O dólar mais depreciado com relação ao real, que provocou um ajuste da base tributável, derrubou o resultado da Prio (PRIO3) no quarto trimestre do ano passado, que registrou prejuízo líquido de US$ 185 milhões contra lucro líquido de US$ 1,074 bi no mesmo período do ano anterior. A variação cambial afetou a contabilização de ativos imobilizados e intangíveis da empresa, impactando o resultado apresentado no trimestre.
No acumulado do ano, o lucro líquido somou cerca de US$ 405 milhões, uma queda de 77% em relação ao registrado em 2024. Segundo a petroleira, o recuo é explicado principalmente por um efeito contábil observado no último trimestre do ano anterior.
Na ocasião, a companhia reconheceu integralmente um crédito fiscal ligado ao prejuízo fiscal da Prio Forte S.A., antiga Dommo Energia S.A.. O reconhecimento ocorreu após a transferência de ativos para a sociedade, operação que viabilizou a utilização desse crédito tributário e impulsionou o resultado daquele período.
“Adicionalmente, o aumento na linha de depreciação e amortização, decorrente das aquisições do campo de Peregrino, também impactou o lucro líquido no período”, explicou a companhia.

Receita
Em 2025, a Prio registrou receita total de aproximadamente US$ 2,5 bilhões, avanço de 3% em relação a 2024, mesmo em um cenário de queda de 15% no preço médio do Brent no período.
De acordo com a companhia, o crescimento foi sustentado principalmente pelo aumento da produção e das vendas, que avançaram 27% na comparação anual.
No recorte trimestral, a petroleira reportou receita de US$ 642 milhões, valor 20% superior ao registrado no quarto trimestre de 2024. Assim como no acumulado do ano, o desempenho positivo ocorreu apesar da retração de 15% no preço médio do Brent.
O resultado foi impulsionado pela expansão operacional da empresa, com crescimento de 46% na produção e de 49% nas vendas na comparação com o mesmo trimestre do ano anterior, segundo a companhia.
No acumulado do ano, a empresa registrou ebitda ajustado de US$ 1,4 bilhão. O resultado representa uma queda de 17% em relação a 2024.
Ebitda
Segundo a companhia, o recuo foi influenciado principalmente pela queda no preço do petróleo, além do aumento dos custos operacionais após a aquisição da participação no Campo de Peregrino, concluída em dezembro de 2024.
No trimestre, o ebitda ajustado somou US$ 341 milhões, alta de 6% em comparação com o quarto trimestre de 2024, refletindo o desempenho operacional da companhia no período.






