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Brasil/S&P Global: PMI de Serviços cai para 55,8 em julho; PMI Composto também cai

Brasil/S&P Global: PMI de Serviços cai para 55,8 em julho; PMI Composto também cai

Osni Alves

Osni Alves

03 Ago 2022 às 10:29 · Última atualização: 03 Ago 2022 · 4 min leitura

Osni Alves

03 Ago 2022 às 10:29 · 4 min leitura
Última atualização: 03 Ago 2022

Imagem mostra a avenida Paulista, em São Paulo.

O Índice Gerente de Compras (PMI) de Serviços do Brasil caiu para 55,8 em julho ante um resultado recorde de 60,8 registrado em junho.

O levantamento pertence à S&P Global e destaca que o desempenho do setor de serviços do Brasil permaneceu positivo em julho.

Também aponta que apesar dos aumentos mais modestos na atividade de negócios e nas vendas, as taxas de expansão foram muito mais altas do que suas médias de longo prazo em meio à demanda subjacente robusta.

E acrescentou que, ainda assim, houve algumas sugestões de que as pressões inflacionárias tenham amortecido o crescimento das vendas.

Em relação ao PMI Comsposto do Brasil, este caiu em julho cai para 55,3 pontos, de 59,4 em junho.

Gráfico mostra evolução do PMI.

Brasil/S&P Global: PMI de Serviços

Ainda de acordo com o levantamento, embora os preços dos insumos tenham aumentado à taxa mais baixa em cinco meses, em parte devido a cortes dos impostos sobre combustíveis, a recuperação foi historicamente acentuada.

Ao mesmo tempo, a inflação dos preços atingiu o nível mais baixo desde abril.

Esse número registrado em julho indica uma taxa de expansão mais lenta desde fevereiro, porém acentuada no contexto dos dados históricos.

“Evidências subjetivas sugeriram que a atividade de negócios foi fundamentada pela recuperação da economia, maiores bases de clientes e demanda favorável. O volume de novos pedidos aumentou pelo décimo quinto mês consecutivo em julho, em meio a relatos de recuperação da demanda”, ressaltou, em nota.

E disse mais: “apesar da redução para o patamar mais baixo em cinco meses, a taxa de expansão foi acentuada. Alguns participantes da pesquisa indicaram que os gastos dos consumidores foram contidos por pressões elevadas sobre os preços.”

Gráfico mostra evolução do PMI.

Prestadores de serviços brasileiros

O relatório elenca, ainda, que os prestadores de serviços brasileiros indicaram um aumento das despesas operacionais no início do terceiro trimestre, com os preços de alimentos, combustíveis e serviços públicos relatados como as principais fontes das pressões inflacionárias.

Várias empresas mencionaram que a valorização do dólar americano levou a preços de insumos mais elevados. A taxa geral de aumento permaneceu acentuada, mas diminuiu para o patamar mais baixo em cinco meses em meio a uma redução dos impostos sobre combustíveis.

Crescimento econômico sólido

Diretora Associada de Economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna de Lima disse que o mês de abertura do terceiro trimestre continuou indicando um crescimento econômico sólido no setor de serviços brasileiro.

“A atividade de negócios aumentou pelo décimo quarto mês consecutivo, com a expansão mais recente entre as mais acentuadas da última década, em meio a melhorias contínuas nas condições de demanda”, destacou.

Também disse que o crescimento foi sem dúvida amortecido por fortes pressões sobre os preços, embora as empresas tenham permanecido confiantes em uma recuperação sustentada da economia ao longo dos próximos 12 meses.

“Em alguns casos, porém, as previsões otimistas foram associadas à esperança de um resultado positivo da eleição presidencial de outubro. Os prestadores de serviços sinalizaram novamente uma taxa sólida de atividade de contratação, mas uma queda acentuada e mais acelerada nos negócios pendentes indica que provavelmente a criação de empregos diminuirá ainda mais, a não ser que os novos negócios recuperem o impulso de crescimento”, frisou.

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