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Bolsa fecha com alta de 0,41%, mas não evita semana negativa, que ficou com menos 1,32%

Bolsa fecha com alta de 0,41%, mas não evita semana negativa, que ficou com menos 1,32%

A bolsa de valores fechou a sexta-feira (13) com alta de 0,41%, ficando com 121.193,75 pontos, depois de lutar bastante e chegar a cair com mais voracidade. A semana, porém, ficou negativa no acumulado, perdendo 1,32%.

Em Nova York, os principais índices também lutaram e fecharam ao redor da estabilidade, alternando as direções durante o dia e ficando no azul ao toque do sino.

No Brasil, os agentes de mercado se depararam com a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) de junho e o resultado de alta de 1,14% só espantou mesmo os pessimistas.

Um bom susto quem tomou hoje foi o presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, aliado do presidente Jair Bolsonaro, preso pela Polícia Federal no inquérito que investiga as chamadas fake news. Moraes diz existir “reiteração gravíssima” de crimes e liga Jefferson a “núcleo político” responsável pelo suposto financiamento e disseminação de notícias falsas, segundo o Portal UOL.

Já nos Estados Unidos, houve a assustadora prévia da confiança do consumidor em agosto, com uma queda de fazer tremer: 11 pontos.

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Dessa forma, o Ibovespa apresentou na mínima 120.044,65 pontos (-0,54%); e na máxima, 121.250,91 pontos (+0,46%).

O volume financeiro negociado foi de R$ 31,200 bilhões.

Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:

  • segunda-feira (9): +0,17% (123.019,38 pontos)
  • terça-feira (10): -0,66% (122.202,47 pontos)
  • quarta-feira (11): -0,12% (122.056,34 pontos)
  • quinta-feira (12): -1,11% (120.700,98 pontos)
  • sexta-feira (13): +0,41% (121.193,75 pontos)
  • semana: -1,32%
  • agosto: -0,50%
  • 2021: +1,82%

Fechamento da semana com a EQI

Juros

  • D1F22: +0,04 p.p. para 6,62%
  • D1F23: +0,08 p.p. para 8,37%
  • D1F24: +0,14 p.p. para 9,08%
  • D1F25: +0,13 p.p. para 9,42%
  • D1F26: +0,14 p.p. para 9,62%
  • D1F27: +0,15 p.p. para 9,83%
  • D1F28: +0,22 p.p. para 10,05%
  • D1F29: +0,13 p.p. para 10,09%
  • D1F30: +0,29 p.p. para 10,29%
  • D1F31: +0,17 p.p. para 10,30%

Dólar

O dólar encerrou a semana em queda. A moeda norte-americana perdeu 0,21% e passou a valer R$ 5,2451.

  • segunda-feira (9): +0,21% a R$ 5,2473
  • terça-feira (10): -0,96% a R$ 5,1967
  • quarta-feira (11): +0,47% a R$ 5,2212
  • quinta-feira (12): +0,67% a R$ 5,2564
  • sexta-feira (13): -0,21% a R$ 5,2451
  • semana: +0,18%

Euro

  • segunda-feira (9): -0,14% a R$ 6,1421
  • terça-feira (10): -0,99% a R$ 6,0811
  • quarta-feira (11): +0,72% a R$ 6,1250
  • quinta-feira (12): +0,60% a R$ 6,1615
  • sexta-feira (13): +0,44% a R$ 6,1888
  • semana: +0,62%

Criptomoedas*

  • Bitcoin: +8,61% a R$ 248.705,17
  • Ethereum: +8,67% a R$ 17.128,55
  • Tether: +1,84% a R$ 5,25
  • Cardano: +16,59% a R$ 10,63
  • Binance: +5,95% a R$ 2.101,48

*(variação nas últimas 24h – corte: 17h)

Bolsa em Nova York e cenário mundial

As ações em Nova York se mexeram pouco, e ficaram em torno da estabilidade nesta sexta. Os investidores digeriram dados econômicos mistos.

