49 (+7,95%)
  • CCR (CCRO3): R$ 12,71 (+7,08%)
  • CPFL (CPFE3): R$ 28,05 (+6,71%)

Maiores baixas da semana

  • Usiminas (USIM5): R$ 17,10 (-19,15%)
  • CSN (CSNA3): R$ 36,94 (-13,31%)
  • Gerdau (GGBR4): R$ 27,65 (-11,72%)
  • Metalúrgica Gerdau (GOAU4): R$ 12,79 (-10,43%)
  • Vale (VALE3): R$ 97,55 (-9,93%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,72% (sexta-feira) | -3,35% (semana) (50.607,17 pontos)
  • IBrX 50: +0,52% (sexta-feira) | -4,09% (semana) (19.651,40 pontos)
  • IBrA: +0,84% (sexta-feira) | -3,01% (semana) (4.788,25 pontos)
  • SMLL: +1,58% (sexta-feira) | -1,17% (semana) (2.834,50 pontos)
  • IFIX: +0,55% (sexta-feira) | -1,30% (semana) (2.705,34 pontos)
  • BDRX: +0,15% (sexta-feira) | +1,61% (semana) (13.934,42 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (outubro)/barril

  • segunda-feira (16): -1,53% (US$ 69,51)
  • terça-feira (17): -0,69% (US$ 69,03)
  • quarta-feira (18): -1,16% (US$ 68,23)
  • quinta-feira (19): -2,68% (US$ 66,45)
  • sexta-feira (20): -2,00% (US$ 65,12)
  • semana: -8,06%

Petróleo WTI (setembro)/barril

  • segunda-feira (16): -1,68% (US$ 67,29)
  • terça-feira (17): -1,04% (US$ 66,59)
  • quarta-feira (18): -1,70% (US$ 65,21)
  • quinta-feira (19): -2,62% (US$ 63,50)
  • sexta-feira (20): -2,26% (US$ 62,25)
  • semana: -9,30%

Ouro (dezembro)/onça-troy

  • segunda-feira (16): +0,60% (US$ 1.788,95)
  • terça-feira (17): -0,28% (US$ 1.784,85)
  • quarta-feira (18): +0,09% (US$ 1.789,40)
  • quinta-feira (19): -0,18% (US$ 1.781,10)
  • sexta-feira (20): +0,05% (US$ 1.784,00)
  • semana: +0,32%

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (16): +0,39% (US$ 23,87)
  • terça-feira (17): -0,83% (US$ 23,59)
  • quarta-feira (18): -0,57% (US$ 23,52)
  • quinta-feira (19): -1,10% (US$ 23,16)
  • sexta-feira (20): -0,90% (US$ 23,02)
  • semana: -3,01%

Com Wisir Research, BDM e CNBC