A Região Centro-Oeste do Brasil tem chamado a atenção do mercado financeiro devido ao volume de negócios e, consequentemente, geração de valor e renda que tem crescido exponencialmente.
Para efeito de comparação, o PIB Per Capta do Sudeste está em torno de R$ 40 mil por ano, e o mesmo indicador para o Centro-Oeste já chegou a R$ 36 mil por ano, conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Do lado dos investimentos, levantamento do Estadão aponta que em 2022 a região subiu de patamar e alcançou o Sudeste com a maior proporção de investidores em relação à população local.
Conforme o periódico, naquele ano 43% dos habitantes do Centro-Oeste disseram aplicar em algum produto financeiro – dos mais simples, como a poupança, aos mais complexos, uma alta de 10 pontos porcentuais em relação ao levantamento de 2021.
O periódico se utiliza de uma pesquisa realizada pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

Centro-Oeste do Brasil
Ainda de acordo com o jornalão, o fortalecimento do Centro-Oeste é reforçado pela trajetória do volume de investimentos de pessoas físicas tanto no varejo como no private na indústria de fundos. A Região registrou o maior crescimento no ano passado, alta de 14,5%, para R$ 257,46 bilhões.
Vale destacar que a participação do agronegócio na composição do PIB total brasileiro alcançou 24,8% em 2022, abaixo dos 26,6% registrados em 2021.
Por conta dessa força e do volume de negócios registrados, muitas gestoras estão promovendo roadshow para formar e contratar assessores de investimentos. A Região, inclusive, compreende os Estados de Goiás (GO), Mato Grosso (MT), Mato Grosso do Sul (MS) e o Distrito Federal (DF), onde está situada a capital do País, Brasília.
Pode-se dizer, ainda, que esta é a segunda maior do país em extensão territorial, e a menos populosa.
EQI Investimentos
A EQI Investimentos, por exemplo, tem uma equipe exclusiva destinada para a elaboração de produtos ligados ao agronegócio.
Inclusive, cerca de 10% a 12% dos 70 mil clientes da assessoria são de regiões com forte vocação para o agronegócio, em especial o Centro-Oeste.
Para dar ainda mais atenção à localidade, a EQI estruturou operações de dívidas para distribuir no mercado de capitais.
Co-head de agro da companhia, Eça Correia disse que recentemente a firma emitiu um CRA (Certificado de Recebíveis do Agronegócio) para um pecuarista é há 3 mil investidores no papel.
“Estamos colocando uma operação de agro por mês. Em dezembro, captamos R$ 28 milhões em um dia para uma planta de fertilizantes”, destacou Correia.
Geração de emprego e renda
Se a Região cresce no volume de negócios, cresce também na geração de emprego e renda. Uma pesquisa da Fundação Getulio Vargas (FGV) aponta que desde 2019 o setor gerou 359,6 mil empregos formais e encerrou 15,4 mil vagas informais. O levantamento foi realizado com base nos dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC).
Nos últimos três anos, a taxa de formalidade no agronegócio passou de 38,4% para 40,1%. Em 2019, 13,6 milhões de pessoas trabalhavam na agropecuária e nas agroindústrias. Em 2022, esse número aumentou para 13,9 milhões de pessoas.
Os especialistas da FGV destacaram que o crescimento da formalização no campo está ligado à incorporação de tecnologia e melhoria de gestão. Também disseram que o agro tem expandido a contratação de trabalhadores e oferecido vagas mais qualificadas, ainda que exista uma taxa alta de registro de casos de informalização no setor e de trabalhos análogos à escravidão.
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