Ações
arrow-bc
Notícias
arrow-bc
Os donos das empresas da B3: saiba quem são os acionistas das maiores companhias de capital aberto

Os donos das empresas da B3: saiba quem são os acionistas das maiores companhias de capital aberto

Osni Alves

Osni Alves

03 Out 2022 às 13:57 · Última atualização: 03 Out 2022 · 40 min leitura

Osni Alves

03 Out 2022 às 13:57 · 40 min leitura
Última atualização: 03 Out 2022

A imagem mostra uma analista acompanhando uma ação no gráfico.

Já se perguntou quem são os acionistas das maiores companhias de capital aberto do país?

Em tempos de atenção à alta dos combustíveis, uma das suspeitas que mais circulou pelas redes sociais era a de que grandes conglomerados internacionais eram os “donos” da Petrobras (PETR3, PETR4) e era por conta do interesse desses acionistas que o preço da gasolina não baixava.

Pois bem: basta uma visita ao portal de relações com investidores da companhia para averiguar que o “maior dono” da Petrobras é o governo federal.

Para o investidor, saber quais os acionistas majoritários de uma empresa é uma informação útil não apenas para que não se propague fake news, mas para que seja feita uma correta avaliação da empresa.

Abaixo, elencamos os donos das empresas da B3. Este levantamento será constantemente atualizado, para que você acompanhe com exatidão essas informações. Acompanhe:

Sede da Petrobras no centro do RJ; foto Agência Brasil.
Rio de Janeiro – Edifício sede da Petrobras no Centro do Rio. (Fernando Frazão/Agência Brasil)

Petrobras (PETR3; PETR4)

A Petrobras (PETR3; PETR4) é mais do que uma empresa petrolífera brasileira. Trata-se de um ícone e tudo relacionado à companhia chama a atenção do mercado e também das pessoas não investidoras.

Acontece que existe uma aura em torno da Petrobras desde sua fundação. Ela foi criada em 1953 sob a tutela do governo do presidente Getúlio Vargas e isso, por si só, já seria suficiente para permear a mística em torno da companhia.

Isso porque a Petrobras está ligada ao desenvolvimento do país, bem como ao processo de industrialização da nação. Até então, a economia brasileira estava pautada em outras economias, como a ligada à agricultura e pecuária.

O agronegócio continua sendo um braço forte do Brasil, mas a Petrobras é uma gigante da indústria de energia, com mais de 45.500 empregados e lucro líquido superior a R$ 53 bilhões somente no segundo trimestre de 2022, um recorde.

E de recorde a petroleira entende bem. Para se ter ideia, no dia 28 de julho a companhia anunciou o pagamento de R$ 87,7 bilhões em dividendos, ou R$ 6,732003 por ação ordinária (ON) e preferencial (PN).

Dividendos são uma parcela do lucro apurado por uma sociedade anônima, distribuída aos acionistas por ocasião do encerramento do exercício social. E o maior acionista da petroleira é a União, ou seja, boa parte desse dinheiro vai para os cofres do governo federal.

E por falar em acionistas, vale destacar que a Petrobras é uma empresa de capital misto, ou seja, ela não é totalmente pública, e nem totalmente privada. A companhia está listada na bolsa brasileira (B3) e é uma das empresas de maior peso no índice.

No dia 23 de agosto de 2022 a ação da companhia PETR4 estava cotada a R$ 33,44.

A posição acionária da Petrobras está composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
UniãoSim50,2580%0,00
BrasdesparNão0,0016,0690%
BlackRockNão0,005,0080%
BNDESNão0,002,4140%
Vale (VALE3)

Vale (VALE3)

A trajetória da Vale está intrinsecamente ligada à trajetória da Petrobras e ao governo de Getúlio Vargas. A mineradora foi criada em 1942 sob a mesma bandeira: desenvolvimento e industrialização.

Enquanto a carioca Petrobras foi organizada já na costa da então capital do país, a Vale foi organizada para explorar o interior de Minas Gerais, pesquisando um dos solos mais ricos do continente americano.

Como boa mineira, tanto no sentido de gentílico quanto corporativo, a companhia foi crescendo e ganhou não apenas o Brasil, mas o mundo, com operações espalhadas por diversas regiões do planeta, incluindo a Ásia, em especial a China.

Ela é uma das companhias com maior peso dentro do Ibovespa e, como a Petrobras, é um dos xodós dos investidores. Isso porque, passados 80 anos, a Vale cresceu, se desenvolveu e é, atualmente, uma empresa robusta.

A companhia conta com 120 mil empregados entre efetivos e terceirizados no Brasil e no mundo. É um batalhão de gente altamente qualificada e que lida com processos complexos diariamente. A empresa também se orgulha de produzir 54% da energia que consome.

Para escoar a produção da Vale, a companhia se utiliza de uma malha ferroviária superior a mais de 2 mil km. Muitos brasileiros sequer saber, mas a empresa é nada menos que a principal exportadora de minério de ferro do mundo.

Porém, sua atuação é muito mais ampla, pois por meio das subsidiárias, opera também nos setores de navegação, fertilizante, energia, logística e siderurgia.

No primeiro trimestre de 2022 a companhia reportou lucro líquido de R$ 23,046 bilhões, uma queda em relação ao mesmo período de 2021 (R$ 30,5 bilhões).

O desempenho também ficou abaixo do apurado no quarto trimestre, quando a empresa reportou ganhos de R$ 30,3 bilhões. No acumulado de 2021, a mineradora registrou lucro recorde de R$ 121,2 bilhões.

