O Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) registrou a criação de 121.305 empregos com carteira assinada no Brasil em setembro de 2026. O resultado representa uma desaceleração em relação a agosto, quando foram abertas 165.827 vagas formais, e ficou abaixo das expectativas do mercado, que projetavam a geração de 163,6 mil postos de trabalho.
Os dados do Caged foram divulgados nesta quarta-feira (4) pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. No período, foram registradas 2.214.437 admissões e 2.093.132 desligamentos.
Com o resultado de setembro, o estoque de empregos formais no país chegou a 48.359.577 vínculos. No acumulado de janeiro a setembro de 2026, o saldo positivo alcançou 1.248.914 vagas, crescimento de 2,65%.
Caged: setor de Serviços lidera criação de empregos
Entre os cinco grandes grupamentos de atividades econômicas, quatro apresentaram saldo positivo em setembro. O destaque foi o setor de Serviços, responsável pela abertura de 81.241 postos de trabalho.
Na sequência, aparecem:
- Indústria: 19.285 vagas;
- Comércio: 15.697 vagas;
- Construção: 9.468 vagas.
A Agropecuária foi o único setor com resultado negativo no mês, registrando o fechamento de 4.381 postos de trabalho.
São Paulo lidera geração de vagas em setembro
O saldo de empregos foi positivo em 26 estados brasileiros. São Paulo apresentou o melhor resultado em números absolutos, com a criação de 19.391 vagas.
Pernambuco ficou na segunda posição, com 13.371 postos, seguido por Alagoas, que registrou 11.110 novas vagas.
Na comparação proporcional, considerando o tamanho do mercado de trabalho de cada estado, os maiores avanços foram observados em Alagoas (+2,47%), Amapá (+1,35%) e Roraima (+1,23%).
Acumulado do ano supera 1,2 milhão de empregos
De janeiro a setembro de 2026, o Brasil acumulou 1.248.914 novos empregos formais, com crescimento de 2,65%. Os cinco grandes setores da economia apresentaram saldo positivo no período.
Serviços liderou a geração de vagas, com 775.774 postos e expansão de 3,39%. Dentro do segmento, as atividades de Administração Pública, Defesa e Seguridade Social, Educação, Saúde Humana e Serviços Sociais responderam pela criação de 276.355 empregos, crescimento de 4,76%.
A Construção também apresentou desempenho expressivo, com 207.434 vagas e avanço de 7,03%. Os principais destaques foram Obras de Infraestrutura, com 82.909 postos, Construção de Edifícios, com 66.883, e Serviços Especializados para Construção, com 57.642.
Na Indústria, o saldo chegou a 188.563 empregos, alta de 2,10%. A Fabricação de Produtos Alimentícios contribuiu com 55.929 vagas, enquanto a Fabricação de Veículos Automotores, Reboques e Carrocerias gerou 26.878 postos.
A Agropecuária registrou a criação de 51.893 empregos formais, crescimento de 2,87%. Entre as atividades de maior contribuição estão o Apoio à Agricultura e à Pecuária, com 15.353 vagas, o Cultivo de Café, com 7.464, e o Cultivo de Alho, com 3.667.
Já o Comércio acumulou 25.280 novos postos de trabalho, com expansão de 0,24%.
São Paulo também lidera geração de empregos no ano
No acumulado de 2026, todos os estados brasileiros apresentaram saldo positivo na criação de empregos formais.
São Paulo liderou o ranking, com 322.551 novas vagas. Minas Gerais apareceu na sequência, com 129.777 postos, seguido pelo Rio de Janeiro, com 86.489.
Em termos proporcionais, os maiores crescimentos foram registrados no Amapá (+7,75%), em Roraima (+4,54%) e no Piauí (+4,52%).
Mulheres e jovens concentram parte das novas vagas
Os dados do Caged também mostram a distribuição dos empregos por grupos populacionais. Em setembro, o saldo foi positivo tanto para mulheres, com 62.989 vagas, quanto para homens, com 59.129 postos.
A população de até 24 anos concentrou a criação de 106.293 empregos formais no mês.
Em relação à escolaridade, trabalhadores com ensino médio completo registraram o maior saldo, com 82.818 vagas. Pessoas com ensino médio incompleto responderam por outras 17.258 oportunidades. Os demais níveis de instrução somaram 21.235 postos.
Salário médio de admissão registra leve queda
O salário médio real de admissão em setembro ficou em R$ 2.429,41, uma redução de R$ 1,10, equivalente a 0,05%, na comparação com agosto, quando o valor havia alcançado R$ 2.430,51.
Apesar da pequena queda mensal, houve aumento na comparação anual. Em setembro de 2025, o salário médio real de admissão era de R$ 2.384,50. Dessa forma, a remuneração avançou R$ 44,90 em um ano, alta de 1,88%.
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