A Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores – Fenabrave divulgou os dados de emplacamentos de veículos novos referentes a maio, com desaceleração sequencial nos segmentos de veículos pesados. Em ônibus, os licenciamentos totalizaram 2,1 mil unidades, com queda de 10% no comparativo anual e de 15% em relação a abril, refletindo principalmente a menor entrega vinculada ao programa Caminho da Escola, já no fim do ciclo anterior.
Em caminhões, houve recuo de 2% no comparativo anual e de 5% no mês, com o desempenho pressionado por um período de transição entre programas de incentivo — com o término da primeira fase do Move Brasil em março e início do Move Brasil 2 apenas no final de maio.
Em contrapartida, os veículos leves mantiveram forte desempenho, com alta de 29% no comparativo anual e de 11% no mês, impulsionados por programas de incentivo e maior atividade promocional das montadoras.
Leitura mista
Segundo relatório do Bradesco BBI, o conjunto de dados traz uma leitura mista, com pressão de curto prazo em veículos pesados e resiliência relevante no segmento leve. A casa de análise avalia como negativo para Marcopolo (POMO4) o desempenho mais fraco em ônibus, ainda que com expectativa de recuperação gradual ao longo dos próximos meses com a retomada de entregas e novos programas.
Para Randoncorp (RAPT4) e Tupy (TUPY3), a dinâmica em caminhões e implementos indica leve pressão no curto prazo, ainda que programas como o Move Brasil 2 possam apoiar volumes adiante.
Por outro lado, o forte desempenho de veículos leves beneficia players como Iochpe-Maxion (MYPK3), refletindo um ambiente mais favorável de demanda, sustentado por políticas de incentivo e maior atividade no varejo automotivo.
“De forma geral, vemos o setor ainda dependente da execução e implementação dos programas governamentais para sustentar uma retomada mais consistente nos segmentos pesados ao longo do ano”, informou trecho do relatório.
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