O setor de usinas de cana de açúcar pediu e o BNDES atendeu. Nesta quinta-feira, a instituição lançou uma linha de crédito para ajudar na recuperação das perdas com venda de etanol.
O setor, assim como o do petróleo, foi bastante afetado pela pandemia de coronavírus no Brasil. Por conta disso, o BNDES criou um programa de crédito para capital de giro vinculado à estocagem do etanol e que pode chegar a R$ 3 bilhões.
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Em nota divulgada à imprensa, o Banco Nacional do Desenvolvimento informou que arcará com 50% dos contratos de financiamento – R$ 1,5 bilhão.
“A ação conjunta com bancos comerciais pode elevar o apoio ao setor, portanto, a mais de R$ 3 bilhões”.
O financiamento
O BNDES explicou que o financiamento poderá ser obtido diretamente com o banco, com agentes financeiras ou de forma mista.
O Programa BNDES de Apoio ao Setor Sucroalcooleiro disponibilizará crédito de R$ 10 milhões e R$ 200 milhões, limitados a 50% do valor do financiamento, e estará disponível para empresas, cooperativas e empresários individuais com receita operacional bruta igual ou superior a R$ 300 milhões.
O prazo de pagamento é de até dois anos, com carência que pode chegar a 12 meses e os pedidos para apresentação dos estoques de combustível como garantia dos empréstimos poderão ser protocolados até 30 de setembro.
A justificativa

De acordo com nota emitida pelo BNDES, o setor do etanol no Brasil é responsável pela geração de 1 milhão de empregos no interior do País e pela geração de US$ 10 bilhões em exportações por ano.
Os benefícios de se ter um assessor de investimentos
As vendas em 2020, depois do início da pandemia, despencaram em mais de 40%, o que justifica, de acordo com o órgão, a criação da linha de crédito para o setor.
O BNDES justificou que “a medida dará fôlego às usinas para enfrentar esse período e diminuirá o risco de desabastecimento energético no momento do reaquecimento econômico”.
Outros setores
Além do socorro ao setor do etanol, o BNDES tem atuado para tentar ajudar a reaquecer a economia do Brasil em outras frentes durante a pandemia.
O banco já negociou auxílio ao setor aéreo, às indústrias automobilísticas e de energia, além de ter oferecido R$ 20 bilhões em garantias para micros e pequenas empresas e a revisão na linha de crédito que financia folhas de pagamentos.
Captação externa
O BNDES também divulgou nesta quinta-feira que prepara a captação externa de US$ 3,5 bilhões junto a organismos multilaterais com o objetivo de aumentar a liquidez da instituição para sustentar investimentos, sobretudo na área de infraestrutura.
A ideia é concluir a operação em três meses e, para isso, espera contar com o aval do Tesouro Nacional para envolver Banco Mundial (Bird), Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e o Novo Banco de Desenvolvimento dos Brics (NDB) na transação.
De acordo com o jornal Valor Econômico, o financiamento terá garantia total da União.
*Com informações da Reuters e Folha de S.Paulo
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