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Governo Central tem déficit de R$ 40,6 bi em maio, mas resultado vem melhor que o esperado

Governo Central tem déficit de R$ 40,6 bi em maio, mas resultado vem melhor que o esperado

Saldo negativo é o menor para o mês desde 2021; no ano, contas públicas seguem com superávit

As contas do Governo Central registraram um déficit primário de R$ 40,621 bilhões em maio, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (26) pelo Tesouro Nacional.

O resultado representa a diferença entre receitas e despesas do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, e veio abaixo da mediana das projeções do mercado, que esperava um déficit de R$ 42,135 bilhões.

Apesar do saldo negativo, o número foi o melhor desempenho para meses de maio desde 2021, considerando os valores reais da série histórica iniciada em 1997. Em maio de 2024, por exemplo, o déficit havia sido de R$ 60,408 bilhões, em valores nominais.

O resultado foi composto por um superávit de R$ 15,337 bilhões no Tesouro Nacional, déficit de R$ 56,155 bilhões na Previdência Social e superávit de R$ 197 milhões no Banco Central.

No acumulado do ano até maio, as contas do Governo Central seguem positivas, com superávit de R$ 32,198 bilhões — o melhor desempenho desde 2022. Em igual período de 2024, o saldo estava em R$ 28,652 bilhões.

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Receita cresce e despesa cai

O resultado de maio foi influenciado por dois movimentos simultâneos: aumento da arrecadação e redução das despesas. As receitas totais cresceram 4,7% em relação ao mesmo mês do ano passado, enquanto as despesas registraram queda real de 7,6%. No acumulado do ano, a alta das receitas foi de 3,6%, e a queda das despesas chegou a 3,3%.

Nos últimos 12 meses até maio, o Governo Central apresenta superávit de R$ 18,1 bilhões, equivalente a 0,15% do Produto Interno Bruto (PIB). Desde janeiro, o Tesouro passou a divulgar também a proporção das despesas em relação ao PIB, conforme previsto no novo arcabouço fiscal.

As despesas obrigatórias somaram 16,8% do PIB, enquanto os gastos discricionários do Executivo representaram 1,44% do PIB nesse mesmo período.

Meta para 2025

Para 2025, o governo federal estabeleceu como meta fiscal um resultado primário neutro — ou seja, zerado —, com margem de tolerância de 0,25 ponto porcentual para mais ou para menos. Isso significa que o resultado poderá variar entre um superávit de até R$ 31 bilhões ou um déficit de igual valor. O limite de despesas fixado para o próximo ano é de R$ 2,249 trilhões.

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