O mercado de trabalho americano criou apenas 57 mil vagas em junho, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (2) pelo Bureau of Labor Statistics. O resultado ficou bem abaixo da expectativa dos analistas, que projetavam entre 100 mil e 110 mil postos, e representa um dos piores meses do ano para o payroll.
A taxa de desemprego ficou estável em 4,2%, com 7,1 milhões de americanos sem trabalho. A taxa de participação na força de trabalho recuou 0,3 ponto percentual, para 61,5%, enquanto a relação emprego-população caiu para 59%.
As revisões pioraram o quadro. Abril foi revisado de 179 mil para 148 mil vagas, e maio de 172 mil para 129 mil, uma redução combinada de 74 mil postos em relação ao que havia sido reportado.
Lazer e hotelaria derruba o resultado
O setor de lazer e hotelaria perdeu 61 mil empregos em junho, refletindo contratações sazonais mais fracas do que o usual. No acumulado de 2026, o setor praticamente não registrou variação líquida.
Serviços profissionais e empresariais foram o contrapeso positivo, com 36 mil vagas adicionadas. O setor acumula 172 mil empregos desde a mínima de outubro de 2025. Assistência social contribuiu com 25 mil postos, e saúde com 22 mil, mas em ritmo mais lento do que a média dos últimos doze meses.
Salários sobem, mas jornada não avança
O salário médio por hora subiu 13 centavos, ou 0,3%, para US$ 37,64. No acumulado de doze meses, a alta é de 3,5%. A jornada média de trabalho ficou estável em 34,3 horas semanais, sem sinalizar pressão adicional sobre a capacidade instalada do mercado de trabalho.
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