Home
Notícias
Economia
Apostas na Copa podem empurrar brasileiros para o endividamento

Apostas na Copa podem empurrar brasileiros para o endividamento

Pesquisa mostra que 56% dos brasileiros consideram apostar durante o Mundial, enquanto parte vê nas bets uma saída para pagar contas e dívidas

A Copa do Mundo costuma mexer com a rotina, o consumo e as emoções dos brasileiros. Mas, em 2026, a paixão pela Seleção também acende um alerta financeiro. A pesquisa “Placar das Finanças: como o futebol mexe no bolso e na dívida dos brasileiros”, realizada pela Creditas em parceria com a Opinion Box, mostra que a copa pode funcionar como um gatilho para gastos sem planejamento, apostas esportivas e maior tolerância ao endividamento.

Segundo o levantamento, 20% dos brasileiros afirmam que estariam dispostos a se endividar para ver o Brasil conquistar o hexacampeonato. Entre os jovens de 18 a 24 anos, que não têm memória do último título mundial da Seleção, o índice sobe para 30%.

O dado é ainda mais preocupante entre pessoas que já estão endividadas: 37% aceitariam ampliar as dívidas em troca do título.

Gastos da Copa podem sair do controle

O estudo mostra que 74% dos entrevistados pretendem gastar dinheiro durante a Copa. Entre eles, 80% admitem que poderiam fazer isso sem planejamento para acompanhar os jogos da Seleção.

Reuniões com amigos e familiares, compra de bebidas, comida, camisetas, decoração e deslocamentos podem parecer gastos pequenos, mas somados ao longo do torneio podem comprometer o orçamento.

Publicidade
Publicidade

Outro ponto de atenção é que 47% dos brasileiros afirmam que poderiam aumentar os gastos caso o Brasil avance na competição. Ou seja, quanto maior a empolgação, maior o risco de decisões financeiras impulsivas.

Apostas esportivas ampliam o perigo

Além do consumo, as apostas esportivas aparecem como um fator de risco. De acordo com a pesquisa, 56% dos brasileiros consideram participar de bolões ou bets durante a Copa. Entre os jovens de 18 a 24 anos, esse percentual chega a 69%.

O problema é que, para parte dos entrevistados, a aposta deixa de ser vista apenas como entretenimento. Entre aqueles que consideram apostar, 31% dizem buscar uma forma de cobrir gastos do mês, enquanto 15% enxergam as bets como possibilidade de renda extra para pagar dívidas. Esse comportamento pode agravar ainda mais a situação financeira, já que apostas envolvem risco de perda e não devem ser tratadas como fonte de renda.

Entre os endividados, o alerta é ainda maior: 79% afirmam considerar apostar durante a Copa, contra 48% entre quem não possui dívidas.

Educação financeira deve entrar em campo

A Copa pode ser vivida com alegria, mas sem comprometer o futuro financeiro. O primeiro passo é definir um limite de gastos antes do torneio começar. Isso inclui separar quanto será usado com encontros, compras, deslocamentos e lazer. Se houver apostas, elas nunca devem envolver dinheiro reservado para contas, aluguel, alimentação, cartão de crédito ou pagamento de dívidas.

Também é importante trocar a lógica do ganho rápido pela construção de patrimônio. Em vez de apostar dinheiro em resultados imprevisíveis, o brasileiro pode buscar alternativas de investimento com orientação profissional e planejamento.

Nesse contexto, a EQI pode ser uma opção para quem deseja investir por meio de uma corretora financeira, com acesso a produtos adequados ao perfil de risco e aos objetivos de cada pessoa.

A diferença é essencial: enquanto as apostas esportivas podem levar à perda imediata do dinheiro, o investimento planejado busca preservar e fazer crescer o patrimônio ao longo do tempo. Na prática, a melhor vitória durante a Copa pode ser torcer pelo Brasil sem transformar emoção em dívida.

Leia também: