O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) subiu 0,37% em setembro após ter registrado queda de 0,14% em agosto, apesentando portanto uma aceleração.
Essa elevação ficou um pouco acima da projeção de mercado, que era de alta de 0,40%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (28) pelo Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV).
Dentro da composição do IGP-M, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) também apresentou aceleração na passagem de agosto para setembro: saiu de uma retração de 0,17% no mês anterior para 0,41% neste mês.
Por sua vez, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), passou de uma taxa negativa de 0,19% em agosto para elevação de 0,27% neste mês de setembro.
Por fim, o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), manteve os mesmos 0,24% do mês anterior.
O que é o IGP-M?
O IGP-M, Índice Geral de Preços, apresenta a variação de preços do mercado de acordo com a inflação. Ele diz respeito a todos os tipos de produtos, bens e serviços e é calculado pela Fundação Getúlio Vargas, a FGV.
A divulgação acontece mensalmente e tem como base os preços do dia 21 do mês anterior até o dia 20 do atual.
Seu objetivo é monitorar e verificar a movimentação geral dos preços. Então, quanto maior forem os valores, maior é o índice. Bem como, se houver uma queda, ele também diminui.
Usos
Os investidores utilizam esse dado para verificar o quanto seu dinheiro vale. Já os cidadãos, podem analisar seu poder de compra. Considera-se como um indicador da macroeconomia do país.
Ele ainda é usado como referência para a correção de valores em contrato, para que os ajustes sejam feitos com base na inflação. Portanto, ele influencia:
- Contas de energia elétrica;
- Mensalidades escolares;
- Planos de saúde;
- Seguros;
- Valores de aluguel.
O que é IGP-M acumulado
Além do IGP-M mensal existe o acumulado. Assim, ele é um cálculo do valor de cada mês durante um período. Então, usa-se para saber a alta ou baixa da inflação neste tempo.
É comum no mercado imobiliário, aliás, é a base para o reajuste anual dos aluguéis. Dessa forma, o aumento ou redução acontecem apenas uma vez, considerando os 12 meses.
Da mesma forma que acontece o acumulado, anualmente também realizam um balanço com base no IGP-M. Dessa forma, utilizam os dados para os reajustes de contratos, produtos e serviços.
Histórico do IGP-M
Em maio de 1989 o índice começou a ser calculado a pedido da Confederação Nacional das Instituições Financeiras, a CNF. Neste caso, o IGP-M surgiu pela necessidade das empresas de acompanhar as mudanças frequentes na inflação.
Na década de 80 já havia outros indicadores, mas não tinham tanta credibilidade ou independência no mercado. Assim, um contrato foi firmado com a Fundação Getúlio Vargas para que cuidassem destes dados.
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