A bolsa de valores fechou a semana no positivo: mais 1,81%, com 116.221,58 pontos. Semana passada, o acumulado da semana ficou negativo em 0,90%. Nesta sexta-feira (19), o ganho foi de 1,21%, após um início claudicante, que acabou impulsionado pelo bons ventos que passaram a soprar, durante o dia, de Wall Street.
Por lá, os Treasuries ainda preocupam, mas não o suficiente para derrubar os índices, como se viu hoje. Por aqui, a preocupação se dá no campo sanitário, cada vez mais, com a pandemia avançando a números tenebrosos de quase 3 mil mortos diários e nenhuma perspectiva de mudança em vista.
Houve ainda a esperada mudança no comando do Banco do Brasil (BBAS3), mas que mexeu pouco nas ações.
Hoje, o Ibovespa apresentou na mínima 114.610,07 pontos (-0,20%); e na máxima, 116.446,09 pontos (+1,40%).
O volume financeiro negociado foi de R$ 40,278 bilhões.
Confira a evolução do Ibovespa na semana, em cada fechamento de sessão:
- segunda-feira (15): +0,60% (114.850,74 pontos)
- terça-feira (16): -0,72% (114.018,78 pontos)
- quarta-feira (17): +2,22% (116.549,44 pontos)
- quinta-feira (18): -1,47% (114.835,43 pontos)
- sexta-feira (19): +1,21% (116.221,58 pontos)
- semana: +1,81%
- março: +5,62%
- 2021: -2,35%
Dólar
O dólar caiu ainda mais hoje. A moeda norte-americana recuou 1,51%, valendo R$ 5,4853.
- segunda-feira (15): +1,44% a R$ 5,6395
- terça-feira (16): -0,36% a R$ 5,6191
- quarta-feira (17): -0,59% a R$ 5,5861
- quinta-feira (18): -0,30% a R$ 5,5695
- sexta-feira (19): -1,51% a R$ 5,4853
- semana : -1,32% a R$ 5,4853
Euro
- segunda-feira (15): +0,94% a R$ 6,7052
- terça-feira (16): -0,07% a R$ 6,6933
- quarta-feira (17): -0,09% a R$ 6,6876
- quinta-feira (18): -0,93% a R$ 6,6252
- sexta-feira (19): -1,52% a R$ 6,5248
- semana: -1,57% a R$ 6,5248
Bolsa em Nova York e cenário mundial
O Federal Reserve (Fed), que é o banco central dos Estados Unidos, se recusou hoje a estender uma regra que expira no final do mês que relaxou a taxa de alavancagem suplementar para os bancos, durante a pandemia. A regra que permite aos bancos manter menos capital contra os títulos do Tesouro e outras participações foi implementada para acalmar o mercado de títulos durante a crise e encorajar os bancos a emprestar.
A decisão pode ter alguns efeitos adversos, se em resposta os bancos venderem alguns de seus títulos do Tesouro. Isso poderia elevar os rendimentos ainda mais, em um momento em que o rápido aumento das taxas já está incomodando os investidores.
O dia foi volátil, e mesmo com essa decepção dos investidores, os índices flutuaram e acabaram saindo do negativo para o positivo.
É que os rendimentos dos títulos recuperaram de suas mínimas após o anúncio. O rendimento do Tesouro de 10 anos ficou estável em 1,73%. A taxa de referência começou 2021 abaixo de 1%. (1 ponto base é igual a 0,01%).
O aumento dos rendimentos dos títulos, que pode sinalizar confiança sobre a recuperação econômica, também pode fazer com que as ações de alto crescimento pareçam menos atraentes para os investidores, ao diminuir o valor de seus fluxos de caixa futuros.
Na Europa, as ações começaram o dia com uma transferência fraca da Ásia-Pacífico, cujos mercados ficaram majoritariamente no vermelho.
Após sua última reunião de política monetária, o Banco do Japão anunciou uma série de medidas que incluíram o alargamento do intervalo em que o rendimento dos títulos do governo japonês de 10 anos pode flutuar do nível da meta para em torno de 0,25%.
Com relação aos dados, o sentimento do consumidor britânico atingiu a maior alta em um ano, de acordo com uma pesquisa da GfK, com esperanças de uma recuperação econômica iminente crescente, à medida que o país busca emergir de medidas de bloqueio em todo o país nos próximos meses. É o efeito vacinação ampla mais lockdown efetivo.
