Os preços dos imóveis residenciais ganharam fôlego em março, mas ainda não conseguiram superar a inflação no curto prazo. De acordo com o índice FipeZAP, houve alta de 0,48% no mês, levando o acumulado do primeiro trimestre a 1,01%, abaixo da inflação de 1,48% no mesmo período.
O avanço foi disseminado entre as cidades monitoradas, com destaque para Fortaleza, Vitória e Natal, que registraram as maiores valorizações. O levantamento também aponta que imóveis de menor tamanho tiveram desempenho superior ao de unidades maiores, indicando uma demanda mais concentrada em ativos de menor valor e maior liquidez.
Preço dos imóveis mantém alta no acumulado anual
Apesar da pressão no curto prazo, o mercado imobiliário demonstra resiliência em um horizonte mais amplo. Nos últimos 12 meses, os preços dos imóveis acumularam alta de 5,62%, superando a inflação medida pelo IPCA, de 3,81%. O resultado sugere que, mesmo diante de taxas de juros elevadas e condições de crédito mais restritivas, o setor segue sustentando ganhos reais.
Na avaliação da Ágora Investimentos, o desempenho recente reforça a robustez do setor, que continua em trajetória de valorização anual, ainda que enfrente desafios no ambiente macroeconômico.






