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Petróleo hoje cai com acordo EUA-Irã e nova projeção da Opep no radar

Petróleo hoje cai com acordo EUA-Irã e nova projeção da Opep no radar

Brent e WTI recuam com expectativa de maior oferta global após acordo entre EUA e Irã, enquanto Opep projeta alta da demanda até 2050

O petróleo hoje (18) opera em queda, em meio à melhora das perspectivas de oferta da commodity após informações de que os Estados Unidos e o Irã chegaram a um acordo provisório para encerrar a guerra no Oriente Médio, reabrir o Estreito de Ormuz e aliviar sanções contra Teerã.

Por volta das 13h10, o petróleo Brent recuava 2,30%, cotado a US$ 77,72 por barril. Já o petróleo WTI caía 2,66%, a US$ 74,75.

Mais cedo, os contratos já operavam em baixa e atingiam os menores patamares desde o início das negociações após os primeiros ataques dos EUA e de Israel ao Irã.

O recuo também ocorre enquanto a Agência Internacional de Energia alertou para um possível excesso de oferta no próximo ano, ampliando a pressão sobre as cotações no curto prazo.

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Opep eleva previsão de demanda até 2050

Apesar da queda no pregão, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) voltou a defender uma visão mais positiva para a demanda no longo prazo.

No relatório Perspectivas Mundiais do Petróleo, divulgado nesta quinta-feira, a Opep estimou que a demanda global por petróleo deve alcançar 124,1 milhões de barris por dia em 2050, ante 105,1 milhões de barris por dia em 2025.

A projeção é superior à apresentada no relatório do ano passado, quando a entidade estimava demanda de 122,9 milhões de barris por dia em 2050. Para 2030, a previsão também foi elevada, de 112,3 milhões para 113,3 milhões de barris por dia.

Segundo a Opep, não há pico de consumo de petróleo no horizonte. A entidade atribui a expansão esperada a mudanças recentes em políticas energéticas, preocupações com segurança energética, crescimento econômico e aumento populacional em países em desenvolvimento.

A maior parte do avanço deve vir de economias fora da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). A Opep projeta que a demanda desses países aumente 26,9 milhões de barris por dia entre 2025 e 2050. Já nas economias da OCDE, o consumo tende a recuar no longo prazo, após uma expansão modesta até o fim da década.

A Índia deve ser o principal motor do crescimento da demanda global, com alta projetada de 8,1 milhões de barris por dia até 2050. Também são esperados avanços em regiões emergentes da Ásia, no Oriente Médio, na África e na América Latina.

Entre os derivados, a maior expansão prevista é para querosene de aviação e combustível de jato, com aumento de 4,2 milhões de barris por dia até 2050. Em seguida aparecem diesel e gasóleo, GLP/etano, nafta e gasolina.

No cenário traçado pela organização, o petróleo seguirá como a principal fonte individual da matriz energética mundial em 2050, respondendo por cerca de 30% da demanda total de energia.

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