Home
Notícias
Economia
Brasil deve ser a 8ª maior economia do mundo em 2027, projeta FMI

Brasil deve ser a 8ª maior economia do mundo em 2027, projeta FMI

País deve fechar 2026 na décima posição e ultrapassar Itália e Rússia no ano seguinte, com PIB projetado em US$ 2,80 trilhões

O Brasil deve encerrar 2026 como a décima maior economia do mundo e subir para a oitava posição em 2027, segundo as projeções do Fundo Monetário Internacional (FMI). O ranking considera o Produto Interno Bruto (PIB) em dólares correntes, medida que permite comparar o tamanho das economias.

Na base de outubro do Panorama Econômico Mundial (WEO, na sigla em inglês), o PIB brasileiro está estimado em US$ 2,65 trilhões neste ano. O valor coloca o país atrás da Rússia, com US$ 2,86 trilhões, e da Itália, com US$ 2,70 trilhões, que devem ocupar a oitava e a nona posições, respectivamente.

Para 2027, a projeção do FMI é de US$ 2,80 trilhões para o Brasil, acima dos US$ 2,77 trilhões da Itália e dos US$ 2,68 trilhões da Rússia. Com isso, o país ganharia duas posições. As estimativas indicam a manutenção do oitavo lugar até 2031.

Estados Unidos e China devem permanecer na liderança em 2026, com PIBs de US$ 32,64 trilhões e US$ 21,55 trilhões, respectivamente. Alemanha, Japão, Reino Unido, Índia e França completam o grupo das sete maiores economias.

Publicidade
Publicidade

Crescimento deve desacelerar

A melhora projetada na classificação ocorre mesmo com a redução das expectativas para o crescimento brasileiro. O FMI passou a prever expansão de 2,2% em 2026 e de 1,9% em 2027, ante estimativas de 2,4% e 2,2%, respectivamente, na atualização de julho.

O tamanho do PIB em dólares é influenciado pelos preços e pela conversão cambial, além da produção. Já a taxa de crescimento real desconta o efeito da inflação. Por isso, o Brasil pode ganhar posições no ranking mesmo com uma expansão mais lenta da atividade.

No relatório, o FMI relaciona a desaceleração brasileira às condições monetárias ainda restritivas para reconduzir a inflação à meta, à retirada de estímulos fiscais e à incerteza global.

Leia também: