O índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos recuou de 52,0 em julho para 50,4 em agosto. Os dados preliminares foram divulgados nesta quarta-feira (23) pela S&P Global.
O PMI agrega as atividades de serviços e industriais. As projeções do mercado financeiro eram de estabilidade para o mês. Contudo, segundo a pesquisa da S&P, o indicador atingiu o menor patamar em seis meses.
O PMI de serviços dos Estados Unidos também caiu para o nível mais baixo em seis meses, em um recuo de 52,3 para 51,0 entre julho e agosto. A projeção para serviços era de manutenção de 52,3.
O dado industrial também veio abaixo das estimativas do mercado, de alta de 49,0 contra resultado de 47,0 em agosto. Com o índice abaixo de 50 há contração da atividade no mês.
A S&P Global avalia que os desafios persistentes que estimulam a procura no setor de transformação foram acompanhados por um crescimento mais lento de serviços.
Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global Market Intelligence, comunicou em nota que a estagnação da atividade comercial em agosto levanta dúvidas sobre a força do crescimento econômico do país no terceiro trimestre de 2023.
“A pesquisa mostra que a aceleração do crescimento do setor de serviços no segundo trimestre diminuiu, acompanhada de nova queda na produção industrial. As empresas relatam que a demanda parece cada vez mais letárgica devido aos preços altos e ao aumento dos impostos”, afirmou.

Zona do euro: PMI de serviços atinge nível mais baixo em 30 meses
O PMI composto da zona do euro, que contempla os setores de serviços e indústria, registrou queda em agosto de 48,6 para 47,0, no nível mais baixo desde novembro de 2020.
Na zona do euro, o PMI de serviços caiu de 50,9 para 48,3 entre julho e agosto, na mínima de três meses, segundo a S&P Global em parceria com o banco HCOB.
O índice de gerente de compras ficou abaixo da mediana das projeções do mercado, de 50,5 – uma queda mais leve em relação ao registrado em julho.
Já o PMI industrial avançou de 42,7 em julho para 43,7 em agosto, na segunda alta consecutiva. Ainda que o resultado supere a projeção pessimista de 42,6, a atividade permanece em contração.
Segundo a S&P, a atividade empresarial da zona euro registrou uma contração em ritmo acelerado, conforme a recessão começa a tomar conta do setor de serviços.
A entrada de novos negócios caiu pelo terceiro mês consecutivo na região, com a taxa de declínio no nível mais rápido desde novembro de 2020.