A notícia de assustar veio mesmo da Universidade de Michigan, que divulgou que a confiança do consumidor local caiu nos primeiros quinze dias de agosto. O Índice de Sentimento do Consumidor atingiu 70,2 pontos. No mês anterior, havia sido de 81,2 pontos. A culpa pode ser da amedrontadora variante delta da Covid-19, mais infecciosa e, ao que parece, mais letal.

Os dados da pesquisa da universidade mostrou ainda que o dado ficou abaixo do esperado.

O economista-chefe do Consumers, Richard Curtin, ressalta que os dados mostram uma “impressionante” perda de confiança na primeira quinzena do mês. O nível ficou pouco abaixo de abril de 2020, quando chegou a 71,8 pontos.

De acordo com ele, nos últimos 50 anos, a expectativa do consumidos havia registrado perdas em apenas seis outras pesquisas. Todas ligadas a mudanças bruscas e negativas da economia.

Já o Índice de Expectativas do Consumidor atingiu 65,2 pontos, abaixo do mês anterior. Em julho, o índice atingiu 79 pontos. Há um ano, havia sido de 68,5 pontos.

O relatório da universidade disse: “Os consumidores raciocinaram corretamente que o desempenho da economia diminuirá nos próximos meses, mas o aumento extraordinário de avaliações econômicas negativas também reflete uma resposta emocional, principalmente de esperanças frustradas de que a pandemia acabaria em breve.”

Na quinta-feira, o Departamento do Trabalho disse que os pedidos de seguro-desemprego semanais chegaram a 375 mil na semana passada, igualando as estimativas e diminuindo pela terceira semana consecutiva.

Não só a variante delta da Covid-19 atemoriza os norte-americanos. A inflação também é vilã nesse filme de terror.

Ontem, o governo soltou o Índice de Preços ao Produtor (IPP, ou PPI na sigla em inglês) dos EUA, que subiu 1% em julho, repetindo a leitura de junho e ficando acima da projeção de 0,6%. Na comparação anual, a alta é de 7,8%, também acima da expectativa de 7,3%.

o Índice de Preços ao Consumidor veio abaixo da projeção, o que sinalizou uma possível desaceleração dos preços, o que não foi confirmado nos preços aos produtores de hoje.

O núcleo do IPP, que exclui itens voláteis, como alimentos e energia, também subiu 1% – a projeção era de 0,5%.

O IPP mede as pressões sobre os preços antes que cheguem aos consumidores. A alta é a mais forte em 12 meses, desde que a série histórica teve início, em novembro de 2010.

Já a prévia da Eurostat mostra que, a Zona do Euro ampliou suas exportações com o resto do mundo para 209,9 bilhões de euros no mês de junho, sendo 23,8% superior ao mesmo mês de 2020. Como resultado, atingiu superávit de 18,1 bilhões de euros no mês.

De acordo com o levantamento, as importações do resto do mundo ficaram em 191,8 bilhões de euros, um aumento de 28,2% em comparação com junho de 2020, que foi de 149,6 bilhões de euros.

Já o comércio entre os próprios países membros do bloco, cresceu para 188,0 bilhões de euros em junho de 2021. Isto representa uma elevação de 24,6% em comparação com junho do ano passado.

“Indiscutivelmente, os mercados estão agora mais focados na situação em relação à Covid-19 e, em particular, a disseminação da variante Delta”, disse Xian Chan, diretor de investimentos para gestão de fortunas do HSBC, em uma nota reproduzida pela CNBC. “Mas, independentemente de onde você olhe, a visão geral (e esperança) é que o amplo sucesso dos programas de vacinação permitirá que a história de recuperação continue no segundo semestre deste ano”.

