O Itaú BBA atualizou as estimativas para a Ecorodovias (ECOR3) com uma recomendação convicta de compra, sendo considerada como a escolha preferida dos analistas Daniel Gasparete, Gabriel Rezende e Pedro Tineo, para um cenário de mudança macro, segundo relatório publicado na última quarta-feira (23).
De acordo com a análise, uma redução de 1 ponto percentual na Selic traria 25% de valorização para a ação, principalmente pelo fato de cerca de 85% do valor da companhia ser composto por dívida.
Para além disso, a estrutura da empresa é vista como resiliente: concessões de qualidade, uma boa execução e sem dívidas relevantes vencendo no curto prazo.
Vale ressaltar também que há um fluxo favorável de possíveis revisões de contratos que podem gerar uma vantagem, que não estão incorporados aos números apresentados, e algum risco de alta para o consenso.
As projeções superam o consenso de 2027
As novas estimativas foram atualizadas e construídas concessão por concessão. Essa inclusão era necessária visto que a empresa conquistou recentemente a concessão da Ecovias das Gerais, que abrange cerca de 26 municípios entre Minas Gerais e Bahia.
Desta maneira, o Ebitda ajustado sobe de R$ 5,6 bilhões em 2026 para R$ 6,7 bilhões em 2027. Esse cenário mantém as expectativas dos analistas para o Ebitda de 2026 em linha, e para 2027, o cenário é ainda melhor se posicionando 3% acima.
“Continuamos vendo risco de alta, apoiado por tendências de tráfego mais fortes e pelo impacto positivo do reequilíbrio das concessões existentes”, alertam os analistas.
O que pode acontecer na ação a longo prazo?
A longo prazo, é importante se atentar nos juros e no fluxo de notícias macroeconômicas, nos reequilíbrios pendentes, nos leilões de final de 2026 e início de 2027 e possíveis discussões sobre a inclusão de uma terceira faixa na concessão de Imigrantes.
O relatório ainda alerta que as estimativas são sensíveis para uma possível prolongação da taxa de juros, participação em novos leilões, revisões contratuais ou novos descontos tarifários.
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