No dia 23 de agosto de 2022 a ação da companhia estava cotada em R$ 69,67, e a posição acionária está composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
PreviNão8,61%
Capital World InvestorsNão6,69%
BlackRockNão6,33%
Mitsui&coNão5,99%
OutrosNão67,54%

Eletrobras (ELET3; ELET6)

Completando o cinturão das companhias fundadas pelo governo brasileiro e sempre no radar do investidor, a Eletrobras (ELET3; ELET6) foi criada em 1960 com a finalidade de modernizar o setor elétrico do país.

Em junho de 2022 a companhia foi vendida por cerca de R$ 100 bilhões e se tornou uma empresa privada. Ou seja, União Federal deixou de ser controladora da empresa e, embora o BNDES tenha vendido ações na oferta global, a perda do controle ocorreu principalmente pela diluição da participação do governo com a emissão de novas ações.

Por conta da operação, o governo passou a deter pouco mais de 40% do capital social da companhia, e o valor da privatização é o equivalente ao novo capital social da companhia, ou seja, à nova quantidade total de ações multiplicado por R$ 42.

Neste cenário, o mais interessante é que o investidor individual, de varejo, assumiu R$ 9 bilhões, ou 27%. Desse valor, R$ 6 bilhões foram recursos do FGTS colocados na empresa e o restante, por meio de participação direta adquirida por meio de corretoras.

Em maio deste ano, a Eletrobras reportou lucro líquido de R$ 2,7 bilhões no primeiro trimestre de 2022. Esse valor é 69% superior ao lucro de R$ 1,6 bilhão apurado no primeiro trimestre de 2021. O resultado do Ebitda recuou 3%, para R$ 3,7 bilhões, quando comparado ao mesmo trimestre do ano passado. A margem recuou 6,1 p.p., para 47%.

Já a receita operacional líquida apresentou crescimento de 12%, segundo a empresa, influenciada pelo reajuste de contratos bilaterais e das receitas de transmissão, aumento das tarifas fixas de angra I e II e melhor performance da UTE Candiota III. A receita de geração somou R$ 6,5 bilhões, alta de 12% e a de transmissão ficou em R$ 4,2 bilhões, alta de 11%.

A ação da companhia estava cotada a R$ 48,72 no dia 23 de agosto de 2022, e a posição acionária antes da privatização estava composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
UniãoNão34,85%
BNDESNão2,19%
Fundos do governoNão2,43%
OutrosNão60,53%

EMBRAER (EMBR3)

A Embraer (EMBR3) é uma das empresas mais vibrantes da indústria brasileira. Enquanto boa parte da economia moderna está pautada na tecnologia, pode-se dizer que a fabricante brasileira de aeronaves sempre foi uma empresa disruptiva.

Criada na década de 1969, a companhia está até hoje desenvolvendo produtos de ponta, ou vinculada a empresas inovadoras por meio de parcerias e investimentos. Boa parte dessas alocações se dá pela EmbraerX.

Em se tratando de aeronaves, são produtos direcionados a vários segmentos, desde a aviação comercial passando pela militar. Ela tem unidades fora do Brasil e está sempre no foco do investidor, bem como no radar de outras empresas atentas ao que lança, periodicamente.

Da fundação à primeira aeronave exportada, bastaram apenas seis anos (1975), o que mostra como a companhia performou desde o primeiro dia. Já em 1979 inaugurada a Embraer Aircraft Company, nos Estados Unidos – a primeira unidade da empresa fora do Brasil.

No começo dos anos 80, o grupo adquiriu a Neiva e, em 1983, criou a Embraer Aviation International na França, unidade que permitiu o crescimento do grupo nos mercados do Oriente Médio e da Europa.

Já nos anos 90 acabou sendo privatizada, o que impulsionou ainda mais suas operações. A companhia tem patrimônio líquido de R$ 14,3 bilhões, uma dívida liquida de R$ 7.1 bilhões bilhões, mais de R$ 50,8 bilhões em ativos e valor de mercado na casa dos R$ 16,5 bilhões.

Por fim, a composição acionária da empresa está formatada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Brands InvestmentsNão15,1350%0,00
BNDESParNão5,3700%0,00
BlackRockNão5,0260%0,00

3R Petroleum (RRRP3)

A 3R Petroleum (RRRP3) é uma empresa que está sempre no radar do investidor. Trata-se de uma companhia do setor de óleo e gás com foco em redesenvolvimento de campos maduros em produção localizados em terra (onshore) e em águas rasas (shallow water).

Diz ter por objetivo social a exploração, produção e comercialização de petróleo e seus derivados, bem como gás natural e outros hidrocarbonetos fluidos.

Também afirma que seu plano de negócios é baseado em crescimento orgânico, por meio do redesenvolvimento do portfólio atual, e em crescimento inorgânico, por meio de oportunidades de aquisição de ativos maduros.

Em 23 de agosto de 2022 a ação da companhia na bolsa brasileira estava cotada em R$ 36,30 e seu patrimônio líquido, em R$ 3.879.970,000 (bilhões).

A posição acionária da companhia está composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Gerval InvestimentoNão11,5000%
BTG PactualNão5,1%
AdministraçãoNão1,1%
OutrosNão82,9%

PetroRio (PRIO3)

Com atuação no segmento de petróleo, gás e biocombustível, a Petrorio (PRIO3) está em atuação desde 2008 com operações espalhadas pelo Sudeste do Brasil e mais pelo Estado da Bahia.

A oferta publica inicial (IPO) aconteceu em 2010 e, em 2013, a empresa chamou a atenção do mercado ao fazer a maior aquisição de sua história: 100% do Campo do Polvo da Bacia dos Campos.

Vale destacar que este nome, Petrorio, surgiu apenas em 2015, visto quer antes disso a companhia se chamava HRT Participações Petróleo S.A.

