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PIB da Argentina cresce 5,8% no 1º trimestre e mostra primeiros sinais de recuperação

PIB da Argentina cresce 5,8% no 1º trimestre e mostra primeiros sinais de recuperação

A economia argentina começa a dar sinais de recuperação após um ano marcado por forte recessão e duras medidas de ajuste fiscal. No primeiro trimestre de 2025, o Produto Interno Bruto (PIB) do país cresceu 5,8% em relação ao mesmo período do ano passado, segundo dados divulgados nesta segunda-feira (23) pelo Instituto Nacional de Estatística e Censos (Indec).

O resultado positivo é comemorado como um respiro para uma economia que, no início de 2024, ainda enfrentava os efeitos da contração de 5% registrada no primeiro trimestre daquele ano — uma retração impulsionada pelas políticas de choque adotadas no final de 2023 pelo governo Javier Milei.

Na comparação com o último trimestre de 2024, o avanço do PIB foi mais modesto, de 0,8%, indicando uma retomada gradual, mas consistente.

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PIB da Argentina: consumo e investimentos puxam a retomada

O principal motor da alta veio do lado da demanda, com destaque para os investimentos e o consumo das famílias. A Formação Bruta de Capital Fixo — que engloba gastos com construção, máquinas e equipamentos — teve um salto de 31,8% na comparação anual e de 9,8% em relação ao trimestre anterior. Os números apontam para uma retomada da confiança do setor produtivo.

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Já o consumo das famílias avançou 11,6% em relação ao mesmo período de 2024 e 2,9% frente ao último trimestre, mostrando que a população começa a voltar às compras, mesmo com o custo de vida ainda elevado e a inflação em níveis desafiadores.

Setores em destaque

Alguns segmentos econômicos apresentaram desempenhos particularmente robustos. O setor de intermediação financeira cresceu impressionantes 27,2% no ano, refletindo maior atividade bancária e movimentações no crédito. Pesca (+11,6%) e hotéis e restaurantes (+9,0%) também se destacaram, sugerindo uma retomada na demanda interna e no turismo.

Por outro lado, nem todos os setores acompanharam essa dinâmica. O serviço doméstico encolheu 2,2% no período, e as exportações de bens e serviços caíram 1,5% em relação ao trimestre anterior — um sinal de que a demanda externa ainda não acompanha o ritmo da recuperação interna. Já o consumo do governo teve leve retração de 0,1%, alinhado ao corte de gastos públicos promovido pela atual gestão.

Mesmo com o avanço significativo, analistas alertam que o crescimento parte de uma base muito deprimida e que o caminho até uma recuperação sustentável ainda exige cautela. A economia argentina continua enfrentando desafios estruturais, como a inflação persistente, desequilíbrios fiscais e a necessidade de ampliar suas exportações.