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PF indicia 37 suspeitos de promover ações contra Estado Democrático de Direito

PF indicia 37 suspeitos de promover ações contra Estado Democrático de Direito

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quinta-feira (21) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo, sob suspeita de promover ações contra o Estado democrático de Direito. Ao todo, foram 37 nomes incluídos na lista. Além de Bolsonaro, estão entre os investigados o general da reserva do Exército Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da […]

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta quinta-feira (21) o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e ex-integrantes de seu governo, sob suspeita de promover ações contra o Estado democrático de Direito. Ao todo, foram 37 nomes incluídos na lista.

Além de Bolsonaro, estão entre os investigados o general da reserva do Exército Walter Souza Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil e da Defesa do governo Bolsonaro e candidato a vice na chapa que perdeu a eleição de 2022; e o general da reserva Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI). Também o policial federal Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Informações (Abin); e Valdemar da Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), legenda de Bolsonaro.

O relatório com os indiciamentos foi encaminhado ao Supremo Tribunal Federal (STF). Cabe agora ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, enviar o material para análise da Procuradoria-Geral da República (PGR).

Se a PGR considerar que há indícios consistentes da participação dos investigados, poderá apresentar uma denúncia à Justiça. Caso o STF aceite a denúncia, Bolsonaro e outros envolvidos se tornarão réus.

Polícia Federal: confira a lista dos indiciados

  1. Ailton Gonçalves Moraes Barros
  2. Alexandre Castilho Bittencourt da Silva
  3. Alexandre Rodrigues Ramagem
  4. Almir Garnier Santos
  5. Amauri Feres Saad
  6. Anderson Gustavo Torres
  7. Anderson Lima de Moura
  8. Ângelo Martins Denicoli
  9. Augusto Heleno Ribeiro Pereira
  10. Bernardo Romão Corrêa Netto
  11. Carlos Cesar Moretzsohn Rocha
  12. Carlos Giovani Delevati Pasini
  13. Cleverson Ney Magalhães
  14. Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira
  15. Fabrício Moreira de Bastos
  16. Filipe Garcia Martins
  17. Fernando Cerimedo
  18. Giancarlo Gomes Rodrigues
  19. Guilherme Marques de Almeida
  20. Hélio Ferreira Lima
  21. Jair Messias Bolsonaro
  22. José Eduardo de Oliveira e Silva
  23. Laércio Vergílio
  24. Marcelo Bormevet
  25. Marcelo Costa Câmara
  26. Mário Fernandes
  27. Mauro Cesar Barbosa Cid
  28. Nilton Diniz Rodrigues
  29. Paulo Renato de Oliveira Figueiredo Filho
  30. Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira
  31. Rafael Martins de Oliveira
  32. Ronald Ferreira de Araújo Júnior
  33. Sérgio Ricardo Cavaliere de Medeiros
  34. Tércio Arnaud Tomaz
  35. Valdemar Costa Neto
  36. Walter Souza Braga Netto
  37. Wladimir Matos Soares

O que é indiciamento?

O indiciamento é um procedimento que ocorre na fase de investigação. Neste momento, ainda não há processo penal, não há réus.

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É feito quando o delegado de polícia, avaliando o caso, conclui que há indícios de crime e associa os possíveis delitos a uma pessoa ou grupo de pessoas.

Quais as suspeitas?

Os policiais federais concluíram que há elementos que apontam a prática de três crimes:

  • Abolição violenta do Estado Democrático de Direito:acontece quando alguém tenta “com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício dos poderes constitucionais”. A pena varia de 4 a 8 anos de prisão.
  • Golpe de Estado: fica configurado quando uma pessoa tenta “depor, por meio de violência ou grave ameaça, o governo legitimamente constituído”. A punição é aplicada por prisão, no período de 4 a 12 anos.
  • Organização criminosa:crime previsto em lei de 2013, cometido por quem promove, constitui, financia ou integra, “pessoalmente ou por interposta pessoa, organização criminosa”. Pena de 3 a 8 anos.

O que dizem os acusados

O ex-presidente Jair Bolsonaro ainda não se pronunciou oficialmente, mas em rede social afirmou que “precisa ver o que tem nesse indiciamento” e que aguardará orientação de seus advogados.

“O ministro Alexandre de Moraes conduz todo o inquérito, ajusta depoimentos, prende sem denúncia, faz pesca probatória e tem uma assessoria bastante criativa. Faz tudo o que não diz a lei”, disse o ex-presidente em entrevista ao portal Metrópoles.

A defesa do ex-ministro Braga Netto disse que se manifestará após analisar o documento. Os demais envolvidos ainda não se manifestaram.

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