A petroleira tem 8.171.627,000 bilhões em patrimônio líquido, além de 16.292.271,000 bilhões em ativos. A posição acionária da companhia está configurada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Truxt InvestimentosNão7,53%
Aventti PartnersNão15,10%
Squadra InvestimentosNão5,18%
BlackRockNão5,01%

Ambev (ABEV3)

De acordo com informações do RI da empresa, a Companhia de Bebidas das Américas – Ambev (AMBEV3) é a sucessora da Companhia Cervejaria Brahma (Brahma) e da Companhia Antarctica Paulista Indústria Brasileira de Bebidas e Conexos (Antarctica), duas das cervejarias mais antigas do Brasil.

A Antarctica foi fundada em 1885 e a Brahma em 1888, como Villiger & Cia. A marca Brahma foi registrada em 6 de setembro de 1888 e, em 1904, a Villiger & Cia. mudou sua denominação para Companhia Cervejaria Brahma. A Ambev foi constituída como Aditus Participações S.A. (Aditus) em 14 de setembro de 1998. A Ambev é uma sociedade anônima brasileira, e de capital aberto.

A companhia detém as marcas Skol, Brahma, Antarctica, Quilmes, Labatt, Presidente, entre outras. Também opera outros produtos como refrigerantes, não-alcoólicos e não-carbonatados com marcas próprias como Guaraná Antarctica e Fusion, entre outras, no Brasil e através de uma parceria com a PepsiCo em diversos países.

Em 1997, a Brahma adquiriu os direitos exclusivos para fabricar, vender e distribuir os refrigerantes da Pepsi no Nordeste do Brasil e em 1999, obteve os direitos exclusivos para fabricar, vender e distribuir os refrigerantes da Pepsi em todo o Brasil.

Desde outubro de 2000, a Ambev detém direitos exclusivos de distribuir e engarrafar os refrigerantes da Pepsi no Brasil. Em janeiro de 2002, expandiu parceria com a PepsiCo para incluir a fabricação, venda e distribuição do Gatorade.

Em 15 de agosto de 2022 a ação da companhia na bolsa brasileira estava cotada a R$ 15,17, e o patrimônio líquido estava em 86.263.126,000 bilhões.

A posição acionária da companhia está composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Interbrew I BVSim53,60%
Fundação ZerrenerNão10,22%
Ambrew S.à.r.lNão8,17%

Bradesco (BBDC4)

Fundado em 1943 em Marília, no interior de São Paulo com o nome de Banco Brasileiro de Descontos. O Bradesco tinha por estratégia inicial atrair o pequeno comerciante, o funcionário público, pessoas de posses modestas, ao contrário dos bancos da época, que só tinham atenções para os grandes proprietários de terras.

Nos dias atuais conta com conta com agências e pontos de atendimento espalhados por todo território nacional, sendo que o grupo está presente em quase todos os municípios do país – totalizando mais de 4.500 agências. Também atua em outros países.

A instituição financeira se posiciona entre as empresas mais valiosas do Brasil, com seus ativos superando a marca de R$ 1 trilhão e, mais recentemente, ganhou destaque devido a sua atuação digital, segmento no qual frequentemente aparece em listas das empresas mais inovadoras do país.

Em 15 de agosto de 2022 a ação BBDC4 estava cotada a R$ 16,32, e o patrimônio líquido marcava, à época, R$ 156.434.634,000 bilhões.

A posição acionária da companhia está composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Cidade de DeusSim45,80%0,02%
Fund. BradescoSim17,13%
NCF Particip.Sim8,46%2,25%

BTG Pactual (BPAC11)

O Banco BTG Pactual (BPAC11) conta, atualmente, com aproximadamente 6.300 profissionais e escritórios em três continentes: América do Sul (São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Recife, Porto Alegre, Curitiba, Medellín, Bogotá, Barranquila, Lima, Buenos Aires e Santiago), América do Norte (Nova Iorque, Miami, Atlanta, Stamford e Cidade do México), Europa (Londres e Lisboa).

A instituição foi fundada em 1983 como Banking and Trading Group Pactual e é um banco de investimento brasileiro, especializado em capital de investimento e capital de risco, além da administração de fundos de investimento, de gerenciamento de patrimônio, e de ativos globais – investment banking, wealth management e global asset management.

O banco tem duas sedes, sendo uma na Praia de Botafogo, na cidade do Rio de Janeiro, e na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo.

Em 23 de agosto de 2022 a ação BPAC11 estava cotada a R$ 25,89, e a instituição possuía, à época, R$ 41.358.736,000 em patrimônio líquido.

A posição acionária da companhia está composta da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
BTG Pactual Holding Financeira LtdaSim80,2%%
BTG Pactual Holding S.A.Sim1,7%8,4%
Banco BTG Pactual S.A. Sim0%0,2%

Itaú Unibanco (ITUB3; ITUB4)

O Itaú Unibanco configura na posição 335 do ranking de marca mais valiosa do mundo sendo, atualmente, o único representante brasileiro no levantamento.

A instituição financeira foi fundada em janeiro de 1945 em São Paulo e, de lá para cá, foi crescendo tanto de maneira orgânica como por meio de fusões e aquisições (M&A).

O banco tem mais de 90 mil funcionários e está presente também no exterior. Para manter essa operação, conta com cinco mil agências e 26 mil caixas eletrônicos ou pontos de atendimento.

Além disso, em solo tupiniquim é o primeiríssimo do Top 10 e está, também entre os quatro bancos brasileiros de maior rentabilidade no mundo.

Detém, em patrimônio líquido, R$ 157.222.000,000 milhões e, em ativos, R$ 2.165.608,000 bilhões. No dia 26 de agosto a ação ITUB4 estava cotada a R$ 26,38.

Já a posição acionária da companhia está configurada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
IUPARSim51,71%0,00
ItaúsaSim39,21%0,003%
BlackRockNão7,22%
GQG PartnersNão5,23%
Dodge&CoxNão5,01%

Santander Brasil (SANB11)

O Santander Brasil (SANB11) se posiciona como o terceiro maior banco privado no país, bem como o único banco internacional com escala no país.

A instituição financeira atua nos segmentos de varejo e atacado, com ofertas de alto valor agregado, que permite oferecer um amplo portfólio de produtos e serviços para pessoas físicas, pequenas e médias empresas e atacado.

O banco pertence ao Grupo Santander, instituição financeira fundada na Espanha e, no Brasil, é uma companhia listada na bolsa brasileira sob os tickers SANB3 (ordinária), SANB4 (preferencial) e SANB11 (units).

Também está presenta na Bolsa de Nova York, por meio de American Depositary Receipts (ADRs), sob o código BSBR.

O Grupo Santander foi fundado na Espanha em 1857 e expandiu-se mundialmente por meio de várias aquisições.

Em 1957, o Grupo Santander entrou no mercado brasileiro por meio de um contrato operacional com o Banco Intercontinental do Brasil S.A. Em 1970, o Grupo abriu um escritório de representação no Brasil, seguido pela abertura da primeira agência, em 1982.

A partir dos anos 90, o Grupo procurou intensificar a sua presença na América Latina, em particular no Brasil.

Já nos anos 2000 comprou o Banespa, banco detido pelo Estado de São Paulo, e tornou-se um dos maiores grupos financeiros brasileiros.

Na sequência, em 2008, o Santander Espanha assumiu o controle acionário indireto do Banco Real e, em agosto daquele mesmo ano, foi aprovada a aquisição pelo Santander Brasil do capital social do Banco Real por meio de operação de incorporação de ações.

A instituição é um grande exemplo do crescimento por meio de fusão e aquisição (M&A), além de uma estratégia muito assertiva.

A companhia tem R$ 107,8 bilhões em patrimônio líquido, bem como R$ 117 bilhões em valor de mercado. Já a composição acionária está formatada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Sterrebeeck B.VSim47,3870%0,00
Grupo SantanderSim42,6300%0,00
Santander EspanhaNão0,0710%0,00

Nubank (NUBR33)

O Nubank (NUBR33) é uma fintech que evoluiu para banco digital, apostando todas as suas fixas em um público relegado pelas instituições financeiras tradicionais: os jovens.

Com uma marca jovem e uma paleta de cores fora do convencional, a empresa ganhou mercado com seu cartão de crédito cheio de benefícios para este contingente de pessoas que, em meados de 2013 quando o Nubank começou a operar, mal tinha formação universitária e estabilidade de emprego.

A estratégia, bastante arriscada, deu tão certo que o Nubank não tem clientes, mas sim uma legião de fãs, e todo movimento que desenvolve atrai amor, mas também a fúria de seus admiradores.

O cartão de crédito, por exemplo, é até hoje chamado carinhosamente de “roxinho”, e quando foi colocado na praça, os interessados precisavam receber um convite para poder obter o serviço financeiro. Era como uma “sociedade não secreta”, mas pautada no relacional, bem como no tradicional boca a boca. Ou seja, um estudante indicava outro. Funcionou!

O Nubank foi fundado por David Vélez, Vagner S.Teves Jr., Edward Wible e Cristina Junqueira e, em 2007, lançou o NuConta, que se destacava pelo rendimento automático de 100% do CDI. Em 2022, a empresa mudou o funcionamento e passou a remunerar depósitos apenas após 30 dias.

Já em 2020, anunciou a compra da corretora Easynvest, que passou a se chamar Nu Invest, e ampliou o leque de serviços para oferecer investimentos. Também oferece, hoje em dia, seguros, empréstimos e até mesmo compra de criptomoedas.

Vale lembrar, ainda, que a instituição conseguiu alcançar a rara marca de “decacórnio”, expressão utilizada para empresas avaliadas em mais de US$ 10 bilhões. Foi a primeira startup brasileira a alcançar esse patamar antes de realizar sua abertura de capital na bolsa.

Em dezembro de 2021, o Nubank realizou seu IPO na Bolsa de Valores de Nova York. Na ocasião, o banco digital foi avaliado em US$ 41,7 bilhões, o que fez dele, no início das negociações, a instituição financeira mais valiosa da América Latina. Na bolsa brasileira B3, o Nubank negocia BDRs com o ticker NUBR33.

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Rua CaliforniaNão21,3600%0,00
Sc USV InvestNão8,9600%0,00
Tiger GlobalNão5,4000%0,00
Tencent Cloud BVNão8,8900%0,00

Vibra Energia (VBBR3)

A Vibra Energia (VBBR3) é a ex-BR Distribuidora, empresa até então vinculada à Petrobras.

A nova companhia já nasce com 50 anos de experiência e tradição, ao mesmo tempo em que irá privilegiar a transição rumo a fontes energéticas mais limpas e renováveis, em sintonia com as melhores práticas de respeito ao meio ambiente, à sociedade e de governança corporativa.

Entretanto, ainda mantém, por meio de um contrato de licenciamento, a bandeira Petrobras em sua rede de quase oito mil postos espalhados pelo território nacional.

As lojas de conveniência BR Mania serão mantidas nessa nova fase da companhia, bem como os centros automotivos Lubrax+.

A empresa pretende seguir comercializando a linha de lubrificantes top of mind Lubrax, enquanto no segmento corporativo, são cerca de 18 mil clientes, em setores como indústrias, transportadoras, usinas termelétricas, agricultura e aviação, sendo que este último continuará a ser atendido pela marca BR Aviation.

