O índice de preços PCE — a medida de inflação preferida do Federal Reserve — subiu 0,4% em abril na comparação mensal, abaixo da expectativa de 0,5% do consenso compilado pela Briefing.com. O núcleo do indicador, que exclui alimentos e energia, avançou 0,2%, também abaixo da projeção de 0,3%.
“A inflação ainda está elevada e subindo mais do que o Fed quer, mas veio melhor do que o esperado”, disse Cooper Howard, diretor de pesquisa e estratégia de renda fixa do Schwab Center for Financial Research.
Na comparação anual, o núcleo do PCE subiu 3,3% — em linha com as expectativas e acima dos 3,2% registrados em março. O índice cheio avançou 3,8% nos 12 meses encerrados em abril – maior nível em 3 anos-, reforçando que a inflação segue bem acima da meta de 2% estabelecida pelo banco central americano.
Dados do indicador
Os dados foram divulgados nesta quarta-feira pelo Bureau of Economic Analysis (BEA). O relatório também trouxe informações sobre renda e gastos das famílias americanas em abril.
Os gastos com consumo pessoal subiram US$ 111,1 bilhões em termos nominais, alta de 0,5% no mês. O crescimento foi puxado por serviços (US$ 67,2 bilhões) e bens (US$ 44,0 bilhões). Em termos reais, descontada a inflação, o aumento foi mais modesto: US$ 18,1 bilhões, ou 0,1%.
Do lado da renda, o quadro foi mais fraco. A renda pessoal disponível — já descontados os impostos — recuou US$ 19,9 bilhões, queda de 0,1% no mês, pressionada principalmente pela redução na renda de proprietários rurais, parcialmente compensada pelo avanço na remuneração do trabalho.
Com os gastos crescendo e a renda caindo, a taxa de poupança pessoal recuou para 2,6% da renda disponível em abril. O total de poupança foi de US$ 611,7 bilhões no período.
O resultado abaixo do esperado para o PCE trouxe algum alívio aos mercados, que monitoram de perto o indicador como balizador para as decisões de política monetária do Fed. Ainda assim, com o núcleo anual em 3,3%, a perspectiva de cortes de juros no curto prazo segue limitada.
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