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IGP-M dispara nas projeções do mercado e chega a 5,50%

IGP-M dispara nas projeções do mercado e chega a 5,50%

O movimento foi o maior destaque do relatório desta edição e representa a nona semana consecutiva de alta nas estimativas

O relatório Focus divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Banco Central trouxe uma surpresa relevante: a projeção do mercado para o IGP-M em 2026 deu um salto expressivo de 0,70 ponto percentual em uma semana, passando de 4,80% para 5,50%.

O movimento foi o maior destaque do relatório desta edição e representa a nona semana consecutiva de alta nas estimativas para o índice, calculado pela Fundação Getulio Vargas e amplamente utilizado como referência em contratos de aluguel e reajustes de insumos industriais.

A magnitude da revisão semanal chama atenção por seu tamanho incomum. Há quatro semanas, a projeção para o IGP-M estava em 3,73% — ou seja, em menos de um mês o mercado revisou o índice em 1,77 ponto percentual, uma deterioração relevante nas expectativas para a inflação geral de preços.

Para 2027, a projeção segue estável em 4,00%, enquanto para 2028 há uma leve alta, com o índice saindo de 3,82% para 3,83%.

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IPCA

O movimento contrasta com o comportamento do IPCA, principal índice de inflação ao consumidor e referência para o sistema de metas do Banco Central. A projeção para o IPCA em 2026 subiu marginalmente, de 4,86% para 4,89%. Para abril especificamente, o mercado projeta variação de 0,70%, estável em relação à semana anterior, com maio em 0,39% e junho em 0,30%.

Nas demais projeções do Focus, o câmbio para 2026 segue estável em R$ 5,25 por dólar, enquanto para 2027 recuou levemente, de R$ 5,35 para R$ 5,30. A Selic permanece projetada em 13,00% ao ano para o fim de 2026, com o mercado já antecipando a taxa em 14,25% ao ano para maio — reflexo do ciclo de aperto monetário em curso.

O PIB de 2026 segue projetado em crescimento de 1,85%, estável pela quarta semana consecutiva, enquanto a projeção para 2027 recuou de 1,80% para 1,75%.

A aceleração do IGP-M tende a pressionar especialmente o segmento imobiliário, já que o índice ainda é usado como referência em contratos de locação residencial e comercial, além de impactar cadeias produtivas que utilizam commodities e insumos agrícolas como base de repasse de preços.

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