A pesquisa Atlas/Bloomberg divulgada nesta terça-feira (30) mostra Lula com 47,1% das intenções de voto no primeiro turno no cenário que inclui Michelle Bolsonaro (PL) como candidata, contra 19,3% da ex-primeira-dama — uma diferença de quase 28 pontos percentuais.
Renan Santos (Missão) aparece com 8,1%, seguido de Ronaldo Caiado (PSD) com igual percentual. A pesquisa ouviu 4.999 respondentes entre 26 e 30 de junho, com margem de erro de 1 ponto percentual e nível de confiança de 95%.

No segundo turno hipotético entre Lula e Michelle Bolsonaro, a vantagem do presidente encolhe, mas segue expressiva: 48,7% a 38,9%, com 12,4% de brancos, nulos e indecisos. O recorte evidencia que, embora Michelle concentre o voto bolsonarista, ainda não consegue capturar o eleitorado de direita não bolsonarista com a mesma eficiência de Flávio Bolsonaro.
Flávio Bolsonaro avança nos cenários e se consolida como principal rival
Nos cenários com Flávio Bolsonaro (PL), o quadro é mais competitivo. No primeiro turno do cenário 1, Lula aparece com 46,3% e Flávio com 36,6%, com Renan Santos em terceiro, com 7,8%. No cenário 2 — com campo mais enxuto de candidatos —, Lula vai a 47,2% e Flávio a 36,3%, mantendo a distância estável.

A despeito do recuo de Flávio nos últimos meses, a pesquisa registra ampliação da vantagem de Lula em junho em relação a abril.
No segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro, o presidente aparece com 48,8% contra 42,3% do senador, diferença de 6,5 pontos percentuais. A série temporal mostra que as duas curvas chegaram a se cruzar em abril de 2026, quando ambos marcavam 48%, mas divergiram novamente em junho.
Todos os cenários de segundo turno apontam vitória de Lula
Em todos os duelos de segundo turno testados, Lula vence com folga. Contra Ronaldo Caiado, o presidente marca 48% a 39%, vantagem de 9 pontos. Frente a Romeu Zema, vai a 48,2% a 38,5%, diferença de 9,7 pontos.
No confronto com Renan Santos, a margem se amplia para 20,3 pontos, com Lula a 49,2% e o pastor a 28,9%. Contra Jair Bolsonaro — em cenário hipotético —, a diferença é de 5,5 pontos, com 48,6% a 43,1%.

Rejeição e aprovação presidencial
A aprovação de Lula recuou para 45,9% em junho, ante 47% de abril, enquanto a desaprovação subiu para 52,3% — o maior nível desde fevereiro de 2026. Na avaliação do governo, 48,3% consideram a gestão ruim ou péssima, contra 39,7% que a avaliam como ótima ou boa.
Na disputa direta de área de governo, Lula lidera em saúde, educação, política externa, meio ambiente e geração de emprego, mas perde para Flávio Bolsonaro em criminalidade e tráfico de drogas — 47% a 43% — e empata em impostos e carga tributária, com 45% cada.
A rejeição mais alta entre os políticos testados é a de Aécio Neves (PSDB), com 54%, seguido de Flávio Bolsonaro com 53% e Lula com 48,6%.
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