Mesmo em meio a protestos populares, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) da Venezuela confirmou a reeleição do presidente Nicolás Maduro. O resultado sai quase um mês após as eleições no país.
O TSJ determinou que o Poder Eleitoral publique os resultados no diário oficial do país, que indicam a vitória de Maduro com quase 52% dos votos. No entanto, a corte não forneceu detalhes adicionais sobre a votação, omitindo a divulgação das atas e comprovantes de votação.
A decisão ainda impõe que esses documentos permaneçam sob tutela judicial, limitando o acesso público e aumentando a desconfiança sobre a transparência do processo eleitoral.
Eleição de Nicolás Maduro é contestada
A eleição do atual presidente para mais um mandato, tem sido contestada tanto fora do país quanto dentro. Os Estados Unidos, por exemplo, reconheceram oficialmente que o candidato de oposição na Venezuela, Edmundo González, venceu as eleições no país.
O Brasil também foi na direção dos EUA. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reconheceu que seu governo ainda não aceita a reeleição de Maduro como presidente da Venezuela.
Lula afirmou que o líder venezuelano deve “uma explicação para o mundo” e, diante das dúvidas sobre o resultado da eleição presidencial, sugeriu que Maduro poderia demonstrar “bom senso” e usar o restante de seu mandato para convocar novas eleições.
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