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Educação financeira: entenda definitivamente o que é e por onde começar

Educação financeira: entenda definitivamente o que é e por onde começar

Vanessa Araujo

Vanessa Araujo

09 Ago 2022 às 14:10 · Última atualização: 09 Ago 2022 · 12 min leitura

Vanessa Araujo

09 Ago 2022 às 14:10 · 12 min leitura
Última atualização: 09 Ago 2022

mulher frete a computador, com calculadora nas mãos

Pixabay

A educação financeira é um conhecimento que permite o desenvolvimento de comportamentos que podem ajudar qualquer pessoa a ter mais previsibilidade no presente e, ainda, fazer a diferença no futuro. 

Embora este seja um conceito um pouco desconhecido da grande maioria da população brasileira, ele envolve práticas como autocontrole emocional, disciplina, organização, planejamento e inteligência.

Não se trata apenas de economizar dinheiro. Mas sim, de ser capaz de tomar decisões estratégicas sobre o uso de seus próprios recursos.

A educação financeira é a base para que as pessoas encontrem formas adequadas de acumular riquezas para realizar sonhos. 

Mas, por onde começar? Será que qualquer pessoa, em qualquer patamar de renda, pode se beneficiar com a educação financeira?

É o que vamos ver em detalhes agora!

O que é educação financeira?

O termo “educação financeira” está relacionado à habilidade de entender como o dinheiro funciona nas questões cotidianas. 

Segundo a OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico), educação financeira é: 

“O processo mediante o qual os indivíduos e as sociedades melhoram a sua compreensão em relação aos conceitos e produtos financeiros, de maneira que, com informação, formação e orientação, possam desenvolver os valores e as competências necessários para se tornarem mais conscientes das oportunidades e riscos neles envolvidos e, então, poderem fazer escolhas bem informadas, saber onde procurar ajuda e adotar outras ações que melhorem o seu bem-estar. Assim, podem contribuir de modo mais consistente para a formação de indivíduos e sociedades responsáveis, comprometidos com o futuro”.

Educação financeira: como funciona na prática?

Ao ler a definição acima, muita gente ainda pode pensar que a educação financeira se restringe à uma mera teoria, adquirida em rotinas de estudos, cursos, palestras, livros, podcasts, entre outros meios de informação. 

Mas, ao contrário, a educação financeira tem mais a ver com a prática diária. 

Afinal, é no dia-a-dia que o conhecimento financeiro é colocado à prova: quando adotamos decisões sobre a tomada de crédito, investimentos, proteção do patrimônio, planejamos o orçamento e o nosso consumo, por exemplo. 

É evidente que quando todas essas decisões são feitas de forma consciente, desfrutamos de uma vida financeira mais sustentável, tanto individualmente, quanto no âmbito familiar. 

E, indo além, a educação financeira também gera impactos não só na vida de cada um, como também no futuro de um país. 

Por que a educação financeira é importante?

A educação financeira é um conhecimento que possibilita o desenvolvimento de uma relação equilibrada com o dinheiro.

De modo prático, ela é essencial para quem busca valorizar seus recursos e ter mais tranquilidade em relação ao orçamento.

Este conhecimento também ajuda um indivíduo a avaliar os impactos que suas decisões podem causar no presente e no futuro.

Todos nós podemos desenvolver habilidades para melhorar nossa qualidade de vida e a de nossos familiares, a partir de conhecimentos básicos sobre gestão de finanças pessoais e sua aplicação no dia-a-dia. 

Como resultado esperado está a organização, o planejamento e a melhor alocação desses recursos para atingir objetivos de vida e realizar sonhos. 

Como a educação financeira apoia o desenvolvimento de um país?

A educação financeira de uma população é um instrumento fundamental para promover o desenvolvimento econômico. 

Afinal, a qualidade das decisões financeiras dos indivíduos influencia em toda a economia.

Consumidores bem educados financeiramente demandam serviços e produtos adequados às suas necessidades, incentivando a competição das empresas e desempenhando papel relevante para a solidez e para a eficiência do sistema financeiro. 

