O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) composto dos Estados Unidos caiu de 52,0 para 51,4 pontos entre janeiro e fevereiro. A leitura preliminar do PMI composto dos EUA, divulgada pela S&P Global nesta quinta-feira (22), atingiu o menor patamar em dois meses.
No período, o PMI de serviços dos EUA caiu de 52,5 para 51,3 pontos, no menor nível em três meses. O consenso esperado por economistas consultados pelo “Wall Street Journal” era de 52,7 pontos.
Por outro lado, o PMI industrial norte-americano subiu de 50,7 a 51,5 pontos, no patamar mais elevado em 17 meses. O mercado projetava o indicador de atividade em 51,0 pontos.
Vale lembrar que o PMI composto dos EUA une os dois dados, de manufatura e serviços.

“Os dados iniciais do PMI de fevereiro indicam que a economia norte-americana continuou em expansão em meados do primeiro trimestre, apontando para um crescimento anualizado do PIB na casa de 2%“, disse Chris Williamson, economista-chefe de negócios da S&P Global. “A expansão é acompanhada por pressões moderadas sobre os preços.”
PMI composto da Europa é impulsionado por setor de serviços
A segunda leitura do PMI composto da zona do euro interrompeu uma sequência de seis meses de contração e voltou a subir em fevereiro, de 47,9 para 48,9 pontos. Mesmo com nova queda na produção industrial, o movimento positivo do setor de serviços foi o suficiente para impulsionar a atividade do bloco.
Os dados são da pesquisa da S&P Global em parceria com o banco HCOB.

Ainda que tenha avançado, este é o 9º mês abaixo da marca de 50,0 pontos, que separa o território de expansão da contração da atividade.
O PMI de serviços da zona do euro subiu para 50,0 em fevereiro, contra 48,4 pontos em janeiro. O consenso do mercado era de 48,8 pontos. Já o PMI de manufatura saiu de para 46,6 para 41,1 em fevereiro, ante projeção de 47,0 pontos.
Norman Liebke, economista do Hamburg Commercial Bank, destacou um sinal positivo à medida que a zona do euro progrediu gradualmente rumo à recuperação. “Isso é particularmente evidente no setor de serviços“, conforme indicado pela pesquisa que revelou um aumento no otimismo, com o índice de emprego subindo de 50,1 para 51,2 pontos em apenas um mês.
Segundo os dados, a atividade empresarial na zona do euro diminuiu a um ritmo mais lento em oito meses em fevereiro. A movimentação ocorreu pela estabilização da produção no setor de serviços, compensando uma nova queda acentuada na indústria manufatureira.
Na Alemanha, a contração econômica se aprofundou, enquanto na França houve uma queda sustentada na produção.