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Relatório Jolts: número de vagas nos EUA sobe a 8,75 milhões em fevereiro

Relatório Jolts: número de vagas nos EUA sobe a 8,75 milhões em fevereiro

O número de vagas de emprego nos setores não-agrícolas dos Estados Unidos foi pouco alterado, a 8,75 milhões em fevereiro. Saiba mais!

O número de vagas de emprego nos setores não-agrícolas dos Estados Unidos passou de 8,74 milhões em janeiro, com dado já revisado, para 8,75 milhões em fevereiro. Os dados são do relatório Jolts, publicado nesta terça-feira (2) pelo Departamento do Trabalho norte-americano.

Ao longo do mês, o número de contratações e o total de desligamentos permaneceram pouco alterados, em 5,81 milhões e 5,55 milhões, respectivamente. Em janeiro, as contratações e desligamentos foram de 5,69 milhões e 5,44 milhões, respectivamente.

A projeção do mercado financeiro para o relatório Jolts de fevereiro era de um volume levemente maior de abertura de vagas, na linha de 8,76 milhões.

Relatório Jolts: abertura de vagas, contratações e demissões
Relatório Jolts: abertura de vagas; contratações e demissões | Imagem: BLS

A taxa de abertura de emprego foi de 5,3% pelo terceiro mês consecutivo. No período, as vagas aumentaram nas áreas de finanças e seguros (+126 mil); governo estadual e local, excluindo educação (+91 mil); e artes, entretenimento e recreação (+51 mil). Por outro lado, houve recuo no setor de informação (-85 mil) e no governo federal (-21 mil).

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Além disso, o relatório Jolts revisou o número de vagas de emprego de janeiro para baixo em 115 mil, para 8,74 milhões, de 8,86 milhões. O número de contratações foi revisado para cima, em 11 mil, para 5,7 milhões, e o número de demissões totais foi revisado para cima em 108 mil, para 5,4 milhões.

Relatório Jolts: mercado de trabalho e política monetária

O Ibovespa opera em queda de 0,17%, aos 126.781 pontos, puxada pelo pessimismo no exterior. Os mercados voltam a questionar se o início de corte de juros nos EUA será mesmo em junho.

O relatório de emprego Jolts de fevereiro e os discursos de quatro dirigentes do Fed (Michelle Bowman; John Williams; Loretta Mester; e Mary Daly) agitam os mercados.

Diante da força da economia, as apostas de corte de juros começam a migrar de junho para o segundo semestre. Os Treasuries voltaram a escalar e puxaram uma onda global de pressão no dólar.

Para especialistas, o mercado de trabalho começa a desacelerar, ainda que de maneira gradual e em patamar apertado. A tendência fica mais clara em diversos números, conforme mais pessoas passam a buscar empregos. Em geral, o enfraquecimento é uma boa notícia para o banco central. 

Para o Fed, a taxa de desemprego continua baixa. Ainda nesta semana, o mercado aguarda mais dados de emprego nos EUA, com divulgação da pesquisa ADP e do dado oficial medido pelo payroll.