Nova York (sexta-feira)

  • S&P 500: +0,16%
  • Nasdaq: +0,04%
  • Dow Jones: +0,05%

Nova York (semana)

  • S&P 500: +0,71%
  • Nasdaq: -0,10%
  • Dow Jones: +0,87%

Europa (sexta-feira)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +0,08%
  • DAX (Alemanha): +0,25%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +0,35%
  • CAC (França): +0,20%
  • IBEX 35 (Espanha): +0,23%
  • FTSE MIB (Itália): +0,36%

Europa (semana)

  • Euro Stoxx 600 (Europa): +1,32%
  • DAX (Alemanha): +1,37%
  • FTSE 100 (Reino Unido): +1,34%
  • CAC (França): +1,16%
  • IBEX 35 (Espanha): +1,36%
  • FTSE MIB (Itália): +2,51%

Ásia e Oceania (sexta-feira)

  • Shanghai (China): -0,24%
  • SZSE Component (China): -0,69%
  • China A50 (China): +0,06%
  • DJ Shanghai (China): -0,13%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): -0,48%
  • SET (Tailândia): -0,29%
  • Nikkei (Japão): -0,14%
  • ASX 200 (Austrália): +0,54%
  • Kospi (Coreia do Sul): -1,16%

Ásia e Oceania (semana)

  • Shanghai (China): +1,68%
  • SZSE Component (China): -0,19%
  • China A50 (China): +2,06%
  • DJ Shanghai (China): +1,88%
  • Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,81%
  • SET (Tailândia): +0,43%
  • Nikkei (Japão): +0,56%
  • ASX 200 (Austrália): +1,20%
  • Kospi (Coreia do Sul): -3,03%

Brasil: ambiente político e econômico

Não é sempre que se tem uma sexta-feira (13) e o povo adora toda a mítica que envolve a data: seres das trevas, a escuridão, o terror, os sustos, as brincadeiras de azar.

Mas nada disso pôde ser visto no IBC-Br, Índice de atividade econômica de junho, considerado uma prévia do PIB, que o Banco Central (BC) divulgou hoje.

O indicador avançou 1,14% em junho, ante projeção de alta de 0,50% na margem. Em maio, houve recuo de 0,43%.

Na comparação anual, o IBC-Br subiu 9,07%.

No trimestre, o recuo é de 0,12%, com alta de 13,17% em comparação com o mesmo trimestre similar do ano passado. No ano, a alta é de 7,01% e, em 12 meses, 2,33%.

O Itaú-Unibanco (ITUB4) reviu alguns indicadores da economia. Segundo matéria do Valor Econômico, o banco estima um PIB de 1,5% para o ano que vem.

No entanto, o banco manteve as estimativas para a inflação em 6,9% em 2021, com pico em 12 meses de 9,3% em agosto, e 3,9% no próximo ano.

No campo das novidades, a exemplo do que já acontece em outros países, a tecnologia do Open Banking promete revolucionar o mercado financeiro brasileiro e facilitar a vida da população. A segunda fase da tecnologia começou hoje.

A primeira fase do projeto foi implantada em fevereiro deste ano. Nesse momento, as instituições financeiras compartilharão entre si informações sobre produtos, canais de atendimento e taxas praticadas. Ao serem comparados esses itens, será possível desenvolver soluções que aumentem a competitividade dos serviços financeiros.

O Open Banking é um conjunto de processos que permitirá o compartilhamento de informações de clientes entre as instituições financeiras. Atualmente, quem tem a posse dos dados dos clientes são os bancos. No entanto, o projeto parte da premissa de que o cliente é o verdadeiro dono das informações a seu respeito, e tem o direito de compartilhá-las com quem desejar.

Como no Brasil nada é um mar de rosas, quem tomou deu um susto no governo hoje foi o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, que autorizou a instalação de nova investigação contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido).

De acordo com o jornal O Globo, ministro do STF acolheu pedido feito pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para apurar divulgação de informações sobre ataque hacker em 2018.

Segundo o Estadão, a investigação envolve ainda o vazamento de inquérito sigiloso da PF, por Bolsonaro, sobre o TSE. De acordo com a Folha de S.Paulo, o documento havia sido classificado como sigiloso.

Bolsa: ações

Das 84 ações negociadas na bolsa, 42 subiram e as outras 42 caíram em relação à sessão anterior.