Nova York (sexta-feira)
- S&P: -0,06%
- Nasdaq: -0,76%
- Dow Jones: -0,71%
Nova York (semana)
- S&P: -0,76%
- Nasdaq: -0,79%
- Dow Jones: -0,46%
Europa (sexta-feira)
- Euro Stoxx 600 (Europa): -0,79%
- DAX (Alemanha): -1,05%
- FTSE 100 (Reino Unido): -1,05%
- CAC (França): -1,07%
- IBEX 35 (Espanha): -1,53%
- FTSE MIB (Itália): -0,66%
Europa (semana)
- Euro Stoxx 600 (Europa): +0,10%
- DAX (Alemanha): +0,82%
- FTSE 100 (Reino Unido): -0,78%
- CAC (França): -0,80%
- IBEX 35 (Espanha): -1,75%
- FTSE MIB (Itália): +0,36%
Ásia e Oceania (sexta-feira)
- Shanghai (China): -1,69%
- SZSE Component (China): -2,56%
- China A50 (China): -3,08%
- DJ Shanghai (China): -1,88%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): -1,41%
- SET (Tailândia): -0,31%
- Nikkei (Japão): -1,41%
- ASX 200 (Austrália): -0,56%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,86%
Ásia e Oceania (semana)
- Shanghai (China): -1,40%
- SZSE Component (China): -2,09%
- China A50 (China): -3,05%
- DJ Shanghai (China): -1,82%
- Hang Seng HSI (Hong Kong): +0,87%
- SET (Tailândia): -0,27%
- Nikkei (Japão): +0,25%
- ASX 200 (Austrália): -0,87%
- Kospi (Coreia do Sul): -0,49%
Brasil: ambiente político e econômico
O país agora conta mais de 2 mil mortos diariamente como algo corriqueiro. E beira os 3 mil. A crise humanitária é clara. Mas ela acarreta diretamente uma crise social e econômica.
Mais e mais cidades estão caminhando em direção ao lockdown, que os infectologistas garantem que deveria ter sido adotado em março e abril, na primeira onda, e em novembro e dezembro, no começo da segunda. Agora, com a vaca já atrolada no brejo, tenta-se salvar o que é possível, mas todas as regiões do Brasil estão perto dos 100% de ocupação de leitos de Unidade de Terapia Intensiva (UTI).
Faltam leitos, tem gente morrendo em chão de hospital (em chão, não em maca), mas a situação é pior.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) anunciou que irá publicar medidas regulatórias emergenciais para enfrentar a escassez de medicamentos para intubação e suporte ventilatório de pacientes graves: “tais medidas, em face da ameaça sanitária, irão desde a flexibilização de critérios até a possibilidade de importação direta de insumos por parte de hospitais e redes hospitalares privadas, passando pela máxima agilização dos processos”.
O alerta já havia sido dado ontem (18), pela colunista Mônica Bergamo, da Folha de S. Paulo. Faltam leitos, faltam respiradores, faltam médicos e enfermeiros para operar e, para agravar, faltam medicamentos.
Por incrível que pareça, o novo ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse “pretende ir aos hospitais numa espécie de blitz para conferir pessoalmente se as UTIs estão lotadas e se as pessoas estão mesmo morrendo de Covid — Bolsonaro já botou essas informações em dúvida”. As informações são do jornalista Lauro Jardim, em sua coluna de O Globo.
“Pelas conversas que tem tido com médicos será uma versão 2.0 de Eduardo Pazuello. Seguirá as orientações muito particulares de Jair Bolsonaro na área sanitária. Uma versão de jaleco do ‘um manda e o outro obedece'”, escreveu Jardim.
A suposição de que os brasileiros estão sendo governados por um grupo insano de Whatsapp não parece ser muito longe da realidade.
Outra notícia que mexeu no mercado foi a já aguardada a saída de André Brandão da presidência do Banco do Brasil. O processo de fritura demorou mais de dois meses, desde que o banco anunciou uma reestruturação que não agradou o presidente da República Jair Bolsonaro (sem partido).
A proposta era fechar 361 unidades, entre agências, postos de atendimento e escritórios, esperando a demissão voluntária de 5 mil funcionários.
O novo presidente do Banco do Brasil será Fausto Ribeiro, atual diretor-presidente da BB Administradora de Consórcios. Ele sucederá a André Brandão, que renunciou hoje (18), depois de menos de seis meses no comando da instituição.
