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BC: déficit primário do setor público fica em R$ 30,3 bilhões em agosto

BC: déficit primário do setor público fica em R$ 30,3 bilhões em agosto

O déficit público consolidado do governo ficou em R$ 30,3 bilhões em agosto de 2022, ante um superávit de R$ 16,7 bilhões em agosto de 2021.

O déficit primário consolidado do setor público ficou em R$ 30,3 bilhões em agosto de 2022, ante um superávit de R$ 16,7 bilhões em agosto de 2021. Os valores foram anunciados nesta sexta-feira pelo Banco Central.

O Governo Central apresentou déficit de R$49,8 bilhões, enquanto os governos regionais e as empresas estatais tiveram, respectivamente, superávits respectivos de R$ 18,5 bilhões e de R$ 970 milhões. No período de doze meses encerrado em agosto, o superávit primário do setor público consolidado ficou em R$ 183,5 bilhões, equivalente a 1,97% do PIB.

Juros nominais em queda em relação a 2021

Os juros nominais do setor público consolidado somaram R$ 35,6 bilhões em agosto de 2022, comparados a R$ 46,5 bilhões em agosto de 2021. Contribuiu para a redução dos juros no período a melhora no resultado das operações de swap cambial (ganho de R$11,3 bilhões em agosto de 2022 e perda de R$ 7,6 bilhões em agosto de 2021).

No acumulado em doze meses até agosto, os juros nominais somam R$ 575,6 bilhões (6,17% do PIB), comparativamente a R$ 335,7 bilhões (4,03% do PIB) no período dos doze meses anteriores a agosto de 2021.

O resultado nominal do setor público consolidado, que inclui o resultado primário e os juros nominais apropriados, foi deficitário em R$ 65,9 bilhões em agosto de 2022. No acumulado em doze meses, o déficit nominal alcançou R$ 392 bilhões (4,20% do PIB), elevando-se 0,34 p.p. em relação ao déficit acumulado até julho de 2022.

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Dívida líquida têm elevação

A Dívida Líquida do Setor Público (DLSP) atingiu 58,2% do PIB (R$ 5,4 trilhões) em agosto, elevando-se 0,5 p.p. do PIB no mês. Esse resultado refletiu os juros nominais apropriados (aumento de 0,4 p.p.), o efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (aumento de 0,4 p.p.), o déficit primário (aumento de 0,3 p.p.), e o efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,6 p.p.).

No ano, o aumento de 1,0 p.p. na relação DLSP/PIB foi influenciado pelos juros nominais apropriados (aumento de 3,9 p.p.), pelo efeito da variação da cesta de moedas que compõem a dívida externa líquida (aumento de 1,3 p.p.), pelo efeito da valorização cambial acumulada de 7,2% (aumento de 1,2 p.p.), pelo crescimento do PIB nominal (redução de 4,0 p.p.), e pelo superávit primário acumulado (redução de 1,3 p.p.).

Dívida bruta tem leve queda

A Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG), que compreende Governo Federal, INSS e governos estaduais e municipais, atingiu 77,5% do PIB (R$ 7,2 trilhões) em agosto de 2022, redução de 0,7 p.p. do PIB no mês.

Essa evolução decorreu, principalmente, do efeito do crescimento do PIB nominal (redução de 0,9 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 0,4 p.p.), e dos juros nominais apropriados (aumento de 0,5 p.p.). No acumulado no ano, a redução de 2,8 p.p. decorreu do crescimento do PIB nominal (redução de 5,6 p.p.), dos resgates líquidos de dívida (redução de 2,0 p.p.), do efeito da valorização cambial acumulada (redução de 0,4 p.p.) e dos juros nominais apropriados (aumento de 5,2 p.p.).

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