Sua estrutura logística conta com 44 bases operadas pela BR, participações em 16 bases conjuntas (pool com sócio (s)), 26 armazenagens conjuntas com outras distribuidoras, 8 armazenagens em portos e 4 operadores logísticos, totalizando 95 unidades operacionais. Possuímos ainda 11 depósitos de lubrificantes, 4 operadores logísticos de lubrificantes e atuamos em mais de 100 aeroportos, todos estrategicamente distribuídos ao longo das cinco regiões brasileiras. Com essa plataforma, somos capazes de suprir eficientemente as demandas de todos os nossos clientes em qualquer município brasileiro. Somos líderes no mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes no país em volume de vendas, com destaque para excelência e qualidade dos produtos e serviços oferecidos em todos os segmentos de negócio:

No mercado de energia, a Vibra vem atuando por meio da comercializadora Targus, da qual possui 70%. Além de atuar no mercado livre de energia, a Targus também oferece soluções de geração distribuída para clientes conectados em baixa tensão.

A companhia tem R$ 13,06 bilhões em patrimônio líquido, bem como uma dívida líquida na casa dos R$ 13,01 bilhões, além de R$ 39,5 bilhões em ativos e R$ 21,7 bilhões em valor de mercado. Sua composição acionária está formatada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Samambiaia Master FundoNão9,2200%0,00
BlackRockNão5,0100%0,00
GIC PrivateNão5,0100%0,00
Dynamo AdmNão3,1900%0,00
Dynamo GestãoNão2,5600%0,00

Camil (CAML3)

Fundada em 1963 no Rio Grande do Sul (RS), a Camil (CAML3) é uma das maiores empresas de bens de consumo no setor de alimentos no Brasil e da América do Sul, detendo posições de liderança nos segmentos e países em que atua.

A empresa tem unidades espalhadas pelo Brasil, a exemplo de Navegantes (SC), bem como São Gonçalo (RJ) e sua estratégia de expansão se dá por meio de fusões e aquisições (M&A).

Tanto é assim que nas primeiras horas da manhã do dia 23 de agosto de 2022 a Camil divulgou a aquisição da Mabel, bem como o licenciamento da marca Toddy para cookies.

A adquirida detem a fabricação de biscoitos da marca principal “Mabel”, além das marcas “Doce Vida”, “Mirabel”, “Elbi’s” e “Pavesino”.

Fizeram parte da transação as plantas industriais de Aparecida de Goiânia (GO) e Itaporanga D’Ajuda (SE), operadas por aproximadamente 800 colaboradores.

Com esse movimento, suas ações passaram a subir, sendo cotadas a R$ 10,39.

O patrimônio líquido da empresa está em R$ 2.801.729,000 bilhões, e os ativos alcançaram a marca dos R$ 8.624.917,000.

Já a posição acionária da companhia está configurada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Camil InvestimentosSim63,81%0,00
Templeton InvestmentNão5,71%0,00
Luciano MaggiSim3,61%0,00
Jaques MaggiSim0,93%0,00
Thiago MaggiSim0,87%0,00

PETZ (PETZ3)

Produtos e serviços voltados aos animais de estimação têm ganhado cada vez mais relevância no orçamento das famílias, e a Petz (PETZ3) tem conseguido aproveitar bem esse movimento.

Isso porque a companhia fundada em 17 de agosto de 2002 domina o segmento como poucas, e isso tem feito toda a diferença em sua estratégia de expansão. Não à toa, em 2003 foi a primeira pet shop do mundo com atendimento 24h.

O que era inicialmente uma loja com produtos e alguns poucos serviços direcionados ao setor se tornou em um ambiente completo, incluindo aí unidades de atendimento veterinário, sendo esse um passo e tanto.

Por conta do expressivo volume de crescimento em sua cadeia de suprimentos, em 2016 precisou inaugurar um novo centro de distribuição (CD) em Embú das Artes, região metropolitana de São Paulo. O empreendimento conta com mais de 28 mil metros quadrados.

Um ano depois, também por conta do crescimento exponencial, se viu obrigada a reformular seu site, lançar produtos exclusivos e inaugurar sua primeira loja conceito no Itaim Bibi, área nobre de São Paulo.

Em 2018 colocou na praça a Seres, sua marca própria de serviços veterinários, e em 2019 chegou a impressionante marca de 100 lojas espalhadas pelo Brasil. No ano seguinte, estreou na bolsa de valores do Brasil, a B3.

No dia 5 de setembro a ação PETZ3 estava cotada a R$ 10,25, e a posição acionária da empresa estava formatada assim:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Sergio ZimermanNão26,4230%0,00
Wasatch AdvisorsNão5,4880%0,00
Platina 55 FIMNão0,2170%0,00

Boa Safra Sementes (SOJA3)

O investidor que se interessa por empresas do segmento agro deve saber que ativos dessa conjuntura são, geralmente, alocações de longo prazo. A Boa Safra Sementes (SOJA3), por exemplo, estreou na bolsa em abril de 2021, com seus papéis precificados em R$ 9,90.

No dia 16 de agosto de 2022, a SOJA3 estava cotada em R$ 11,90, mas, antes disso, o ativo alcançou os R$ 15,56 em 3 de março de 2022. Na prática, significa dizer que quem apostou na companhia um ano atrás ganhou algum dinheiro, mas não sem vencer alguma oscilação.

Acontece que o segmento agro é altamente volátil por conta de inúmeros fatores e não apenas os econômicos. O setor é dependente do clima e atualmente, mais do que nunca, precisa de tecnologia de ponta aplicada à lavoura.

Recentemente a empresa inaugurou um centro de distribuição em Sorriso (MT). Estão em andamento, ainda, uma unidade de beneficiamento de sementes em Primavera do Leste (MT).

Com essas novas infraestruturas, pretende aumentar a capacidade instalada para 170 mil big bags até o fim deste ano, alta de 70% em relação a 2020.

Já o balanço financeiro divulgado no segundo trimestre de 2022 foi pressionado por custos de insumos maiores, porém, um indicador chamou a atenção dos analistas que se pautam nesse item do DRE (Demonstrativo de Resultado do Exercício) para projetar fortes vendas à frente e até recorde de resultados.

Trata-se da carteira de pedidos que chegou a R$ 831 milhões até junho, ou 52% a mais do que um ano atrás. Para se ter ideia, 90,8% do volume encomendado é de sementes com biotecnologia embarcada. Em igual período do ano passado esse volume era de 80%.

O diferencial aqui é que a companhia é líder na produção de sementes de soja no Brasil. Com essa bagagem, sabe que por mais que os custos estejam aumentando para o produtor, ele não pode colocar a produtividade em risco.

No dia 5 de agosto de 2022 a ação SOJA3 estava cotada a R$ 12,82, e a posição acionária da empresa estava formatada assim:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Camila Stefani Colpo KockSim30,1670%0,00
Marino Stefani ColpoSim30,1670%0,00
HIX InvestimentosNão7,8810%0,00
Truxt InvestimentosNão5,8470

SLC Agrícola (SLCE3)

Fundada em 1977 pelo Grupo SLC, a SLC Agrícola (SLCE3) produz soja, milho e algodão. Também trabalha com o plantio de pastagem e criação de gado, fazendo a integração lavoura-pecuária.

Além disso, detém a marca SLC Sementes que produz e comercializa sementes de soja e braquiária.

Boa parte dos investidores já ouviu falar dela, ou até teve (ou tem) seus papéis na carteira. Acontece que ela foi uma das primeiras empresas do setor a ter ações negociadas em Bolsa de Valores, tornando-se uma referência no seu segmento.

Com Matriz em Porto Alegre (RS), possui 22 Unidades de Produção estrategicamente localizadas em sete estados brasileiros, que totalizaram 463.167 hectares no ano-safra 2020/21 – sendo 109.604 ha de algodão, 235.444 ha de soja, 106.470 ha de milho e 11.649 ha de outras culturas.

Já o modelo de negócio é baseado em um sistema de produção moderno, com alta escala, padronização das unidades de produção, tecnologia de ponta, controle rigoroso dos custos e responsabilidade socioambiental.

Desde o começo de sua atividade, desenvolveu uma sólida expertise na prospecção e aquisição de terras em novas fronteiras agrícolas. O processo de aquisição de terras com alto potencial produtivo também visa capturar a valorização imobiliária que as terras agricultáveis no Brasil proporcionam em função das vantagens comparativas em relação aos principais produtores agrícolas do mundo, tais como Estados Unidos, China, Índia e Argentina.

Em 5 de setembro de 2022 a ação SCLE3 estava cotada a R$ 49,39 na bolsa brasileira, a B3, e a posição acionária estava configurada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
SLC Participações47,9%0,00
Outros36,20%0,00
Odey Asset9,02%0,00

Vivara (VIVA3)

A Vivara (VIVA3) é uma empresa brasileira de fabricação de joias e acessórios e possui mais de 10% em participação de mercado.

O segmento em que atua é considerado de alta renda, mas cada vez mais vem se popularizando, com mais pessoas adquirindo produtos dessa natureza por estética, bem-estar e até investimento.

Tanto é assim que a companhia tem reforçado sua produção para atender a demanda, pois vê suas vendas subirem no presente e projeta ainda mais comercializações futuras.

Para se ter ideia da força dos negócios da varejista, o balanço do segundo trimestre de 2022 informa que obteve recorde de venda diária de R$ 30,7 milhões na véspera do Dia das Mães, 7,0% maior que o último recorde registrado.

Também traz aumento de 18,4% no volume de peças vendidas em loja física, e 16,7% na visão mesmas lojas.

Vale lembrar que a empresa está na bolsa de valores do Brasil desde 2019, e suas lojas costumam ser localizadas em shoppings, geralmente em pontos de alta visibilidade. Por ser uma loja com bastante tradição, é considerada uma loja âncora na maioria dos shoppings, por isso vemos seu posicionamento nos corredores principais.

Já as lojas Life by Vivara são de uma marca nova em expansão da Vivara e focada em um público mais jovem e casual. É uma marca focada em joias colecionáveis e com ticket médio mais baixo que a Vivara.

Para minimizar a canibalização de vendas entre as duas marcas, a empresa procura posicionar as lojas Life by Vivara em andares diferentes em shoppings em que ela já possui uma loja Vivara.

Já os quiosques trazem uma versão compacta das lojas em alguns shoppings, além da venda de relógios Tommy Hilfiger, que a empresa representa.

No dia 5 de setembro de 2022 a ação VIVA3 estava cotada a R$ 26,56, e a composição acionária da companhia estava formatado da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Márcio KaufmanSim20,0000%0,00
Nelson KaufmanSim19,6590%0,00
Marina KaufmanSim14,0000%0,00
Paulo KruglenskySim 4,24800,00
OutrosNão42,00500,00

Marfrig (MRFG3)

A Marfrig (MRFG3) é a maior produtora de hamburguer do mundo. A companhia também se posiciona como uma das maiores empresas de proteína bovina do mundo, em capacidade.

A companhia foi fundada em maio de 2000 e detém, atualmente, 50 unidades produtivas, comerciais e de distribuição instaladas em doze países em quatro continentes.

Seus produtos chegam a mais de 100 países, e são alimentos de alto valor agregado à base de proteína animal, basicamente bovina, e de opções variadas, prontas para o consumo, como vegetais congelados, ovinos, peixes e molhos.

O quadro de funcionários registra 30 mil colaboradores em 21 unidades produtivas bovinas, 10 centros de distribuição e comerciais. Eles estão espalhados por quatro continentes.

A Marfrig Global Foods tem uma dívida líquida de R$ 48,9 bilhões, bem como R$ 134 bilhões em ativos, além de R$ 6,9 bilhões em patrimônio líquido, e R$ 8,09 bilhões em valor de mercado.

