A B3 (B3SA3) registrou um lucro líquido recorrente de R$ 864,5 milhões no quarto trimestre do ano passado, um desempenho 20,9% superior ao observado no mesmo período de 2018.
Já o lucro líquido atribuído aos acionistas subiu 25,8%, para R$ 733,4 milhões, “refletindo a melhora na performance operacional, parcialmente compensada por um aumento do imposto de renda e contribuição social”.
Enquanto isso, o lucro líquido recorrente ajustado pelo benefício fiscal do ágio avançou 17,9%, para R$ 984,2 milhões.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) recorrente somou R$ 1,179 bilhão, incremento de 29,1% – com margem de 74,7% (+5,1 p.p.).
O resultado financeiro foi positivo em R$ 36 milhões, retração de 5,5%.
Operacional
A receita líquida subiu 20,2% no quarto trimestre, para R$ 1,578 bilhão, enquanto as despesas se mantiveram estáveis, em R$ 656,6 milhões.
A receita total atingiu R$ 1,758 bilhão no quarto trimestre, alta de 21%. O segmento listado cresceu 30%, a R$ 1,157 bilhão.
No segmento listado, a receita com ações e instrumentos de renda variável representou 43% do total, somando R$750,4 milhões (+30%).
No segmento balcão, a receita somou R$ 291,6 milhões (17% do total), alta de 15%. Instrumentos de renda fixa avançaram 15%, a R$ 195 milhões; e derivativos, +18%, a R$ 51,6 milhões.
2019
No acumulado do ano de 2019, o lucro líquido somou R$ 2,713 bilhões, alta de 29,9%. Já o lucro líquido recorrente avançou 22,9%, para R$ 3,237 bilhões.
O Ebitda recorrente subiu 24,4%, a R$ 4,259 bilhões, enquanto a margem recorrente ficou em 72,1% (+1,2 p.p.).
Em mensagem no balanço, o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, destacou os novos recordes de volumes no mercado de ações e de derivativos listados.
Apenas no quarto trimestre, ofertas de ações (IPOs e follow-ons) somaram mais de R$32 bilhões, com a maior parte desse capital para financiar planos de crescimento de companhias brasileiras.
“Estamos satisfeitos com nosso papel nesse cenário, com total suporte à expansão das atividades de nossos clientes, provendo uma plataforma robusta e confiável, combinado a um conjunto completo de produtos e serviços”, escreveu.
Dividendos
O vice-presidente Financeiro, Corporativo e de Relações com Investidores da B3, Daniel Sonder, destacou que o crescimento da receita levou a B3 a gerar aproximadamente R$ 3 bilhões de caixa em 2019, “o qual foi totalmente distribuído através de dividendos e JCP”.
A linha de Imposto de renda e contribuição social totalizou R$ 225,6 milhões no quarto trimestre, impactadada pela distribuição de juros sobre capital próprio (JCP) no montante de R$ 389,0 milhões.
Segundo a empresa, o imposto corrente atingiu R$ 82,5 milhões, e inclui R$ 1,9 milhões com impacto caixa. A linha de imposto de renda e contribuição social diferidos foi de R$ 143,1 milhões, sem impacto caixa.
Esse montante é composto, principalmente, pela diferença temporária da amortização fiscal do ágio, no quarto trimestre, de R$ 119,6 milhões e pela criação de imposto diferido no montante de R$ 23,5 milhões (negativo), relacionado principalmente a reversão de créditos fiscais
Dívida
O endividamento bruto da companhia ao final do quarto trimestre somava R$ 4,1 bilhões (45% de longo prazo e 55% de curto prazo), o que corresponde a 1 vez o Ebitda recorrente dos últimos 12 meses.
“A posição de dívida bruta inclui o montante principal da dívida mais juros acumulados, assim como o valor líquido dos derivativos utilizados para proteger a dívida em dólar da variação cambial”, informou.
Recompra de ações
A B3 anunciou ainda a aprovação de um programa de recompra de ações, prevendo uma quantidade máxima de até 21.700.000 de ações ordinárias.
Segundo a empresa, a companhia conta com 2.057.440.573 ações livres no mercado e 12.130.238 ações em tesouraria, com base em 28 de fevereiro.
O prazo máximo para a aquisição das ações é de 359 dias corridos, contados a partir de 6 de março de 2020, tendo como termo final o dia 28 de fevereiro de 2021.






