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Bolsa volta do circuit breaker mas ainda tem forte queda, de 8,7%

Bolsa volta do circuit breaker mas ainda tem forte queda, de 8,7%

A bolsa de valores brasileira voltou do circuit breaker ainda em forte queda e ficou alguns minutos sob risco de nova paralisação. A desvalorização às 12h455 estava em 8,7%, aos 75.391 pontos.

A bolsa acompanha movimento das bolsas de todo o mundo, que reagem aos efeitos da pandemia de coronavírus sobre a economia global.

As ações da Smiles (SMLS3) lideravam as quedas, com -32,8%; seguidas da Sul America (SULA11), -20,51%; CVC (CVCB3), -19,15%; Azul (AZUL4), -18,49%; e Natura (NTCO3),-17,94%.

As menores perdas estavam por conta de Itaú Unibanco (ITUB4), -2,86%; B2W (BTOW3), -3,05%; Pão de Açúcar (PCAR3), -3,56%; e Itaúsa (ITSA4).

O dólar está em trajetória de alta. Às 12h30 era cotado a R$ 4,9481 na compra e a R$ 4,9496 na venda, uma alta de 2,77%.

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Exterior

As bolsas de Nova York, após um duplo acionamento do circuit breaker, seguiam em forte queda, perto das 12h35. Dow com -7,65%; S&P, -6,57%; e Nasdaq, -6,53%.

As negociações foram interrompidas por 15 minutos logo após a abertura, com uma queda de 8,14% no S&P 500. Essa foi a terceira vez na última semana que a paralisação foi acionada.

Antes da abertura, os contratos futuros vinculados às principais médias atingiam seus níveis de “limite inferior”, o que significa que eles não podiam negociar abaixo desse limite.

Esses limites – juntamente com circuit breaker na sessão ordinária – são impostos pelas bolsas para manter um comportamento ordenado do mercado.

Veja abaixo as maiores quedas já registradas pelo Dow Jones, segundo a CNBC.

Bolsas-queda

Na sessão desta segunda-feira, o S&P 500 caiu 11,4%, enquanto o Dow perdeu mais de 12% antes. O Nasdaq caiu brevemente 11,7%, destacou a CNBC.

Em relação às cotações do final de fevereiro, o S&P 500 e o Nasdaq recuavam mais de 26%, enquanto o Dow estava 28% abaixo do nível mais alto desde o mês passado.

Fed

Os mercados não reagiram bem à nova ação emergencial do Federal Reserve (Fed), banco central norte-americano. Na noite de domingo, 15, o Fed reduziu para zero a taxa básica de juros e lançou um enorme programa de flexibilização.

Foi o segundo corte na taxa de juros em menos de duas semanas. A decisão era aguardada para quarta-feira, durante reunião do Federal Open Market Committee (Fomc).

Petróleo

O petróleo também despencava. O barril tipo brent para maio tinha queda de 9,13%, cotado a US$ 30,67, enquanto o WTI para abril recuava 5,52% a US$ 29,86.

Focus

Mais cedo, as instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) reduziram a projeção para a inflação, bem como a estimativa de crescimento da economia.

Conforme o boletim Focus, a projeção para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país) caiu de 1,99% para 1,68% em 2020. Trata-se da quinta redução consecutiva.

Já a estimativa das instituições financeiras compreendendo o período 2021, 2022 e 2023, permanece em 2,50%.

A estimativa para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), passou de 3,20% para 3,10%.

O mercado prevê que o IPCA feche 2021 em 3,65%, diferentemente da projeção anterior, de 3,75%. Já para 2022 e 2023, os analistas indicaram que o IPCA encerre em 3,50%.

O intervalo de tolerância para cada ano é 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo, ou seja, em 2020, por exemplo, o limite mínimo da meta de inflação é 2,5% e o máximo, 5,5%.

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 4,25% ao ano.

Este foi outro indicador que o mercado reduziu. Conforme o boletim, o índice deve fechar o ano em 3,75%. Em 2021, a expectativa é de aumento da taxa básica, encerrando o período em 5,25% ao ano.