O Índice Gerente de Compras (PMI) referente ao Brasil caiu de 54,1 em junho para 54 em julho, segundo levantamento da S&P Global. Os dados foram divulgados na manhã desta segunda-feira (1).
já o PMI Industrial da zona do euro recuou de 52,1 para 49,8 pontos, e o PMI Industrial da China, medido pelo Caixin, ficou em 50,4, com recuo de 51,7 pontos.
Ainda tratando da China, o PMI considerado oficial, do Escritório Nacional de Estatísticas (NBS), fechou julho em 49, marcando queda em relação aos 50,2 da leitura do índice em junho.
Vale lembrar que os 50 pontos separam crescimento de retração da atividade.
Brasil/S&P Global
Em relação ao PMI do Brasil, a pesquisa indica que a recuperação do setor industrial continua no mês de julho.
Conforme relatório ao mercado, a S&P informa que os dados do PMI® para o mês de julho indicaram uma combinação de crescimento econômico mais brando e pressões inflacionárias mais fracas em todo o setor industrial do Brasil.
Também disse que os pedidos às fábricas e a produção aumentaram às taxas mais baixas em três meses, enquanto as tendências de gastos se mostraram mistas, e a compra de insumos se expandiu a um ritmo mais brando e apenas superficial, enquanto a taxa de criação de empregos atingiu seu nível mais alto em mais de um ano.
E acrescentou que a recuperação do índice de emprego foi fundamentada por um aumento da confiança nos negócios.
No que se refere aos preços, os preços de insumos aumentaram ao ritmo mais lento registrado desde maio de 2020, com uma atenuação da inflação dos preços para o patamar mais baixo em cinco meses.

Desempenho sólido do setor, diz diretora
Diretora Associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima disse que os resultados do PMI de julho indicaram um desempenho sólido do setor industrial em todo o Brasil.
“O crescimento da produção perdeu algum impulso, porém se manteve historicamente elevado e o ritmo de criação de empregos acelerou pelo quarto mês consecutivo, à medida que a confiança nos negócios aumentou”, disse.
E acrescentou: “as empresas viram o crescimento da carteira de pedidos diminuir pelo segundo mês consecutivo em julho, contido em parte pelo enfraquecimento nos mercados internacionais. As vendas externas diminuíram pelo quinto mês consecutivo e ao ritmo mais acentuado desde o início do ano.”
Para ela, foi particularmente gratificante ver a inflação dos preços de insumos recuar para o patamar mais baixo em 26 meses, um sinal de que a inflação provavelmente já atingiu o seu pico.
“A inflação dos preços seguiu uma trajetória semelhante, diminuindo em julho para o seu patamar mais baixo desde fevereiro, e a área mais promissora do setor industrial, a dos bens de consumo, foi onde as pressões inflacionárias foram mais fortes. O segmento dos bens de produção foi o único a apresentar uma queda flagrante de novos negócios, registrando também o ritmo mais lento de aumento dos custos de produção”, concluiu.

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