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
MMS ParticipaçõesSim36,9310%0,00
Marcos MolinaSim8,6320%0,00
Márcia PascoalSim4,1560%0,00

JBS (JBSS3)

O frigorífico JBS (JBSS3) foi fundado em 1953 por José Batista Sobrinho, quando este iniciou as operações de uma pequena planta com capacidade de processamento de cinco cabeças de gado por dia, na cidade de Anápolis, em Goiás.

Em meados de 1968 a companhia adquiriu a primeira planta de abate em Planaltina (DF) e, no ano seguinte, incorporou a segunda planta de abate, aumentando a capacidade para 500 cabeças de gado por dia.

Já de 2001 a 2006 a empresa passou a operar 21 plantas no Brasil e cinco na Argentina e aumentou sua capacidade de abate para 19,9 mil cabeças por dia. Em 2005, adquiriu 100% do capital social da Swift-Armour, maior produtora e exportadora de carne bovina na Argentina.

Na sequência, em 2007, ela se tornou a primeira no setor frigorífico a abrir capital na bolsa de valores. Também expandiu suas operações por meio da aquisição da empresa norte-americana Swift Company, representando seu ingresso nos mercados de bovinos e suínos nos EUA e na Austrália.

Depois, em 2008, adquiriu a Tasman Group na Austrália, a Smithfield Beef, divisão de bovinos da Smithfield Foods nos EUA, e os confinamentos da Five Rivers, com capacidade para terminar 2 milhões de animais por ano.

Em seguida, em 2009, a JBS amplia sua capacidade de abate em 5.150 animais por dia com a aquisição de cinco unidades em território nacional. Também incorporou, naquele ano, o frigorífico Bertin, até então segundo maior no Brasil, e adquiriu o controle acionário da Pilgrim’s Pride, ingressando no mercado norte-americano de aves.

De 2010 a 2020 fez importantes movimentos de M&A como a aquisição da Tatiara Meats e os ativos da Rockdale Beef, na Austrália, e o Grupo Toledo, na Bélgica. Também anuncia a aquisição do confinamento McElhaney nos Estados Unidos, e amplia sua participação na Pilgrim’s Pride para 67,27%. Realiza entre abril e maio uma oferta pública primária de 200 milhões de ações ordinárias.

Também a Seara Brasil, em 2013, e a Zenda, indústria de couro líder no segmento com sede no Uruguai e operações no México, Argentina, Alemanha e África do Sul, escritório comercial e um centro de distribuição nos Estados Unidos. Com esta aquisição, a JBS se torna a maior processadora de couro do mundo fornecendo produtos para os setores automotivo, moveleiro,  de calçados e confecções.

Na sequência vieram a Tyson no Brasil e no México, o Grupo Primo SmallGoods, a Moy Park, empresa especializada no processamento de aves e fabricação de produtos preparados, com 13 unidades produtivas localizadas no Reino Unido, França, Holanda e Irlanda e mais de 12 mil colaboradores, e a aquisição da unidade de Suínos da Cargill nos EUA.

Depois, a Pilgrim’s adquiriu a GNP, e conclui a aquisição da Plumrose. Em 2019, a PPC assinou contrato para aquisição da Tulip, líder na produção de carne suína e alimentos preparados com operações no Reino Unido para criar uma líder em proteína e alimentos preparados na Europa por meio da expansão do portfólio, e a aquisição da Marba, uma das marcas mais tradicionais no segmento de frios e embutidos e referência no segmento de mortadelas no Estado de São Paulo.

Por fim, em 2020 celebrou um acordo de aquisição de participação acionária com a Empire Packing Company, L.P. para adquirir unidades produtivas de case ready e a marca Ledbetter por um total de US$238 milhões.

No dia 3 de outubro de 2022 a ação JBSS3 estava cotada a US$ 25,75, e a companhia tinha patrimônio líquido de R$ R$ 42.915.885.000, bem como R$ 57.116.496.528 de valor de mercado, como também R$ 205.285.583.000 em ativos, e uma dívida líquida de R$ 77.308.926.000. já a composição acionária estava configurada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
J&F InvestimentosSim41,4700%0,00
BNDESParSim20,8130%0,00
Fundo FormosaSim7,3600%0,00

BRF (BRFS3)

A BRF nasceu da fusão de duas companhias catarinenses, a Sadia e a Perdigão, sendo que esta nasceu em 1944 na cidade de Concórdia, enquanto a Sadia foi criada em 1934 em Videira. Ambas eram, originalmente, empresas familiares.

Já em 1953 a Sadia inaugurou uma nova sede em São Paulo e, em 1964, construiu por lá a Companhia Brasileira de Frigoríficos (Frigobrás).

Enquanto isso, a Perdigão registra sua primeira exportação em 1975, e em 1990 acontece a internacionalização da Sadia.

Na sequência, em 1997 a Perdigão foi reestruturada, e em 1998 a Sadia ultrapassou R$ 1 bilhão em faturamento.

Nos anos 2000 começa a internacionalização da Perdigão, e em 2001 acontece o primeiro contato entre Perdigão e Sadia, com a criação da BRF Trading.

Depois, em 2009 a Perdigão e a Sadia se uniram e, em 2010, a BRF alcançou R$ 22,7 bilhões em vendas, dos quais 40% foi para o mercado externo.

No ano seguinte, em 2011, a BRF anuncia a criação de uma unidade voltada para o oriente médio e Emirados Árabes.

Em 2012 promoveu uma expansão mundial, com movimentos fabris na Argentina, Oriente Médio, e China e, em 2013, a BRF passou a ser uma companhia unificada.

