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Tesouro Direto hoje: taxas caem forte após IPCA, com derretimento do IPCA+ 2032

Tesouro Direto hoje: taxas caem forte após IPCA, com derretimento do IPCA+ 2032

Tesouro Direto devolve prêmio nesta sexta-feira, com forte queda das taxas, liderada pelos papéis atrelados ao IPCA, mesmo após inflação acima do esperado

O Tesouro Direto hoje (12) opera com forte queda nas taxas dos principais títulos públicos, mesmo após o IPCA de maio vir acima do esperado pelo mercado. O destaque ficou com o Tesouro IPCA+ 2032, cuja taxa recuou de IPCA + 8,25% para IPCA + 8,11% ao ano.

Apesar do derretimento na sessão, o papel ainda segue acima da marca de 8% ao ano, patamar elevado para os juros reais. A queda foi ainda mais intensa em outros vencimentos atrelados à inflação, como o IPCA+ 2040, que passou de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,33%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2037, que caiu de IPCA + 7,86% para IPCA + 7,65%.

Entre os prefixados, o Tesouro Prefixado 2029 também recuou, passando de 14,71% para 14,54% ao ano, afastando-se ainda mais da marca de 15%, que havia entrado no radar ao longo da semana.

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IPCA vem acima do esperado

A sessão é marcada pela divulgação do IPCA de maio, que subiu 0,58%, acima da expectativa de 0,53% apontada em pesquisa da Reuters. Em 12 meses, a inflação acumulou alta de 4,72%, também acima da projeção de 4,66%.

Em tese, uma inflação acima do esperado poderia pressionar os juros, sobretudo os papéis atrelados ao IPCA. No entanto, a fotografia do Tesouro Direto mostrou queda generalizada nas taxas, com os títulos públicos devolvendo parte do prêmio acumulado nos últimos pregões.

Parte desse alívio veio do ambiente externo. O petróleo caiu ao menor nível em quase dois meses depois que Donald Trump cancelou novos ataques contra o Irã, reduzindo o temor de uma escalada adicional no Oriente Médio. Por volta das 10h20, o Brent recuava cerca de 2,5%, para perto de US$ 88 por barril, enquanto o WTI caía para a região dos US$ 85.

No mercado local, o dólar comercial também recuava mais de 1%, enquanto o Ibovespa oscilava entre perdas e ganhos. A queda do câmbio e do petróleo ajudou a reduzir parte da pressão imediata sobre inflação e juros, mesmo com o IPCA de maio acima do consenso.

Juros futuros mostram alívio na comparação com ontem

Nos juros futuros, o movimento intradiário ainda era de cautela em parte da curva, mas os principais vencimentos usados como referência seguiam abaixo dos níveis observados na véspera.

O DI para janeiro de 2029 era negociado a 14,55%, contra 14,70% na quinta-feira. O contrato para janeiro de 2032 passava de 14,61% para 14,475%, enquanto o vencimento para janeiro de 2037 caía de 14,515% para 14,395%.

Esse comportamento ajuda a explicar a queda das taxas do Tesouro Direto. Quando as taxas de mercado recuam, os preços dos títulos prefixados e indexados ao IPCA tendem a subir, reduzindo os rendimentos oferecidos nas novas compras.

Ainda assim, o cenário segue sensível. No Brasil, investidores acompanham os impactos do IPCA, os próximos passos do Copom e as discussões fiscais. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo pode acionar o STF contra pautas-bomba caso a negociação com o Congresso não avance, citando o risco de medidas com impacto fiscal elevado sobre juros e crédito.

IPCA+ lidera queda nas taxas

A maior devolução de prêmio apareceu nos títulos atrelados à inflação. O IPCA+ 2032 caiu para IPCA + 8,11%, permanecendo acima da marca de 8% mesmo após a queda do dia.

Nos vencimentos intermediários e longos, o recuo foi ainda mais forte. O IPCA+ com Juros Semestrais 2037 caiu de IPCA + 7,86% para IPCA + 7,65%, enquanto o IPCA+ 2040 passou de IPCA + 7,56% para IPCA + 7,33%.

O IPCA+ com Juros Semestrais 2045 recuou de IPCA + 7,60% para IPCA + 7,44%. Já o IPCA+ 2050 caiu de IPCA + 7,19% para IPCA + 7,09%, e o IPCA+ com Juros Semestrais 2060 passou de IPCA + 7,43% para IPCA + 7,27%.

Mesmo com o alívio, os juros reais continuam em patamares elevados. Esse nível reflete a combinação de inflação ainda pressionada, incerteza sobre a trajetória da Selic, risco fiscal e volatilidade externa.

Prefixados também recuam

Entre os prefixados, o movimento também foi de queda. O Tesouro Prefixado 2029 caiu de 14,71% para 14,54% ao ano. O Prefixado 2032 recuou de 14,68% para 14,53%, enquanto o Prefixado com Juros Semestrais 2037 passou de 14,62% para 14,48%.

Com isso, o Prefixado 2029 se afastou da marca de 15%, nível que chegou a ficar no radar na quarta-feira, quando o título encostou em 14,99% ao ano.

No Tesouro Selic 2031, a taxa permaneceu estável em Selic + 0,0743%.

Leia também:

Taxas do Tesouro Direto hoje

Confira as taxas do Tesouro Direto hoje, às 12h10:

Prefixados

  • Tesouro Prefixado 2029: 14,54% ao ano (-0,17 p.p.)
  • Tesouro Prefixado 2032: 14,53% ao ano (-0,15 p.p.)
  • Tesouro Prefixado com Juros Semestrais 2037: 14,48% ao ano (-0,14 p.p.)

Atrelado à Selic

  • Tesouro Selic 2031: Selic + 0,0743% (estável)

Atrelados ao IPCA

  • Tesouro IPCA+ 2032: IPCA + 8,11% (-0,14 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2037: IPCA + 7,65% (-0,21 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2040: IPCA + 7,33% (-0,23 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2045: IPCA + 7,44% (-0,16 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ 2050: IPCA + 7,09% (-0,10 p.p.)
  • Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais 2060: IPCA + 7,27% (-0,16 p.p.)