Já uma educação financeira deficiente gera problemas de endividamento e de inadimplência, causando impactos diretos no desenvolvimento empresarial e na capacidade de investimento dos países. 

Educação financeira

A educação financeira é para todos! 

A educação financeira é importante para que todas as pessoas que buscam tranquilidade e segurança material possam aproveitar a vida da maneira que acharem mais conveniente.

Saber ganhar, economizar e investir os seus recursos é a melhor maneira de garantir segurança para a sustentação de uma vida equilibrada. 

E isto pode beneficiar pessoas de qualquer idade e que estejam em qualquer faixa de renda. A educação financeira infantil, a educação financeira dentro das escolas e a educação financeira para iniciantes deveriam fazer parte das iniciativas da sociedade.

Educação financeira: o começo

Em um mundo ideal, a educação financeira deveria começar na escola. Desde cedo, crianças e adolescentes deveriam estar em contato com questões que envolvessem a gestão das finanças pessoais. 

Outro caminho seria discutir o assunto em casa, dentro das famílias. Contudo, este ainda não é um conhecimento disseminado de forma geral. Mas sim, faz parte do cotidiano de uma minoria de pessoas que buscam, voluntariamente, informações que as auxiliem nesse sentido. 

Para agravar essa situação, não há uma cultura coletiva, ou seja, uma preocupação da sociedade organizada em torno do tema. 

Embora todos lidem diariamente com dinheiro, poucos se dedicam a gerir melhor seus recursos. 

Quais os benefícios da educação financeira na prática?

Se a educação financeira ainda não é um tema amplamente discutido socialmente, é importante que iniciativas individuais prosperem e ganhem força. 

Isso porque a educação financeira pode trazer muitos benefícios.

Benefícios da educação financeira

  • Equilíbrio das finanças pessoais;
  • Melhor enfrentamento de imprevistos financeiros;
  • Promoção de uma aposentadoria mais confortável;
  • Bom uso do sistema financeiro;
  • Redução da propensão de ter prejuízos em virtude de fraudes e golpes;
  • Preparação para a realização de sonhos.

Portanto, se uma das primeiras vantagens da educação financeira é o cuidado com as finanças pessoais, é indispensável saber fazer um bom planejamento financeiro.

Para isso, é necessário observação constante, autoconhecimento, visão de futuro e disciplina.

Para facilitar a jornada, alguns passos podem ajudar.

Buscando motivação para organizar sua vida financeira

  1. Saiba aonde você quer chegar: é preciso transformar sonhos em projetos com começo, meio e fim;
  2. Estabeleça metas claras e objetivas para seu projeto;
  3. Sinta-se com o sonho realizado: essa atitude lhe dará motivação para seguir o caminho em busca de sua concretização;
  4. Estabeleça etapas intermediárias: elas servem para verificar o percurso que você tem caminhado e, caso necessário, reavaliar e direcionar melhor o seu projeto em busca da realização do seu sonho;
  5. Comemore as etapas intermediárias da caminhada: assim a motivação se mantém até a conclusão do seu projeto.

Passo a passo para organizar sua vida financeira 

  1. Cuide de seu orçamento doméstico

O orçamento pode ser visto como uma ferramenta de planejamento financeiro pessoal que contribui para a realização de sonhos e projetos.

Conhecê-lo bem é fundamental, por isso, anote todas as entradas e saídas de dinheiro. É a partir desses registros que você conhecerá a sua realidade financeira e os gastos do seu dia a dia. 

Assim, é possível refletir sobre os seus hábitos e perfil de consumo, em busca de pontos que podem gerar maior economia de recursos.

2. Estabelecendo metas

Criar metas é fundamental para fazer o seu controle financeiro funcionar. São elas que o motivarão a promover as mudanças necessárias na rotina para levantar os recursos exigidos para as suas conquistas.

3. Tenha objetivos de curto, médio e longo prazo

Definir objetivos que possam ser alcançados em diferentes horizontes ajuda a manter a motivação.