Dois anos depois, em 2015, se tornou, efetivamente, uma empresa globalizada e em 2016 criou a BRF Halal, para os mercados muçulmanos. Em 2017 chegou à Turquia.

No dia 3 de outubro de 2022 a ação BRFS3 estava cotada a R$ 13,54, e a companhia tinha, no período, um patrimônio líquido de R$ 12.186.918.000, bem como R$ 56.832.387.000 em ativos, e uma dívida líquida de R$ 14.760.304.000, como um valor de mercado em R$ 14.613.388.821. a composição acionária estava formatada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Marfrig Global FoodsNão33,2700%0,00
PreviNão6,1770%0,00
KapitaloNão5,1480%0,00

Minerva Foods (BEEF3)

A Minerva Foods (BEEF3) É uma empresa brasileira de alimentos fundada em 1924 na cidade de Barretos (SP). Tem atuação na comercialização de carne in natura, couros, derivados, e na exportação de gado vivo, além de atuar no processamento de carnes.

A companhia se posiciona como a segunda maior empresa de carne bovina do Brasil e do Uruguai, e atualmente, é a maior exportadora de carne bovina do Paraguai, Colômbia e Argentina, comercializando seus produtos para mais de 100 países.

Também diz operar 26 plantas de abate e desossa (11 no Brasil, 3 no Paraguai, 2 no Uruguai, 1 na Colômbia e 5 na Argentina) e três plantas de processamento. Nos últimos doze meses findos em 31 de março de 2018, a Companhia apresentou uma receita bruta de vendas de R$ 14,4 bilhões, 43% acima da receita bruta do mesmo período de 2017.

A Minerva está listada na bolsa brasileira desde 2007 listada na B³ – Brasil Bolsa Balcão (antiga BM&FBovespa).

De acordo com o RI, a companhia exporta gado vivo a custos competitivos para diversos mercados por meio da Minerva Live Cattle Exports.

Já a Minerva Leather atua na comercialização de couro nos estados wet blue e semiacabado para empresas automotivas, moveleiras, calçadistas e de artefatos do mundo inteiro, e a Minerva Biodiesel produz uma fonte renovável de energia a partir do sebo bovino com selo social de biocombustível e agregando valor ao subproduto do abate, enquanto fortalece o compromisso da Minerva Foods com a sustentabilidade ambiental.

A Minerva Casings, por sua vez, produz e comercializa envoltórios naturais com padrão de qualidade e internacional, destinados à produção de alimentos defumados, cozidos e curados, e a Minerva Ingredients produz e comercializa ingredientes para nutrição animal, com alto valor nutricional e energético, tais como sebo bovino, ossos para pet food e as farinhas de carne e ossos e de sangue bovino, derivados de matérias-primas provenientes do processo de abate e desossa de nossas indústrias.

A Minerva Foods Asia, através de seus escritórios na Austrália e no Brasil, é responsável pela importação e exportação de produtos de proteína animal de alta qualidade, sempre atendendo às necessidades de seus clientes, e a Minerva Energia realiza a gestão da matriz energética, tanto para as unidades da Minerva Foods no Brasil e no exterior, como para parceiros comerciais, através do aprimoramento de iniciativas e estruturação de fontes de energia limpa e sustentável.

No dia 3 de outubro de 2022 a ação BEEF3 estava cotada a US$ 12,59 e a companhia tinha patrimônio líquido de R$ 698.265.000, bem como R$ 19.628.616.000 em ativos, além de R$ 6.603.618.000 em dívida líquida, e valor de mercado em R$ 7.633.552.426. já a composição acionária estava assim:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
Salok (UK) LimitedNão30,5520%0,00
VDQ HoldingsNão22,3620%0,00

JHSF (JHSF3)

A JHSF (JHSF3) é conhecida no mercado por conta de seus ativos de luxo, como os hotéis Fasano e o Shopping Cidade Jardim. A companhia administra shoppings centers pelo Brasil, e também tem empreendimentos na Argentina.

Inclusive, o grupo está se internacionalizando e tem atraído a atenção de bancos de investimentos dos Estados Unidos (EUA), a exemplo do Bank Of America (BofA), que iniciou a cobertura da JHSF recentemente. Esse movimento colocou o ativo em evidência.

A companhia se posiciona como uma das principais empresas do país no setor de consumo cíclico, com destaque especial para sua atuação no setor de administração de empreendimentos imobiliários. A empresa foi fundada na década de 1970 e detém, entre suas operações, o Shopping Cidade Jardim e os hotéis Fasano, dois empreendimentos direcionados a classe AAA.

O Grupo tem R$ 4,5 bilhões em patrimônio líquido, uma dívida líquida de R$ 1,3 bilhão, além de R$ 8,5 bilhões em ativos, e R$ 5,2 bilhões em valor de mercado.

Em agosto de 2022 a companhia divulgou seu balanço corporativo referente ao segundo trimestre de 2022. A JHSF obteve, no período, lucro líquido de R$ 220,7 milhões, um recuo de 31,3% em relação ao lucro líquido de R$ 321,4 milhões obtido no segundo trimestre de 2021.

Já a receita líquida marcou R$ 514,4 milhões, queda de 22,3% sobre a receita de R$ 662,4 milhões de um ano antes, e o Ebitda (Resultado antes de juros, impostos, depreciação e amortização) atingiu R$ 283,7 milhões no segundo trimestre deste ano, queda de 32,8% em relação ao Ebitda de R$ 422,4 milhões do mesmo período do ano anterior.

Já a posição acionária do grupo está formatada da seguinte maneira:

AcionistaControladorOrdináriaPreferencial
JHSF Part.Sim40,0020%0,00
José AuriemeSim14,1950%0,00
Capital Research GlobalNão7,5220%0,00
Flatly GlobalNão1,1730%0,00
newsletter
Receba informações exclusivas em seu email

Últimas notícias