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EUA geram 273 mil novas vagas em fevereiro, muito acima do esperado

EUA geram 273 mil novas vagas em fevereiro, muito acima do esperado

Novas vagas nos EUA bem acima do esperado. O mercado aguardava 175 mil novas vagas. E o resultado foi 273 mil novos postos de trabalho.

Contra todas as apostas, o payroll desta sexta-feira, 6, foi surpreendente nos Estados Unidos. O total de empregos não-agrícolas na folha de pagamentos dos EUA ficou bem acima do projetado pelos analistas. O mercado aguardava 175 mil novas vagas nos EUA. E o resultado foram 273 mil novos postos de trabalho.

O desemprego alterou pouca coisa: teve queda de 3,6% para 3,5%. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira, pelo Bureau of Labor Statistics, do Departamento de Trabalho dos Estados Unidos.

Os ganhos em empregos ocorreram principalmente em assistência médica e assistência social, serviços de alimentação, governo, construção,  serviços técnicos e atividades financeiras.

Em fevereiro, o salário médio por hora de todos os funcionários aumentou 9 centavos, para US$ 28,52.

Novas vagas nos EUA e o coronavírus

Os dados de vagas nos EUA bem acima do projetado indicam que os efeitos do coronavírus não foram sentidos pelo mercado de trabalho. É o que aponta Ernani Reis, da Capital Research. “É importante fazer a ressalva de que o surto do vírus começou a ganhar maior proporção apenas na segunda quinzena do mês. Desse modo, um impacto mais significativo nas novas vagas nos EUA pode vir nos próximos meses. Isto se uma epidemia se configure e precise ser enfrentada”, afirma.

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Reis acrescenta ainda que o mercado já passa a ver com outros olhos o corte de juros inesperado do Federal Reserve (Fed), banco central americano, nesta semana. “A percepção do mercado sobre o mais recente corte de 0,5 ponto percentual na taxa de juros por parte do Federal Reserve deve melhorar. Isso porque o corte levantou a suspeita de que a gravidade da situação pudesse ser maior do que a projetada. Descartada essa hipótese, o foco volta a ser o fôlego que o corte traz para a indústria. Agora ela pode expandir os projetos e gerar novas oportunidades. Resta saber se isso será suficiente para manter o crescimento frente ao risco e à evolução do coronavírus”, pondera.