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PMI dos EUA fica abaixo do esperado em junho, diz S&P

PMI dos EUA fica abaixo do esperado em junho, diz S&P

Queda no emprego industrial foi a mais intensa desde maio de 2020 e, excluindo o período pandêmico, a mais acentuada desde outubro de 2009

O PMI Industrial dos Estados Unidos recuou para 53,9 pontos em junho, ante 55,1 em maio, ficando abaixo tanto da estimativa prévia de 55,7 quanto da projeção de analistas compilados pela FactSet, de 55,2.

O resultado, divulgado nesta quarta-feira (1º) pela S&P Global, marcou o décimo primeiro mês consecutivo acima do limiar de 50 pontos — que separa expansão de contração —, mas sinalizou desaceleração no ritmo de crescimento da indústria americana.

A produção e os novos pedidos avançaram a ritmos menores do que no mês anterior, porém ainda historicamente elevados. O crescimento foi amplamente associado a lançamentos de novos produtos e a pré-encomendas realizadas por clientes que buscam se proteger de novos aumentos de preços.

Contudo, as exportações voltaram a cair pelo décimo segundo mês consecutivo, com as tarifas apontadas como principal fator por trás da retração das vendas externas.

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O emprego foi o ponto mais fraco do relatório. A queda nas contratações foi a mais acentuada desde maio de 2020 — e, excluindo o período pandêmico, a mais intensa desde outubro de 2009. A combinação de redução de pessoal com aumento nos pedidos elevou o acúmulo de trabalho pendente, pressionando ainda mais a capacidade produtiva das empresas americanas.

“Os fabricantes americanos reportaram nova melhora expressiva no crescimento da produção e das carteiras de pedidos em junho, estendendo o surto de crescimento observado desde o início da guerra no Oriente Médio”, avaliou Chris Williamson, economista-chefe do S&P Global Market Intelligence.

“O emprego, no entanto, foi cortado de forma acentuada, pois as empresas buscaram compensar a elevação nos custos de energia e matérias-primas.”

Os custos de insumos voltaram a subir de forma historicamente elevada em junho, embora em ritmo mais moderado do que o pico registrado em maio. Os preços de venda também subiram, mas a inflação nas saídas de fábrica caiu ao menor nível em três meses. Atrasos nas cadeias de fornecimento e congestionamento portuário seguiram pressionando os prazos de entrega, levando as empresas a elevar seus estoques de insumos ao ritmo mais forte desde maio de 2025.

O nível de confiança empresarial em relação ao próximo ano recuou pelo segundo mês consecutivo, atingindo o menor patamar desde outubro de 2025.

“Apesar da recente queda nos preços de energia e de uma perspectiva mais favorável para o transporte marítimo, a confiança caiu de forma acentuada, em parte refletindo preocupações de que o fim do acúmulo de estoques relacionado à guerra possa começar a pesar sobre as vendas”, alertou Williamson.

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