O Índice Geral de Preços Mercado (IGP-M) subiu 0,84% em maio, informou nesta quinta-feira (28) o FGV Ibre. Apesar da alta, o indicador desacelerou com força em relação a abril, quando havia avançado 2,73%.
Com o resultado, o IGP-M acumula alta de 3,79% no ano e de 1,95% em 12 meses. Em maio de 2025, o índice havia registrado queda de 0,49% e acumulava avanço de 7,02% em 12 meses.
A perda de ritmo foi influenciada por altas menos intensas nos preços ao produtor, ao consumidor e na construção. Segundo o FGV Ibre, a relativa estabilidade dos preços do petróleo no mercado internacional reduziu a pressão sobre as cadeias produtivas.
“A menor intensidade do IGP-M foi influenciada pela relativa estabilidade dos preços dos barris de petróleo no mercado internacional”, afirmou Matheus Dias, economista do FGV Ibre.
O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que tem o maior peso na composição do IGP-M, subiu 0,91% em maio. Em abril, a alta havia sido de 3,49%. O movimento foi puxado principalmente pela desaceleração das matérias-primas brutas, cuja taxa passou de 5,78% para 0,43%.
Entre os produtos agropecuários, houve queda de 0,44% no mês, enquanto os produtos industriais subiram 1,35%. No acumulado em 12 meses, os produtos agropecuários recuam 8,82%, ao passo que os industriais avançam 4,21%.
Consumidor e construção
O Índice de Preços ao Consumidor (IPC) também perdeu força, passando de 0,94% em abril para 0,61% em maio. Três das oito classes de despesa desaceleraram: Transportes, Saúde e Cuidados Pessoais e Vestuário.
Em Transportes, a variação saiu de alta de 2,26% para queda de 0,31%, com influência de recuos em gasolina, etanol e transporte por aplicativo. No sentido oposto, Alimentação acelerou de 1,15% para 1,30%, enquanto Habitação passou de 0,46% para 0,95%.
O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 0,77% em maio, abaixo da alta de 1,04% observada em abril. Materiais e Equipamentos desaceleraram de 1,40% para 1,08%, Serviços passaram de 0,97% para 0,50% e Mão de Obra recuou de 0,61% para 0,43%.
Entre as maiores influências positivas do mês, o FGV Ibre destacou leite in natura, batata-inglesa, querosenes de aviação e óleos lubrificantes no atacado. Já entre as pressões negativas apareceram minério de ferro, cana-de-açúcar, álcool etílico anidro, café em grão e milho.
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