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Brasil é o 7º maior mercado de criptomoedas do mundo

Brasil é o 7º maior mercado de criptomoedas do mundo

Victor Meira

Victor Meira

15 Set 2022 às 14:27 · Última atualização: 16 Set 2022 · 4 min leitura

Victor Meira

15 Set 2022 às 14:27 · 4 min leitura
Última atualização: 16 Set 2022

Principais criptomoedas do mundo

Pixabay

Apesar das fortes desvalorizações dos criptoativos nos últimos 14 meses, o Brasil avançou sete posições e se tornou o sétimo maior mercado de criptomoedas do mundo. A informação é de um estudo da Chainalysis, consultoria especializada em blockchain. 

O avanço brasileiro vai na contramão das negociações das criptomoedas no mundo, principalmente após o segundo trimestre de 2021, em que houve queda vertiginosa do Bitcoin e de outras altcoins. 

“Ainda assim, é importante observar que a adoção global permanece bem acima dos níveis de mercado anteriores à alta de 2019. Os dados sugerem que muitos daqueles atraídos pelo aumento dos preços em 2020 e 2021 permaneceram e continuam investindo uma parte significativa de seu patrimônio em ativos digitais”, afirma a Chainalysis.

Em relação aos países com maior movimentação de recursos, o Brasil também se destaca. O relatório da Chainalysis informa que o país está atrás apenas de China, Índia, EUA e Vietnã, respectivamente. 

A consultoria explica que este fenômeno ocorre em função da elevada participação de investidores institucionais e de empresas, como fundos de investimentos e startups de criptomoedas. Essas companhias movimentam grandes volumes de moedas digitais. 

Ao fazer um recorte com apenas transação do varejo, o Brasil recua para a sétima colocação. 

Confira o ranking

  1. Vietnã
  2. Filipinas
  3. Ucrânia
  4. Índia
  5. Estados Unidos
  6. Paquistão
  7. Brasil

Brasileiros enxergam criptomoedas como investimentos

A Chainalysis relata que os brasileiros enxergam as criptomoedas como uma forma de investimento financeiro. O movimento é o inverso de outros países da América do Sul, como a Argentina, Colômbia e Equador, que adotam os criptoativos como moedas digitais para efetuar transações financeiras. Os habitantes dessas regiões fazem isso para fugir da intensa volatilidade das suas moedas locais.

Diante disso, o país ocupa a 113ª posição nas negociações P2P (“peer-to-peer”), que envolvem transações entre pessoas físicas. Os brasileiros têm preferência em efetuar pagamentos por meio de outras formas, como o Pix.

Países emergentes dominam criptoativos

O estudo ainda informa que os países emergentes dominam o índice de adoção de criptomoedas. O Vietnã foi o país com maior adoção das moedas digitais na economia e no cotidiano da população. Olha que a nação asiática não tem um cripto como moeda oficial, assim como acontece com El Salvador. 

Quem também aumentou as transações em criptomoedas foi a Ucrânia devido a guerra contra a Rússia, que pulou da quarta para a terceira posição. 

Dos 20 países com maior movimentação de criptomoedas proporcional a sua economia, 18 são emergentes. Segundo a Chainalysis, esses mercados preferem usar o bitcoin e stablecoins para preservar a sua poupança da inflação e da volatilidade das moedas locais, além da facilidade de enviar recursos para os seus familiares no exterior. 

EUA e China aumentam número de transações em cripto

Assim como o Brasil, os Estados Unidos tem um volume baixo de transações P2P, ocupa a 111ª posição. Entretanto, o país subiu de oitavo para quinto dos maiores países de cripto devido aos maiores volumes transacionados, incluindo o varejo, e nas aplicações de finanças descentralizadas, como empréstimo com base em moedas digitais.

A China também foi de 13º para 10º mesmo com o governo proibindo a mineração e as transações de criptoativos em setembro de 2021. “Nossos dados sugerem que a proibição foi ineficaz ou pouco aplicada”, cita o estudo.

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