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Porto Seguro irá entregar um 1º trimestre “sólido”

Porto Seguro irá entregar um 1º trimestre “sólido”

Trimestre deve ser “decente do ponto de vista operacional”, sustentado por índices de sinistralidade melhores do que o esperado nos segmentos de Automóvel e Saúde

O BTG Pactual divulgou prévia dos resultados da Porto Seguro (PSSA3) para o primeiro trimestre de 2026, projetando lucro líquido de R$ 875 milhões — alta de 4% na comparação trimestral e de 5% na anual, com ROE (Return on Equity) de 22%. O número está em linha com o consenso de mercado, estimado em R$ 865 milhões.

Os analistas Eduardo Rosman, Ricardo Buchpiguel e Antonio Pascale avaliam que o trimestre deve ser “decente do ponto de vista operacional“, sustentado por índices de sinistralidade melhores do que o esperado nos segmentos de Automóvel e Saúde.

“Os dados da Susep de janeiro e fevereiro apontam para um trimestre sólido nas operações de seguros da Porto, com sinistralidade melhorando cerca de 600 pontos-base na comparação anual”, destacam.

Ventos contrários abaixo da linha

Contudo, nem tudo favorece um resultado acima do consenso. Os analistas apontam que maiores custos de crédito no segmento bancário e um resultado financeiro mais fraco devem limitar as chances de surpresa positiva.

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“Esperamos perdas de crédito mais elevadas no Porto Bank e resultados financeiros mais fracos em março para pressionar o resultado do trimestre, trazendo o lucro para mais próximo de nossas estimativas e do consenso”, explicam Rosman, Buchpiguel e Pascale.

O BTG também chama atenção para o momento da companhia no médio prazo. Após anos de forte expansão — com lucros crescendo a um CAGR (Taxa de Crescimento Anual Composta) de 22% entre 2023 e 2025 e as ações acumulando alta de 208% em quatro anos, ante 71% do Ibovespa no mesmo período —, 2026 deve marcar uma transição para uma fase mais madura.

“O crescimento da receita deve desacelerar para cerca de 7% ao ano em 2026, após uma sequência forte nos anos recentes”, projetam os analistas.

Oncoclínicas como novo risco

Um ponto de atenção inédito surge no horizonte: a dependência da Porto Saúde em relação à Oncoclínicas (ONCO3), rede conhecida por enfrentar dificuldades financeiras. A ruptura das negociações entre Porto e Fleury (FLRY3) sobre uma potencial joint venture com ativos da Oncoclínicas expôs a concentração de sinistros oncológicos no parceiro.

“O impacto na sinistralidade da Porto Saúde poderia ser relevante, acima de 100 pontos-base, caso a empresa fosse forçada a migrar esse volume para outros prestadores”, alertam os analistas.

Entretanto, o BTG mantém a recomendação neutra para o papel e aguarda o Investor Day da companhia, marcado para 22 de abril, para reavaliar a tese. “Continuamos a preferir a Caixa Seguridade (CXSE3) como nossa principal escolha no setor de seguros”, concluem os analistas.

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