O Brasil teve um saldo positivo de 195.171 empregos criados no mês passado, segundo dados do Caged de março divulgados nesta quinta-feira (27) pelo Ministério do Trabalho. O número ficou abaixo de fevereiro, quando o saldo positivo havia sido de 245 mil vagas.
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Nos últimos 12 meses (abril/2022 a março/2023), foi registrado um saldo positivo de 1.933.770 empregos, de acordo com os dados. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados registra apenas as movimentações formais, informadas ao governo pelos próprios empregadores.
O mercado foi mais movimentado em março do que em fevereiro, com 2.168.418 admissões, alta de 10,1% em relação ao mês anterior, e 1.973.247 desligamentos, número 14,4% maior que o de fevereiro. O estoque total de vínculos ativos pela CLT (Consolidação das Leis do Trabalho) registra 42.970.598 vínculos, uma variação positiva de 0,46% em relação ao mês anterior,
O salário médio de admissão em março foi de R$ 1.960,72, uma queda real de R$ 30,06, ou 1,51%, em relação ao valor de fevereiro.
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Caged de março: dados setoriais
Dos cinco grupos econômicos considerados pelo Ministério do Trabalho, quatro registraram saldo positivo e apenas a agropecuária ficou com números negativos:
- Serviços: +122.323 postos
- Construção: +33.641 postos
- Indústria: +20.984 postos
- Comércio: +18.555 postos
- Agropecuária: -332 postos

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Caged de março: dados regionais
As cinco regiões brasileiras registraram saldo positivo na criação de empregos:
- Sudeste: +113.374 postos (+0,52%)
- Sul: +37.441 postos (0,47%)
- Centro-Oeste: +22.435 postos (0,60%)
- Nordeste: +14.115 postos (0,20%)
- Norte: +10.077 postos (0,49%)

Na divisão por Unidades da Federação, São Paulo teve o maior saldo positivo bruto, com 50.768 postos criados, enquanto Roraima teve o maior crescimento percentual, com saldo positivo de 1.057 postos, ou +1,44%. Na outra ponta, Pernambuco teve o maior saldo negativo nas duas contas, com perda de 5.266 postos, ou -0,38% do estoque local.
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O economista-chefe da EQI Asset, Stephan Kautz, diz que os números do Caged de março surpreendem de forma positiva, pois mostram uma resiliência do mercado de trabalho e da atividade econômica.
“São números que vieram acima do consenso esperado e que mostram um mercado robusto, com alta em todas as regiões e praticamente todos os setores”, explica.
O analista, no entanto, afirma que esses dados dificultam a tarefa do Banco Central no combate à inflação, já que números fortes na geração de empregos costumam significar maior pressão inflacionária e, por isso, devem dificultar a queda dos juros no curto prazo.
“Junto com os dados da pesquisa de serviços, que saiu mais cedo e também mostrou fortalecimento da atividade econômica, nossa call aqui continua sendo de que a Selic continuará em 13,75% por mais tempo”, projeta Kautz.
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