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Tarifas de Trump excluem setor de energia como óleo e gás

Tarifas de Trump excluem setor de energia como óleo e gás

As tarifas de Trump excluem importações de energia, como produtos de petróleo e gás natural, área considerada estratégica

Enquanto o mundo se ajusta às drásticas tarifas de importação impostas pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um detalhe passou quase despercebido: petróleo bruto, gás natural e produtos refinados, do setor de energia foram oficialmente isentos das novas taxas, anunciou a Casa Branca.

De acordo com informações da Reuters, a tarifa-base de 10% sobre todas as importações – que pode ser ainda mais alta para os principais parceiros comerciais dos EUA – não se aplicará ao setor energético. A decisão protege uma área estratégica da economia americana, reduzindo o impacto direto sobre os consumidores e ajudando a manter os preços da energia relativamente baixos.

Segundo analistas, essa exclusão é uma manobra deliberada de Trump para preservar a competitividade doméstica e evitar uma reação negativa dos americanos, sobretudo em um cenário de inflação ainda sensível. A medida também responde às preocupações da indústria petrolífera dos EUA, que temia interrupções nos fluxos e aumento nos custos, especialmente nas importações de petróleo bruto canadense e de combustíveis refinados europeus que abastecem a costa leste.

Tarifas de Trump: energia é área estratégica

Mas a isenção também amplia o dilema geopolítico. A energia — principalmente o gás natural liquefeito (GNL) e os produtos refinados — é uma das principais moedas de troca nas relações comerciais internacionais. Como maior exportador mundial de GNL e produtos petrolíferos, e um dos maiores embarcadores de petróleo bruto e carvão, os Estados Unidos dependem das compras externas para sustentar o setor.

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Diversos países já consideram comprometer-se a comprar mais energia americana como forma de evitar serem atingidos pelas tarifas mais agressivas. Essa estratégia diplomática, no entanto, esbarra em um sistema global de comércio cada vez mais instável e imprevisível.

As isenções também não afetam as importações de energia do Canadá e do México, já protegidas pelo acordo comercial USMCA. Ambos são os maiores fornecedores de petróleo bruto para os EUA, enquanto a Europa continua sendo uma fonte vital de combustíveis refinados, especialmente para a região leste, que sofre com escassez de capacidade de refino.

O preço do petróleo registrou fortes perdas nesta sexta-feira (4), encerrando o pregão nos patamares mais baixos desde o final de 2021. A escalada na guerra comercial entre Estados Unidos e China, com a imposição mútua de tarifas de 34%, provocou uma onda de aversão ao risco e pressionou os preços da commodity no mercado internacional.

O petróleo tipo Brent, referência global, tombou 6,50%, fechando a US$ 65,58 por barril. Já o WTI, principal referência dos Estados Unidos para o contrato de maio, despencou 7,41% e encerrou o dia cotado a US$ 61,99 por barril. No acumulado da semana, as perdas foram significativas: o Brent recuou 9%, enquanto o WTI acumulou baixa de 9,70%.

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