A inteligência artificial (IA) já gera valor comercial para 84% das empresas brasileiras consultadas em pesquisa realizada no segundo trimestre de 2026. O percentual supera a média global, de 76%, e reforça a presença crescente da tecnologia nas estratégias de negócios das organizações. Os dados são da pesquisa Global AI Pulse, da KPMG.
O levantamento também aponta que 86% dos líderes empresariais brasileiros entrevistados estão confiantes na capacidade de suas organizações de adaptar as estratégias de inteligência artificial às demandas futuras. Apesar do resultado expressivo, o índice recuou quatro pontos percentuais em relação ao primeiro trimestre de 2026, quando 90% dos participantes demonstravam essa confiança.
A perspectiva de continuidade dos investimentos, por outro lado, ganhou força. Segundo a pesquisa, 87% dos entrevistados no Brasil afirmam que a IA continuará entre as principais prioridades de investimento de suas organizações mesmo diante de uma possível recessão nos próximos 12 meses. No primeiro trimestre, essa proporção era de 80%, o que representa um aumento de sete pontos percentuais.
Produtividade e segurança orientam estratégias
Entre os fatores que influenciam as decisões das empresas sobre inteligência artificial, a produtividade e a proteção de informações aparecem como pontos relevantes. De acordo com o estudo, 31% das organizações apontam os ganhos de produtividade como uma das principais prioridades relacionadas à IA.
Já a segurança de dados, a privacidade e a gestão de riscos são citadas por 33% dos participantes como fatores significativos para as estratégias de inteligência artificial nos seis meses seguintes à pesquisa.
Os resultados indicam que, além da busca por eficiência operacional, as empresas precisam considerar aspectos relacionados à proteção de informações e ao gerenciamento dos riscos associados à adoção da tecnologia.
Perfil dos participantes
A edição do segundo trimestre de 2026 da Global AI Pulse reuniu 2.145 líderes seniores de diferentes mercados, dos quais 100 atuam no Brasil. Os participantes têm conhecimento direto sobre a utilização de inteligência artificial nas organizações e ocupam cargos como presidente, CEO, chairman, fundador, executivo C-level, vice-presidente executivo e diretor executivo.
A pesquisa abrange empresas com receita superior a US$ 550 milhões. Os resultados apresentados para o Brasil refletem, portanto, as percepções dos líderes consultados nesse universo de grandes organizações.