Mais negociadas

  • Petrobras (PETR4): R$ 29,35 (+0,86%)
  • Vale (VALE3): R$ 108,30 (-0,82%)
  • B3 (B3SA3): R$ 14,64 (+5,40%)
  • Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 30,78 (+1,35%)
  • Bradesco (BBDC4): R$ 23,23 (+0,48%)

Maiores altas

  • CPFL (CPFE3): R$ 26,42 (+8,28%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 20,79 (+7,28%)
  • Hering (HGTX3): R$ 40,57 (+5,40%)
  • B3 (B3SA3): R$ 14,64 (+5,40%)
  • Energisa (ENGI11): R$ 43,35 (+5,35%)

Maiores baixas

  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 5,97 (-9,13%)
  • Americanas (AMER3): R$ 43,14 (-7,88%)
  • Via (VVAR3): R$ 11,30 (-6,38%)
  • Magazine Luiza (MGLU3): R$ 20,27 (-3,34%)
  • Qualicorp (QUAL3): R$ 18,96 (-2,97%)

Maiores altas da semana

  • Hering (HGTX3): R$ 40,57 (+9,06%)
  • Embraer (EMBR3): R$ 20,79 (+8,11%)
  • Hapvida (HAPV3): R$ 15,35 (+7,64%)
  • Notre Dame Intermédica (GNDI3): R$ 84,23 (+6,10%)
  • CPFL (CPFE3): R$ 26,42 (+5,60%)

Maiores baixas da semana

  • Assaí (ASAI3): R$ 17,70 (-79,79%)
  • Qualicorp (QUAL3): R$ 18,96 (-23,52%)
  • Lojas Americanas (LAME4): R$ 5,97 (-11,16%)
  • Banco Inter (BIDI11): R$ 65,65 (-9,05%)
  • Ultrapar (UGPA3): R$ 15,59 (-8,83%)

Outros índices brasileiros

  • IBrX 100: +0,25% (sexta-feira) | -1,36% (semana) (52.361,28 pontos)
  • IBrX 50: +0,21% (sexta-feira) | -1,18% (semana) (20.488,74 pontos)
  • IBrA: +0,16% (sexta-feira) | -1,31% (semana) (4.936,83 pontos)
  • SMLL: -0,25% (sexta-feira) | -2,32% (semana) (2.867,97 pontos)
  • IFIX: +0,69% (sexta-feira) | -1,35% (semana) (2.741,11 pontos)
  • BDRX: +0,05% (sexta-feira) | +0,66% (semana) (13.713,29 pontos)

Commodities

Petróleo Brent (outubro)/barril

  • segunda-feira (9): -2,35% (US$ 69,04)
  • terça-feira (10): +2,30% (US$ 70,63)
  • quarta-feira (11): +1,15% (US$ 71,44)
  • quinta-feira (12): -0,18% (US$ 71,31)
  • sexta-feira (13): -1,00% (US$ 70,59)
  • semana: -0,08%

Petróleo WTI (setembro)/barril

  • segunda-feira (9): -2,64% (US$ 66,48)
  • terça-feira (10): +2,72% (US$ 68,29)
  • quarta-feira (11): +1,40% (US$ 69,25)
  • quinta-feira (12): -0,23% (US$ 69,09)
  • sexta-feira (13): -0,94% (US$ 68,44)
  • semana: +0,31%

Ouro (dezembro)/onça-troy

  • segunda-feira (9): -1,85% (US$ 1.730,55)
  • terça-feira (10): +0,26% (US$ 1.730,95)
  • quarta-feira (11): +1,35% (US$ 1.755,15)
  • quinta-feira (12): -0,09% (US$ 1.751,80)
  • sexta-feira (13): +1,50% (US$ 1.778,20)
  • semana: +1,17%

Prata (setembro)/onça-troy

  • segunda-feira (9): -3,73% (US$ 23,42)
  • terça-feira (10): -0,32% (US$ 23,34)
  • quarta-feira (11): +0,71% (US$ 23,56)
  • quinta-feira (12): -1,38% (US$ 23,17)
  • sexta-feira (13): +2,61% (US$ 23,72)
  • semana: -2,11%

Com Wisir Research, BDM e CNBC