O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou ao centro do debate político e econômico ao anunciar uma nova tarifa global de 10% sobre produtos importados.
A medida passa a valer nesta terça-feira (24), poucas horas após a Suprema Corte derrubar parte do chamado tarifaço anterior, segundo informações do g1.
Nova tarifa e recuo judicial
A decisão da Suprema Corte anulou as tarifas impostas com base na Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional. Com isso, caíram as chamadas tarifas recíprocas de 10% e a sobretaxa de 40% aplicada a diversos produtos brasileiros.
Em resposta, Trump editou uma nova ordem executiva, desta vez com base na Seção 122 da Lei de Comércio de 1974, criando uma tarifa temporária que pode chegar a 15% por até 150 dias, antes de eventual aprovação pelo Congresso.
Apesar do impacto global da medida, uma ampla lista de produtos ficou isenta da nova cobrança.
Produtos brasileiros isentos
Itens estratégicos da pauta de exportação brasileira foram beneficiados. Entre eles estão petróleo bruto, carne bovina, café, suco de laranja, celulose, fertilizantes e aeronaves civis.
Também entram na lista motores aeronáuticos, peças para aviação, semicondutores e determinados produtos eletrônicos. Segundo especialistas ouvidos pelo g1, para a maioria dos demais produtos permanece a tarifa normal anterior acrescida do adicional temporário.
No entanto, aço e alumínio brasileiros continuam sujeitos a alíquotas elevadas, que chegam a 50%, além dos novos 10%.
Discurso sob pressão
O anúncio das tarifas ocorre no mesmo dia em que Trump faz seu primeiro discurso formal do Estado da União neste segundo mandato. O presidente enfrenta um cenário adverso.
Pesquisas recentes indicam queda de popularidade, com aprovação em torno de 36%. Além disso, indicadores econômicos mostram desaceleração do PIB, que cresceu 1,4% no último trimestre, abaixo do esperado.
A política migratória também sofre desgaste após episódios de violência em operações federais. No Congresso, há resistência da oposição ao financiamento de medidas propostas pela Casa Branca.
Diante desse cenário, Trump tenta convencer os americanos de que o país segue na direção certa, enquanto endurece o discurso comercial e busca reafirmar sua autoridade após a derrota judicial.
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