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Economia da Argentina sobe acima do esperado

Economia da Argentina sobe acima do esperado

Economia da Argentina cresce 0,01% em novembro, acima do esperado, enquanto inflação e risco-país caem, sinalizando recuperação gradual

A economia da Argentina registrou um crescimento anual de 0,01% em novembro de 2024, superando as expectativas do mercado, que projetava uma retração de 0,01%, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estadística y Censos (Indec), equivalente ao IBGE no Brasil. 

O resultado também marca a primeira expansão desde maio de 2023, quando o país apresentou um crescimento de 1,4%.

Na comparação mensal, o indicador conhecido como Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) subiu 0,9% em relação a outubro, já descontados os efeitos sazonais. O desempenho positivo foi impulsionado principalmente pelos setores de pesca, que avançou 164,6% na comparação interanual, e de intermediação financeira, com alta de 9,9%, que teve a maior influência no resultado geral.

Apesar desse avanço, dez setores ainda registraram queda em novembro, com destaque para a construção (-14,2%), a indústria manufatureira (-2,3%) e o comércio atacadista e varejista (-1,3%), que juntos contribuíram negativamente para a variação anual do EMAE.

Apesar da expansão registrada em novembro, a economia argentina acumula uma retração de 2,5% nos últimos 12 meses. O país, no entanto, tem conseguido reduzir o ritmo da queda, que chegou a 5,2% em março de 2024.

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Estimador Mensal de Atividade Econômica (EMAE) - indicador da economia da Argentina

Reorganização da economia da Argentina e melhora da inflação

O resultado positivo de novembro acontece em meio ao chamado “Plano Motosserra”, uma política de austeridade fiscal implementada pelo presidente Javier Milei para reorganizar a economia do país. 

A estratégia inclui cortes drásticos nos gastos públicos e na burocracia estatal, impactando diretamente o ritmo de crescimento. No entanto, as medidas também têm ajudado a reduzir a inflação, que em 2024 atingiu níveis significativamente menores.

De acordo com o Indec, a inflação em dezembro foi de 2,7%, acumulando 117,8% nos últimos 12 meses — uma forte desaceleração em comparação aos 211,4% registrados em 2023. 

Esse movimento reforça o “processo de desinflação”, como descreveu o ministro da Economia, Luis Caputo, destacando que as medidas econômicas vêm fortalecendo a renda real e a atividade econômica da população.

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