O Brasil registrou um déficit orçamentário nominal de R$ 80,4 bilhões em dezembro de 2024, uma melhora expressiva em relação aos R$ 193,4 bilhões do mesmo mês do ano anterior. No entanto, o resultado veio pior do que o esperado pelo mercado, que projetava um déficit de R$ 60,3 bilhões.
Os dados foram divulgados pelo Banco Central (BC) nesta sexta-feira (31).
O déficit do governo central encolheu para R$ 60,7 bilhões, ante R$ 182,3 bilhões em dezembro de 2023. Já o superávit das empresas estatais permaneceu praticamente estável, em R$ 0,6 bilhão. Em contrapartida, os governos regionais ampliaram seu déficit para R$ 20,2 bilhões, acima dos R$ 11,8 bilhões registrados no ano anterior.
Por outro lado, o setor público consolidado apresentou um superávit primário de R$ 15,745 bilhões, superando as estimativas de R$ 10,2 bilhões. Esse saldo positivo foi impulsionado pelo superávit do governo central de R$ 26,728 bilhões, enquanto Estados e municípios tiveram um déficit de R$ 12,018 bilhões e as estatais registraram um superávit de R$ 1,035 bilhão.
Apesar do resultado positivo no superávit primário, os gastos com pagamento de juros somaram R$ 96,117 bilhões em dezembro, impactando o déficit nominal. No acumulado de 2024, o déficit primário totalizou R$ 47,553 bilhões, o equivalente a 0,40% do PIB.
Dívida bruta cai e fica abaixo das projeções do mercado
A dívida pública bruta do Brasil encerrou dezembro em 76,1% do PIB, abaixo dos 77,7% registrados em novembro e melhor que a projeção de 77% feita por economistas consultados pela Reuters. A dívida líquida, por sua vez, recuou levemente para 61,1% do PIB, contra 61,2% no mês anterior, ficando próxima da expectativa do mercado, que era de 61%.
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