O Ibovespa opera em alta de 0,83%, aos 107.128 pontos nesta quinta-feira (19), na contramão dos mercados do exterior.
O Ministério da Economia revisou a projeção da inflação oficial, medida por meio do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), para 7,9% em 2022. A última projeção, que foi feita em março, era de 6,55%. Os dados foram divulgados, na tarde desta quinta-feira (19), durante o Boletim Macroeconômico organizado pela Secretaria de Política Econômica.
No Brasil, o dia é de agenda fraca, apenas com divulgação da segunda prévia de maio do IGP-M, inflação do aluguel, pela FGV, que desacelerou, de 1,85% da mesma leitura do mês de abril, para 0,39%.
Sendo assim, o grande tema continua sendo a privatização da Eletrobras (ELET3, ELET6).
Ontem (18) por 7 votos a 1, o TCU aprovou o processo de privatização da empresa. Esta é a primeira grande estatal a ser negociada durante o governo Bolsonaro, que tinha como objetivo fazer a oferta de ações até o dia 13. Os planos foram adiados, mas estima-se que o processo aconteça entre os meses de junho e agosto.
Os investidores poderão utilizar até 50% do saldo do FGTS para adquirir ações da empresa, via fundos mútuos de privatização, dispositivo criado em 2000 e usado nas privatizações de Petrobras e Vale.
Também repercute a fala de Bruno Serra, do BC, afirmando que acredita que o cenário de combate à inflação no Brasil deve ficar mais positivo nos próximos meses, mas que ainda é cedo para reverter o atual ciclo contracionista de alta da Selic, a taxa básica de juros.
A Selic foi elevada para 12,75% ao ano no começo de maio e deve subir mais meio ponto, para 13,25%, na próxima decisão do Copom, em 15 de junho.
Para a EQI Asset, a expectativa é de mais duas altas de 0,5%, com Selic final atingindo 13,75% ao ano.
No campo político, a escolhida da terceira via para concorrer à presidência deverá ser Simone Tebet, segundo informam os principais jornais.
Mercados do exterior
Os mercados operam em queda na manhã desta quinta-feira (19), dando sequência à aversão ao risco observada na quarta, quando o Dow Jones sofreu sua maior queda em um dia desde 2020, fechando com recuo de 3,57%.
S&P e Nasdaq também caíram mais de 4%. As perdas foram impulsionadas por resultados ruins na temporada de balanços do primeiro trimestre, de grandes varejistas como Target e Walmart, mas também pelo receio global com a inflação e uma possível recessão mais à frente.
Vale lembrar que, em seu último discurso, Jerome Powell, presidente do BC americano, afirmou que uma alta de 0,5% nos juros já está na mesa para junho. E que será preciso fazer de tudo para conter a inflação, o que acende o alerta de altas mais significativas depois disso.
No Reino Unido, a inflação chegou a uma alta de 9% em abril, a maior em 40 anos.
Os Estados Unidos registraram 218 mil pedidos iniciais por seguro-desemprego na segunda semana de maio, segundo os dados publicados hoje (19) pelo Departamento do Trabalho americano. Este resultado está acima da projeção dos especialistas (200 mil).
A cidade chinesa de Tianjino, vizinha e Pequim, e onde está localizado um dos maiores portos do país, vive novo lockdown.
Mercados de Nova York
- Dow Jones: -0,73%
- S&P: -0,56%
- Nasdaq: -0,18%
Mercados Europa
- DAX, Alemanha: -0,90%
- FTSE, Reino Unido: -1,82%
- CAC, França: -1,26%
- FTSE MIB, Itália: -0,09%
- Stoxx 600: -1,37%
Mercados Ásia
- Nikkei, Japão: -1,89%
- Xangai, China: +0,36%
- HSI, Hong Kong: +2,54%
- ASX 200, Austrália: -1,65%
- Kospi, Coreia: -1,28%
Petróleo
- Brent (dezembro 2021): US$ 111,27 (+1,98%)
- WTI (novembro 2021): US$ 111,65 (+1,87%)
Ouro
- Ouro futuro (dezembro 2021): US$ 1.839,00 (+1,27%)
Minério de ferro
- Bolsa de Dalian: US$ 121,25 (+0,18)