4. Viva “um degrau abaixo”

Isso significa ter um estilo de vida que tenha custos menores que os seus rendimentos. Essa dica permite fazer um planejamento financeiro com mais tranquilidade, gera recursos para investimentos periódicos e amortece o impacto em caso de um imprevisto financeiro.

5. Faça uma reserva de emergência

A reserva de emergência é um montante que você poderá contar para amortecer os impactos de despesas inesperadas, sem deixar o orçamento sair dos trilhos.

Especialistas em finanças recomendam que a reserva seja o equivalente para cobrir, pelo menos, seis meses de despesas fixas e variáveis da família.

6. Comece a investir

Depois de organizar o orçamento é hora de otimizá-lo. E para isso, é preciso encontrar os melhores investimentos que podem fazer os seus recursos se multiplicarem, de acordo com seu perfil de investidor e objetivos. 

7. Busque informações

Manter a organização de sua vida financeira irá depender também da evolução do seu aprendizado sobre ela.

Desta forma, voltamos a falar aqui sobre a importância da educação para que ela seja aplicada na prática. 

Uma boa forma de se educar é manter -se sempre bem informado. Veja agora algumas dicas de sites e blogs sobre educação financeira:

Materiais ricos sobre educação financeira

Siga pessoas confiáveis no mundo das finanças: 

Livros sobre educação financeira 

Quem quiser se aprofundar, pode ler biografias de grandes líderes, livros que falam de tendências, estratégias de investimento.

Educação financeira e os investimentos

A educação financeira trata do cuidado e atenção às finanças pessoais. Para colocá-la em prática, é fundamental organização e disciplina. 

Além disso, o passo seguinte para alcançar um novo patamar de vida e realizar sonhos é compreender como fazer o dinheiro trabalhar a seu favor. 

Dessa forma, é preciso encontrar investimentos que estejam alinhados ao seu perfil de risco. Descobri-lo pode ajudá-lo na escolha da aplicação mais adequada.

Perfil de risco

  • Conservador: privilegia a segurança e faz todo o possível para diminuir o risco de perdas, aceitando, inclusive, uma rentabilidade menor;
  • Moderado: procura um equilíbrio entre segurança e rentabilidade e está disposto a correr certo risco para que o seu dinheiro renda um pouco mais do que as aplicações mais seguras;
  • Arrojado: privilegia a rentabilidade e é capaz de correr grandes riscos para que seu investimento renda o máximo possível.

Objetivos do investimento

O próximo passo é compreender os objetivos do investimento. 

Conhecê-los é importante, pois objetivos diferentes podem implicar modalidades diferentes de investimentos, aceitar ou não riscos diferentes e necessidades diferentes de liquidez. 

Modalidades de investimentos

Por último, é necessário conhecer as modalidades e tipos de investimento disponíveis no mercado e verificar o mais adequado às suas necessidades.

Os investimentos podem ser de renda fixa e/ou de renda variável. 

  • Renda fixa: são investimentos que pagam, em períodos definidos, a remuneração correspondente a determinada taxa de juros.
    Essa taxa pode ser estipulada no momento da aplicação (prefixada) ou calculada no momento do resgate (pós-fixada), com base na variação de um indexador previamente definido acrescido ou não de uma taxa de juros.
    Nessa modalidade de investimento, existe o risco de crédito. 

Veja também: Como fazer diversificação na renda fixa

  • Renda variável: são investimentos cuja remuneração não pode ser dimensionada no momento da aplicação. Envolvem riscos maiores, pois, além do risco de crédito, existe também o risco associado à rentabilidade. Exemplo: ações.

Educação financeira: acerte na prática!

Após a reflexão sobre todos esses aspectos, você estará mais apto a fazer sua renda crescer de forma planejada.

E para ter certeza de que seus objetivos serão realmente atingidos, acompanhe sempre o desempenho de suas aplicações, procure manter-se permanentemente informado e, de tempos em tempos, reavalie suas decisões de investimento para ver se continuam coerentes em relação aos seus planos e ao ambiente que o cerca. 

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