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Desemprego cai a 7,5% no trimestre encerrado em novembro, diz IBGE

Desemprego cai a 7,5% no trimestre encerrado em novembro, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,5% no trimestre encerrado em novembro, com recorde na população ocupada. Veja mais!

A taxa de desemprego no Brasil foi de 7,5% no trimestre encerrado em novembro, com variação de -0,2 ponto percentual (p.p.) na comparação com os três meses anteriores. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgados nesta sexta-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No trimestre encerrado em agosto de 2023, a taxa de desemprego era de 7,8%. No mesmo período de 2022, a taxa de desocupação medida pela Pnad Contínua estava em 8,1%.

Segundo Adriana Beringuy, coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do IBGE, a taxa de 7,5% é a menor para um trimestre encerrado em novembro desde 2014 (6,6%). “Ou seja, retoma a valores de quase dez anos atrás, quando a desocupação era bem mais baixa”, diz.

É a terceira queda consecutiva da taxa de desocupação e, no trimestre encerrado em novembro, essa retração segue o movimento do mesmo período nos anos anteriores, quando, de modo geral, há redução nesse indicador. Nesse trimestre, a queda é explicada pela expansão no número de pessoas ocupadas”, explica a coordenadora.

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Houve crescimento de 0,9% na população ocupada, que chegou ao recorde de 100,5 milhões de pessoas, maior número da série histórica iniciada em 2012. No ano, o aumento foi de 0,8%.

Com o aumento da população ocupada, o nível da ocupação (percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar) variou 0,4 p.p. frente ao trimestre móvel anterior (57,0%), chegando a 57,4%. 

Do crescimento de 853 mil pessoas no contingente de ocupados, a maior parte (515 mil) foi absorvida pelo mercado de trabalho como empregado no setor privado com carteira assinada. 

No trimestre encerrado em novembro, houve a manutenção do trabalho com carteira assinada em expansão, que vem ocorrendo desde 2022. Por outro lado, também observamos o aumento da participação da informalidade, já que a população ocupada informal também cresceu”, destaca Beringuy.

Ainda na comparação com o trimestre anterior, o desemprego ficou estável. São 8,2 milhões de pessoas em busca de trabalho no país, o menor contingente desde o trimestre encerrado em abril de 2015, quando havia 8,15 milhões.

Desemprego: rendimento cresce 2,3%

O rendimento médio real foi estimado em R$ 3.034, um crescimento de 2,3% em relação ao trimestre encerrado em agosto. Quando comparado ao mesmo período do ano anterior, o avanço foi de 3,8%.

A massa de rendimento também cresceu nas duas comparações e chegou a R$ 300,2 bilhões, novamente atingindo um recorde na série histórica. O crescimento foi de 3,2% no trimestre e de 4,8% no ano.

O aumento é explicado pela combinação da expansão do número de pessoas inseridas no mercado de trabalho e do aumento do rendimento médio desses trabalhadores”.

O que é a Pnad?

A PNAD Contínua é o principal instrumento para monitoramento da força de trabalho no país. A amostra da pesquisa é feita trimestralmete, em 211 mil domicílios. Cerca de dois mil entrevistadores trabalham na pesquisa, em 26 estados e no Distrito Federal.

Além da Pnad, completa o quadro do mercado de trabalho brasileiro o Caged, do Ministério do Trabalho. Na quinta-feira (28), o Caged apontou a criação de 130.097 vagas com carteira assinada em novembro de 2023.

O saldo foi resultado das 1.866.752 contratações e das 1.736.655 demissões em novembro. O setor de serviços foi o que mais criou vagas (92.620), seguido do comércio (88.706).