O Ministério da Economia confirmou a indicação de Ribeiro ontem à noite (18). Servidor de carreira do Banco do Brasil desde 1988, o futuro presidente assumirá o cargo em 1º de abril. Ele será o terceiro presidente da instituição no atual governo, depois de Rubem Novaes, que ficou no cargo de janeiro de 2019 a setembro de 2020, e de Brandão.
Na seara política, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, jogou um verdadeiro balde de água fria em todos que esperam por uma tramitação rápida da reforma tributária.
Ontem, Lira afirmou que a discussão em torno do tema, que deve ser apresentado à Casa em breve pelo relator Aguinaldo Ribeiro (PP-PB), não será simples.
Segundo Arthur Lira, as conversas para a aprovação da reforma tributária devem consumir “de seis a oito meses”, tempo que torna praticamente inviável a aprovação da matéria ainda em 2021.
Já a leitura prévia da Sondagem da Indústria de março, medida pela FGV, aponta queda de 4 pontos no índice de confiança (103,9 pontos) na comparação com o mês anterior. Se o resultado se confirmar, será a terceira queda consecutiva. Vale lembrar que, um ano atrás, no início da pandemia, a leitura era de 97,5 pontos e que, em abril, cairia para 58,2 pontos.
A queda, avaliam os pesquisadores, acontece devido a uma piora na situação corrente e a uma diminuição das expectativas em relação aos próximos meses.
Bolsa: ações
Das 81 ações negociadas na bolsa, 68 subiram e as outras 13 caíram em relação à sessão anterior.
Mais negociadas
- Vale (VALE3): R$ 94,78 (-1,44%)
- Bradesco (BBDC4): R$ 26,74 (+1,02%)
- Petrobras (PETR4): R$ 24,00 (+3,27%)
- Magazine Luiza (MGLU3): R$ 22,29 (+0,04%)
- Itaú Unibanco (ITUB4): R$ 28,21 (+0,21%)
Maiores altas
- Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 28,31 (+13,24%)
- SulAmerica (SULA11): R$ 39,55 (+8,71%)
- CVC (CVCB3): R$ 18,55 (+6,85%)
- PetroRio (PRIO3): R$ 93,93 (+6,50%)
- BRMalls (BRML3): R$ 9,57 (+6,10%)
Maiores baixas
- CSN (CSNA3): R$ 35,61 (-3,86%)
- Assai (ASAI3): R$ 71,34 (-2,61%)
- Suzano (SUZB3): R$ 74,00 (-1,73%)
- Eletrobras (ELET3): R$ 33,22 (-1,72%)
- Klabin (KLBN11): R$ 28,25 (-1,57%)
Maiores altas da semana
- SulAmerica (SULA11): R$ 39,55 (+24,57%)
- Pão de Açúcar (PCAR3): R$ 28,31 (+13,69%)
- Copel (CPLE6): R$ 6,99 (+10,95%)
- Sabesp (SBSP3): R$ 42,84 (+10,84%)
- Braskem (BRKM5): R$ 37,18 (+10,23%)
Maiores baixas da semana
- Magazine Luiza (MGLU3): R$ 22,29 (+9,28%)
- Gol (GOLL4): R$ 21,49 (-5,66%)
- CSN (CSNA3): R$ 35,61 (-5,34%)
- Klabin (KLBN11): R$ 28,25 (-2,85%)
- Vale (VALE3): R$ 94,78 (-2,69%)
Outros índices brasileiros
- IBrX 100: +1,00% (sexta-feira) | +1,45% (semana) (49.702,79 pontos)
- IBrX 50: +0,93% (sexta-feira) | +1,17% (semana) (19.291,02 pontos)
- IBrA: +1,09% (sexta-feira) | +1,60% (semana) (4.657,90 pontos)
- SMLL: +2,48% (sexta-feira) | +2,12% (semana) (2.794,73 pontos)
- IFIX: +0,37% (sexta-feira) | -0,67% (semana) (2.819,14 pontos)
- BDRX: -1,24% (sexta-feira) | -2,03% (semana) (12.582,27 pontos)
Commodities
- Brent (para maio): US$ 64,53 (+1,98%)
- WTI (para abril): US$ 61,44 (+2,30%)
- Ouro (abril): US$ 1.741,70 (+0,53%)
Com Wisir Research, BDM e CNBC